Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Por que a Fifa quer expandir para 64 seleções?
- O calendário do futebol vai explodir?
- Reações imediatas: fãs se dividem entre festa e preocupação
- O que dizem os especialistas?
- Copa do Mundo 64 seleções: como funcionaria na prática?
- A voz de Infantino ecoa no mundo do futebol
- Perguntas Frequentes
- Quando a Fifa vai discutir a expansão para 64 seleções?
- Por que a Fifa quer aumentar o número de seleções?
- Qual seria o impacto no calendário do futebol?
Pontos Principais
- Gianni Infantino revela que a Fifa analisará a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções.
- A discussão será iniciada apenas após o Mundial de 2026, que já terá 48 equipes.
- Se aprovada, a mudança pode alterar completamente o formato, o calendário e o equilíbrio da competição.
- A declaração do presidente da Fifa foi feita ao portal suíço Bluewin, gerando reações imediatas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, jogou mais uma bomba no mundo do futebol. Em entrevista ao portal suíço Bluewin, ele afirmou que a expansão para 64 seleções será formalmente analisada pela entidade máxima do esporte depois da Copa do Mundo de 2026. Em outras palavras: preparem-se para um ‘mundialão’ ainda maior.
Segundo Infantino, a ideia não é nova e já era sussurrada nos corredores da Fifa, mas agora ganhou status de debate oficial. “Algumas pessoas já sugeriram ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”, declarou o dirigente. A declaração acendeu o alerta de federações, clubes e torcedores ao redor do globo.
Se a ampliação vingar, o torneio mais importante do planeta saltaria de 32 equipes (formato 1998-2022) para 48 em 2026 e, no futuro, para 64. Seria um salto de 100% em relação ao modelo clássico. A notícia chega em um momento em que o calendário do futebol já é alvo de críticas pelo excesso de jogos. Quer entender como isso pode impactar o esporte? Confira também a eliminação dramática da Suíça na Copa América e veja como até gigantes podem cair.
Por que a Fifa quer expandir para 64 seleções?
A motivação, segundo analistas, é tripla: dinheiro, dinheiro e dinheiro. Mais seleções significam mais jogos, mais bilheteria, mais direitos de transmissão e mais patrocínios. A Fifa fatura bilhões com a Copa, e cada nova equipe abre um novo mercado consumidor. Para aprofundar, veja como o Corinthians quebrou um jejum de 43 dias em amistoso — o futebol brasileiro também sente os efeitos do calendário inchado.
Infantino, conhecido por seu viés expansionista, já havia aumentado a Copa de 32 para 48 times a partir de 2026. Agora, o passo seguinte seria chegar a 64, igualando o número de seleções que participaram de algumas edições das Eliminatórias. Mas há um porém: manter o mesmo padrão de qualidade. Críticos apontam que times com menos expressão podem diluir o nível técnico. Por outro lado, defensores argumentam que o futebol globaliza e dá oportunidade a nações emergentes. A própria Copa de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já mostrará como funciona um torneio de 48 equipes.
O calendário do futebol vai explodir?
Se hoje clubes e jogadores reclamam do excesso de partidas, imagine com uma Copa de 64 seleções. Seriam necessários mais dias de competição, o que esbarraria nas janelas de clubes, nas ligas nacionais e nas competições continentais. Já existe um movimento de sindicatos de jogadores contra a sobrecarga. Infantino, contudo, parece disposto a enfrentar a crise. “A Fifa tem o dever de ouvir todos os lados”, afirmou ele na entrevista, mas sem dar detalhes sobre como conciliar um torneio gigante com o calendário atual.
Para se ter uma ideia, a Copa de 2026 terá 80 jogos em 35 dias. Em um formato de 64 seleções, esse número poderia chegar a cerca de 128 partidas — mais do que o dobro do torneio de 1998. O desgaste físico e o risco de lesões seriam enormes. Descubra como a seleção do Egito tentou parar Messi com táticas psicológicas — no futebol moderno, estratégias vão além do campo.
Reações imediatas: fãs se dividem entre festa e preocupação
Nas redes sociais, a notícia gerou memes, críticas e entusiasmo. Torcedores de países que nunca se classificaram, como Butão, San Marino e Timor Leste, já sonham com uma vaga. Já os puristas temem que a Copa perca sua aura de seletividade. “A Copa do Mundo sempre foi o ápice, não uma competição de participação”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter).
