Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A ideia nasceu de uma irmandade dentro de quadra
- Lesão cruel: o golpe no joelho que mudou o torneio
- Brasil sem Gabi, Tainara e Nyeme: uma seleção mutilada?
- O duelo da semifinal: Brasil x Itália, a vingança prometida?
- O que esperar da final? A camisa de Júlia Kudiess como talismã
- Perguntas Frequentes
- O que aconteceu com Júlia Kudiess?
- Por que as jogadoras levaram a camisa de Júlia Kudiess para os jogos?
- Quem substitui Júlia Kudiess na seleção brasileira?
Pontos Principais
- Após vencer o Japão nas quartas, jogadoras exibiram a camisa de Júlia Kudiess em homenagem emocionante.
- A central, maior bloqueadora da fase classificatória, rompeu o LCA do joelho esquerdo e desfalca o time.
- Kisy, amiga e oposta, idealizou o gesto: “Para a Ju se sentir presente”.
- Brasil enfrenta a Itália na semifinal neste sábado (25), sem três titulares e com a líbero ausente.
A camisa de Júlia Kudiess foi o centro de uma das cenas mais emocionantes da Liga das Nações Feminina de vôlei. Na noite desta quarta-feira, 22 de julho, após a sofrida vitória do Brasil sobre o Japão, as jogadoras não se contentaram em comemorar apenas a classificação para a semifinal. Em vez disso, correram para o fundo da quadra, pegaram o uniforme número 15 e o ergueram para o mundo ver. Foi um gesto simples, mas de uma carga simbólica avassaladora: a central Júlia Kudiess, mesmo lesionada e fora do torneio, estava ali, presente no espírito do time.
Essa homenagem responde a uma pergunta que angustiava os torcedores brasileiros: como a seleção vai lidar com a ausência de sua principal bloqueadora? A resposta veio em forma de união. A camisa de Júlia Kudiess não é um adereço – é um estandarte. O Brasil perdeu sua gigante dos bloqueios, mas ganhou um motivo extra para lutar.
A ideia nasceu de uma irmandade dentro de quadra
Quem puxou o movimento foi Kisy, oposta da seleção e amiga pessoal de Júlia. Em entrevista exclusiva ao ge, ela explicou que a decisão foi tomada antes mesmo do início das finais em Macau, na China. “Falar da Júlia, para mim, é sempre um privilégio. Ela é minha irmã. Temos uma sinergia muito grande. Como sei que ela queria estar aqui, decidi que ia levar a camisa dela para todos os jogos. Queria que a Ju se sentisse presente, que fizesse parte de tudo. Sei que vai voltar muito mais forte, e estamos esperando ansiosamente por isso”, disse Kisy, visivelmente emocionada.
Ação semelhante já havia sido vista em outros esportes, mas no vôlei brasileiro ganhou uma dimensão especial. O time está acostumado a superar perdas, mas desta vez a lesão aconteceu na véspera das quartas de final, o que poderia abalar o grupo. Em vez disso, serviu como combustível. Confira também a cobertura completa do jogo desesperador entre Brasil e Japão, que teve 209 defesas e ralis de 35 segundos e mostra como a equipe se entregou fisicamente.
Lesão cruel: o golpe no joelho que mudou o torneio
Júlia Kudiess sofreu a lesão no último jogo da fase classificatória, contra os Estados Unidos. Ao tentar um bloqueio, aterrissou com o pé esquerdo de mau jeito e sentiu uma dor lancinante. O diagnóstico: ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. O tempo estimado de recuperação é de oito meses. A atleta já havia passado pela mesma cirurgia no joelho direito há alguns anos, quando perdeu as Olimpíadas de Paris. A repetição da tragédia comoveu a torcida.
