Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O inferno asiático que testou os nervos verde-amarelos
- O rali que mudou o jogo: 35 segundos de pura tensão
- O caminho até a semifinal: revanche contra a Itália
- O futuro da seleção e o peso do desespero
- Perguntas Frequentes
- Quantas defesas houve no jogo entre Brasil e Japão pela VNL?
- Qual foi o rali mais longo da partida?
- Quem será o próximo adversário do Brasil na VNL?
Pontos Principais
- O Brasil venceu o Japão por 3 a 1 nas quartas de final da VNL, com parciais de 24/26, 25/22, 25/16 e 25/20.
- A partida registrou impressionantes 209 defesas totais: 115 do Japão e 94 do Brasil.
- Um dos ralis durou 35 segundos e foi decisivo para a virada brasileira no quarto set.
- A central Luzia, que entrou no banco, foi peça-chave com 7 pontos.
- Nas semifinais, o Brasil enfrentará a Itália, atual bicampeã olímpica e mundial.
Os ralis e defesas na VNL foram os protagonistas da dramática vitória do Brasil sobre o Japão nesta quarta-feira. Em Macau, na China, a seleção feminina de vôlei conseguiu uma virada suada por 3 sets a 1, garantindo vaga na semifinal da Liga das Nações. Mas o que parecia mais uma partida de rotina se transformou em um verdadeiro teste de resistência: foram 209 defesas no total – 115 do Japão e 94 do Brasil – e ralis que ultrapassaram a marca dos 30 segundos. A declaração da central Luzia resume o clima: “É desesperador”. E não é para menos.
O inferno asiático que testou os nervos verde-amarelos
Desde o primeiro set, ficou claro que a paciência seria a arma mais importante. O Japão, conhecido por seu sistema defensivo implacável, não deixou nenhuma bola cair fácil. Em nossos acompanhamentos da VNL, já vimos esse roteiro muitas vezes: bolas que insistem em não tocar o chão, jogadoras mergulhando em todas as direções e uma torcida que vibra a cada defesa. Dessa vez, o Brasil precisou de 94 ataques convertidos em meio a um bombardeio de 209 tentativas defensivas.
– Tivemos que ser muito pacientes, olhar as mudanças que elas fazem toda hora. Fomos bem pragmáticas para vencer – disse Luzia, que substituiu Lorena e contribuiu com 7 pontos. O técnico José Roberto Guimarães, que comanda a seleção desde 2003, também não escondeu o desgaste: “Não tem jeito. É sempre esse sufoco, essa dificuldade, esse bate-rebate. Acabou dando certo, mas é uma loucura jogar contra o Japão”. Para aprofundar, confira também a análise completa sobre a pressão do Brasil x Japão no vôlei feminino.
O rali que mudou o jogo: 35 segundos de pura tensão
No quarto set, quando o Brasil perdia por 18 a 15, um lance entrou para a história da partida. Após uma troca de bola que durou exatos 35 segundos, Ana Cristina finalmente colocou a bola no chão. A ponteira, maior pontuadora do jogo com 30 acertos, desabafou: “A cada dia, temos nos conectado mais. Esse trabalho em grupo, essa coletividade se sobressaem”. Aquele ponto iniciou a reação brasileira, que virou a parcial para 25 a 20 e fechou o confronto.
Os números impressionam: o Brasil somou 4 bloqueios e 3 aces, contra 6 bloqueios do Japão. Mas o que realmente chama atenção são as 209 defesas – uma média de 52,25 por set. Veja na tabela abaixo a distribuição:
| Equipe | Defesas |
|---|---|
| Japão | 115 |
| Brasil | 94 |
| Total | 209 |
Para quem pensa que o Brasil tem facilidade contra o estilo japonês, a realidade é bem diferente. Desde 2018, a VNL nunca foi conquistada pela seleção verde-amarela. E o histórico recente contra as japonesas mostra duelos acirrados – como na edição passada, quando o Brasil venceu por 3 a 2 na fase de grupos.
O caminho até a semifinal: revanche contra a Itália
Agora, o Brasil terá pela frente a Itália, atual bicampeã olímpica, campeã mundial e vencedora das duas últimas edições da VNL. No ano passado, as italianas derrotaram as brasileiras na final por 3 a 1. Será uma verdadeira prova de fogo. Veja mais detalhes sobre o confronto Brasil x Itália na semifinal VNL e as chances de vingança.
O técnico Zé Roberto admitiu que o grupo precisa de ajustes, especialmente no saque e na paciência tática. A equipe teve que lidar com as constantes variações do Japão, que muda de formação a cada rodada. “Foi um jogo de xadrez. Elas nos testaram o tempo todo”, comentou o experiente treinador. Descubra como a seleção feminina de vôlei jogou duas partidas ao mesmo tempo na China e no Peru.
Com a ausência de Gabi e Júlia Kudiess, a jovem promessa Luzia foi peça-surpresa. Leia também sobre o plano ousado de Zé Roberto que lançou novas jogadoras na VNL. A central entrou no segundo set e deu equilíbrio ao time, mostrando que a renovação é uma realidade.
O futuro da seleção e o peso do desespero
Depois de superar o Japão em um jogo que consumiu energia física e mental, a seleção feminina agora respira aliviada, mas sem tempo para comemorar. A partida contra a Itália está marcada para sábado (25), em horário ainda a confirmar. Se o Brasil vencer, quebra um jejum de finais na VNL e se coloca como candidato ao título – mesmo não sendo favorito, como apontam as análises.
A declaração de Ana Cristina ecoa no vestiário: “Esse trabalho em grupo é nossa força”. Mas a pergunta que fica é: até onde a paciência e a resiliência podem levar essa geração? Os analistas apontam que, sem um ataque mais potente, o Brasil pode sofrer contra a defesa italiana. Nalbert detona a base do vôlei masculino, mas será que o feminino também enfrenta crises?
Por enquanto, a torcida brasileira celebra a vitória que validou o esforço em quadra. Foram 209 defesas, ralis longos e uma história que, como disse Zé Roberto, “é uma loucura”. O desespero deu lugar à esperança.
Perguntas Frequentes
Quantas defesas houve no jogo entre Brasil e Japão pela VNL?
Foram 209 defesas no total, sendo 115 do Japão e 94 do Brasil. Esse número é considerado alto para uma partida de vôlei e reflete a forte atuação defensiva de ambas as equipes, especialmente no sistema japonês.
Qual foi o rali mais longo da partida?
O rali mais longo durou 35 segundos e ocorreu no quarto set, quando o Brasil perdia por 18 a 15. A ponteira Ana Cristina marcou o ponto após troca intensa de bolas, iniciando a reação que levou o Brasil à virada e ao fechamento do jogo por 25 a 20.
Quem será o próximo adversário do Brasil na VNL?
O Brasil enfrentará a Itália na semifinal da VNL, no sábado (25). As italianas são as atuais campeãs olímpicas, mundiais e vencedoras das últimas duas edições da Liga das Nações, incluindo a final do ano passado contra o próprio Brasil.