Vale lembrar que a Fifa já estuda outras mudanças radicais, como a realização do torneio a cada dois anos — ideia que foi fortemente rejeitada por federações europeias e sul-americanas. A expansão para 64 seleções pode ser mais palatável, mas ainda enfrentará resistência. A Uefa, por exemplo, sempre defendeu a manutenção de um torneio enxuto.
O que dizem os especialistas?
Consultores de marketing esportivo enxergam uma mina de ouro. Cada novo time representa um novo mercado de transmissão, novos contratos de patrocínio e maior audiência global. Já os técnicos alertam para o risco de jogos desequilibrados. Em Copas passadas, vimos goleadas históricas quando seleções muito fracas enfrentaram potências. Com 64 times, a probabilidade de resultados como 10 a 0 aumenta.
Uma solução possível seria expandir a fase de grupos, com mais cabeças de chave e um sorteio mais cuidadoso. Mas a Fifa ainda não detalhou nenhum modelo. Saiba mais sobre a saga do Trem na Série D, que tentou reverter uma vantagem de três gols — histórias de superação também fazem parte do futebol.
Copa do Mundo 64 seleções: como funcionaria na prática?
Embora seja apenas uma análise inicial, é possível especular formatos. Um modelo seria 16 grupos de 4 times (como hoje, mas com mais grupos), seguidos de mata-mata com 32 seleções. Outro seria 8 grupos de 8 times — o que exigiria mais jogos na primeira fase. A Fifa teria que decidir entre manter o torneio em um mês ou estendê-lo para 40 ou 45 dias.
A tabela abaixo compara os formatos atuais e os propostos:
| Formato | Número de Seleções | Total de Jogos | Dias de Competição |
|---|---|---|---|
| Copa 1998-2022 | 32 | 64 | 32 |
| Copa 2026 | 48 | 80 | 35 |
| Copa proposta (64 seleções) | 64 | ~128 | ~40-45 |
Outro ponto crítico é a distribuição de vagas por continente. Atualmente, a Europa tem o maior número, mas uma Copa de 64 exigiria uma reformulação. Confederações como a Concacaf e a Ásia provavelmente ganhariam mais vagas, enquanto a Conmebol e a Caf (África) também seriam beneficiadas. A Oceania, que hoje tem meia vaga, poderia ter uma inteira. A disputa por essas vagas promete esquentar as Eliminatórias.
A voz de Infantino ecoa no mundo do futebol
Gianni Infantino não é figura consensual. Seu mandato à frente da Fifa é marcado por controvérsias, desde a reforma do calendário até as denúncias de corrupção que assombram a entidade. Mas, no quesito expansão, ele conta com o apoio de federações menores, que veem na Copa uma vitrine global.
Em nossa análise como observadores do futebol, a expansão da Copa para 64 seleções parece inevitável a médio prazo. O dinheiro fala mais alto, e a Fifa tende a seguir o caminho da maximização de receitas. No entanto, a pressão de jogadores e clubes pode frear o processo. Veremos nos próximos meses como o debate avançará.
Uma coisa é certa: a Copa do Mundo nunca mais será a mesma. Seja com 48 ou 64 seleções, o evento se transforma em uma megafeira do futebol mundial. Entenda melhor como o São Paulo vem se preparando para o Brasileirão com testes no CT — a preparação é chave em qualquer competição.
Perguntas Frequentes
Quando a Fifa vai discutir a expansão para 64 seleções?
Segundo Infantino, o tema será analisado formalmente após a Copa do Mundo de 2026. Ou seja, a partir de 2027 os órgãos dirigentes da Fifa iniciarão as discussões. Não há prazo para uma decisão final, mas o processo pode levar alguns anos, considerando que o Mundial de 2030 (que terá jogos em três continentes) já tem formato definido de 48 equipes.
Por que a Fifa quer aumentar o número de seleções?
O principal motivo é financeiro. Mais seleções geram mais jogos, mais direitos de transmissão, mais patrocínios e mais engajamento em mercados emergentes. Além disso, Infantino defende a democratização do futebol, dando oportunidade para países que nunca participaram de uma Copa. Críticos, porém, apontam que a qualidade técnica pode cair e o calendário pode ficar insustentável.
Qual seria o impacto no calendário do futebol?
Uma Copa com 64 seleções exigiria um período de 40 a 45 dias, contra os atuais 32 dias do formato de 32 equipes. Isso pressionaria ainda mais as ligas nacionais, as competições continentais e a saúde dos jogadores. Sindicatos de atletas já se posicionam contra qualquer aumento de carga, e a Fifa teria que negociar compensações e ajustes no calendário anual.