Com Júlia fora, o técnico José Roberto Guimarães convocou às pressas Larissa Besen, que se juntou ao grupo em Macau. Na partida contra o Japão, Lorena e Diana formaram a dupla de centrais titulares, mas Lorena foi substituída por Luzia no decorrer do jogo. A defesa brasileira ainda sente falta do muro que Júlia construiu: ela terminou a fase classificatória como a maior bloqueadora da VNL, com 42 tocos.
Brasil sem Gabi, Tainara e Nyeme: uma seleção mutilada?
Se a ausência de Júlia já era pesada, o Brasil ainda não pode contar com outras peças fundamentais. Gabi, uma das líderes técnicas e emocionais, e Tainara também estão lesionadas. A líbero Nyeme tornou-se mãe há pouco mais de um ano e, para ficar com a filha Antonella, não viajou para a China. Para aprofundar, veja o artigo sobre o plano ousado de Zé Roberto sem Gabi e Júlia Kudiess, que aposta em jovens promessas para segurar a onda.
Mesmo com o desfalque, a equipe mostrou resiliência. Ana Cristina, maior pontuadora do Brasil na VNL, disse após a vitória sobre o Japão: “Perdemos algumas peças muito importantes e jogamos por essas meninas. Elas queriam muito estar aqui (nas finais da Liga das Nações). A cada dia, temos aprendido a ajudar mais umas às outras. As jogadoras que entram têm se saído muito bem e até aumentado o nível em quadra.”
O duelo da semifinal: Brasil x Itália, a vingança prometida?
Com a vaga garantida, o Brasil agora se prepara para encarar a Itália na semifinal, no próximo sábado (25). As italianas são as atuais bicampeãs da VNL, além de terem conquistado o ouro olímpico em Paris 2024 e o Mundial no ano passado. Uma máquina de vencer. Mas o Brasil já mostrou que pode superá-las: na fase classificatória, a equipe verde-amarela venceu as italianas por 3 sets a 2, quebrando uma invencibilidade de 39 jogos das adversárias. É verdade que a Itália entrou com um time alternativo na ocasião, mas a moral brasileira está alta.
Leia também sobre o chaveamento completo da VNL e como o Brasil pode armar a vingança contra a Itália. A semifinal promete ser um dos jogos mais tensos do torneio.
O que esperar da final? A camisa de Júlia Kudiess como talismã
Se depender do espírito de grupo, o Brasil chega forte. Kisy já avisou: a camisa de Júlia vai estar presente em todos os jogos restantes. A central, que voltou ao Brasil após a cirurgia, deve acompanhar a partida à distância, mas sua energia estará em quadra. As jogadoras transformaram a tragédia em motivação. Não se trata apenas de vencer, mas de provar que o amor pelo esporte e pelas companheiras supera qualquer obstáculo.
Para quem acompanha a seleção de perto, essa pode ser a edição mais dramática e inspiradora da história recente. Veja também como a seleção fez história com duas vitórias relâmpago na China e no Peru, mostrando que a garra brasileira não tem fronteiras.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com Júlia Kudiess?
Júlia Kudiess sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo durante o último jogo da fase classificatória da VNL contra os Estados Unidos. Ela passou por cirurgia e ficará afastada das quadras por aproximadamente oito meses.
Por que as jogadoras levaram a camisa de Júlia Kudiess para os jogos?
A oposta Kisy, amiga próxima de Júlia, teve a ideia de levar a camisa da central para todos os jogos da fase final como forma de homenageá-la e fazê-la sentir-se presente mesmo lesionada. O gesto foi adotado por todo o time e exibido após a vitória sobre o Japão.
Quem substitui Júlia Kudiess na seleção brasileira?
O técnico José Roberto Guimarães convocou a central Larissa Besen para substituir Júlia. Contra o Japão, Lorena e Diana foram as titulares, com entrada de Luzia no decorrer da partida.
Fonte: baseado em informações do ge.globo e dados oficiais da Volleyball World. Confira a página oficial do Brasil na VNL para estatísticas atualizadas.

