Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O plano de três frentes que salvou R$ 2 milhões
- Fechamento de categoria e demissões
- Viagens internacionais? Só se o outro pagar
- Nem tudo são flores: a exclusão do Movimento dos Clubes Formadores
- O balancete de maio e o cenário geral do clube
- O que esperar dos próximos meses?
- Perguntas Frequentes
- Quanto a categoria de base do Corinthians economizou em 2026?
- Quais foram as principais medidas para reduzir gastos na base?
- O Corinthians ainda pode disputar torneios internacionais de base?
Pontos Principais
- Nos cinco primeiros meses de 2026, a categoria de base do Corinthians gastou R$ 2 milhões a menos do que o orçamento previa.
- As medidas incluem fechamento de categorias, redução de viagens internacionais e corte de salários acima do mercado.
- Diretoria comemora, mas alerta que crise financeira ainda exige mais cortes e controle rigoroso.
A categoria de base do Corinthians conseguiu um feito raro em tempos de crise: gastar R$ 2 milhões a menos do que o previsto no orçamento de 2026. Em um clube que enfrenta a pior crise financeira de sua história, qualquer economia é celebrada como um gol nos acréscimos. Mas como o Timão conseguiu essa proeza enquanto o caixa continua no vermelho? Nós fomos atrás dos bastidores e descobrimos as medidas drásticas que transformaram a formação de jovens atletas.
De janeiro a maio de 2026, o departamento operou com uma execução orçamentária abaixo do planejado, conforme dados internos do Parque São Jorge que serão divulgados no balancete de maio. Enquanto o clube social e o futebol profissional ainda acumulam prejuízos, a base se tornou uma ilha de eficiência – ou pelo menos de menor desperdício.
Para entender o tamanho da reviravolta, confira também como outro clube está driblando a crise com um estilo técnico que promete acesso à elite.
O plano de três frentes que salvou R$ 2 milhões
De acordo com apuração do nosso time de especialistas, a diretoria atacou em três frentes principais: otimização de equipes, direcionamento de despesas e controle orçamentário implacável. Cada uma dessas frentes foi responsável por um pedaço da economia, e juntas somam os R$ 2 milhões que deixaram de ir para o ralo.
Fechamento de categoria e demissões
Uma das primeiras medidas foi extinguir a categoria sub-18, criada na gestão anterior de Augusto Melo. A medida, embora impopular entre os jovens atletas, representou um corte imediato de custos fixos. Além disso, o clube dispensou profissionais contratados com salários acima do mercado – uma herança maldita que a nova gestão não hesitou em encerrar.
Para aprofundar nesse tipo de reestruturação, veja mais detalhes sobre como outras diretorias enfrentaram crises internas e o que escondem os bastidores.
Viagens internacionais? Só se o outro pagar
Antes, o Corinthians levava seus times sub-15 e sub-20 para torneios em Dubai, Mina Cup e outros eventos internacionais, com custos que passavam de R$ 400 mil por viagem. Agora, a política é clara: se o organizador não bancar todas as despesas de transporte e hospedagem, o Timão não vai. Com isso, as viagens internacionais praticamente sumiram do calendário da base.
A redução também afetou as delegações domésticas. Em vez de levar 45 pessoas para uma partida do sub-20, agora só vão os atletas e os membros essenciais da comissão técnica e diretoria. Cada cabeça a menos no ônibus significa dinheiro economizado.
Nem tudo são flores: a exclusão do Movimento dos Clubes Formadores
Embora a economia seja comemorada, há um preço a pagar. O Corinthians continua fora do Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro por causa de um atrito não resolvido com o Palmeiras. Isso impede o clube de participar de competições oficiais além do Campeonato Paulista e do Brasileirão de base. Ou seja, enquanto corta gastos, o Timão perde oportunidades de expor seus jovens atletas em torneios nacionais importantes.
Para entender melhor os bastidores dessa rivalidade que afeta a formação de atletas, saiba mais sobre como a arbitragem e a política dos clubes influenciam decisões cruciais.
O balancete de maio e o cenário geral do clube
O balancete de maio, ainda sem data para ser divulgado, trará os números consolidados de todo o clube: social, profissional, base e outros departamentos. A tendência, segundo fontes internas, é de resultado negativo geral, como nos meses anteriores. A categoria de base, no entanto, será o ponto positivo no meio do caos.
Nós analisamos os números e percebemos que a redução de R$ 2 milhões é um alívio, mas ainda insuficiente para equilibrar as contas. O clube precisa continuar cortando – e a base já deu o exemplo. Descubra como outros clubes estão reinventando suas redes de apoio para sobreviver à crise.
O que esperar dos próximos meses?
A diretoria do Corinthians sabe que não pode parar. A categoria de base do Corinthians gastou R$ 2 milhões a menos do que o previsto, mas o orçamento de 2026 ainda prevê aperto. A tendência é que mais categorias sejam enxugadas, e que o controle se torne ainda mais rigoroso. A pergunta que fica é: até onde o Timão pode apertar o cinto sem comprometer a formação de novos talentos?
Para quem acompanha de perto, a esperança é que a economia atual se transforme em investimento futuro. Afinal, se a base não formar jogadores, o profissional vai sentir no bolso mais cedo ou mais tarde.
Perguntas Frequentes
Quanto a categoria de base do Corinthians economizou em 2026?
Nos primeiros cinco meses de 2026, a economia foi de R$ 2 milhões em relação ao orçamento previsto para o período. O valor foi alcançado com cortes em viagens, demissões e fechamento de categorias.
Quais foram as principais medidas para reduzir gastos na base?
As medidas incluíram o fechamento da categoria sub-18, a dispensa de profissionais com salários acima do mercado, a extinção de viagens internacionais pagas pelo clube e a redução do número de pessoas nas delegações domésticas.
O Corinthians ainda pode disputar torneios internacionais de base?
Sim, mas apenas se o organizador do torneio arcar com todos os custos de transporte e hospedagem. Caso contrário, o clube não participa, seguindo a nova política de cortes.

