Quando falamos sobre "O problema é o cansaço": por que Abel Ferreira está na bronca com o calendário do Palmeiras, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A recente sequência invicta do Palmeiras, que já acumula 12 partidas sem derrota na Série A, contrasta com uma observação feita pelo técnico Abel Ferreira. Questionado sobre a suposta escassez ofensiva da equipe, que raramente ultrapassa a marca de dois gols por jogo nesse período, o comandante português foi direto ao apontar a raiz do problema: “O problema é o cansaço”. Essa declaração, aparentemente simples, revela o profundo incômodo do treinador com a intensa agenda de jogos do Verdão, especialmente no período que antecede a pausa para a Copa do Mundo em junho de 2026.
A irritação de Abel Ferreira com o calendário não é novidade. Desde sua chegada ao Brasil em 2020, o português tem sido um crítico ferrenho da falta de tempo de recuperação entre as partidas, especialmente quando o intervalo é inferior às 72 horas preconizadas pela FIFA. Para ele, esse período é essencial para que os atletas alcancem um nível ótimo de recuperação física. Embora o regulamento da CBF estabeleça um mínimo de 66 horas entre os jogos sob sua organização, Abel Ferreira entende que essa margem é insuficiente para a exigência do futebol moderno.
“O problema é o cansaço” é o Grito de Alerta de Abel Ferreira
Desde o final de março, após a última Data FIFA, o Palmeiras tem uma agenda repleta de compromissos. No próximo sábado, contra o Santos, o time completará dez jogos disputados. Nesse intervalo, apenas em três ocasiões a equipe teve a possibilidade de usufruir de três dias completos de descanso entre uma partida e outra. Na maioria das vezes, o tempo de recuperação foi de apenas dois dias, o que, segundo o treinador, compromete o desempenho e a saúde dos atletas.
Abel Ferreira expressou sua frustração de forma enfática: “Quando foco no que controlo, sou muito bom. Quando não foco, faço o que não devo. Somos a única equipe que tem um ciclo de quatro jogos seguidos de dois em dois dias, não entendo o porquê. Mas não quero entender e não vou fazer força nenhuma. Vamos viajar e preparar a equipe da forma que for, seja onde for, contra quem for, jogar para ganhar”. A fala evidencia a perplexidade do técnico diante de uma situação que ele considera incomum e prejudicial.
Abel Ferreira na Bronca com o Calendário: Uma Luta Constante
O período citado por Abel Ferreira se intensifica justamente nas semanas que antecedem a parada para a Copa do Mundo. Após a vitória sobre a Jacuipense, o Palmeiras engatou uma sequência de jogos a cada dois dias, enfrentando Bragantino, Cerro Porteño e Santos. A maratona continua com o duelo contra o Sporting Cristal, no Peru, na próxima terça-feira. Somente após essa partida o treinador vislumbra um respiro, com quatro dias de preparação para o confronto contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Curiosamente, apesar das reclamações constantes sobre o calendário, Abel Ferreira tem mantido uma estratégia de pouca rotação no elenco titular. Diferente de temporadas anteriores, onde a mescla era mais frequente, o técnico tem apostado em manter a base da equipe em campo, mesmo diante da fadiga. Essa decisão pode ser interpretada como uma aposta na força e na consistência de seus jogadores principais, ou como uma consequência inevitável da falta de opções viáveis para poupar sem comprometer o resultado.
O Palmeiras ainda tem um cronograma desafiador pela frente, com mais nove partidas antes da pausa para a Copa do Mundo. Nesse período, o clube buscará consolidar sua liderança no Campeonato Brasileiro, assegurar a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil (onde já possui uma vantagem considerável após a vitória por 3 a 0 no jogo de ida) e finalizar a fase de grupos da Conmebol Libertadores em boa posição.
A luta de Abel Ferreira contra o calendário apertado reflete uma preocupação maior com a saúde e o rendimento dos atletas. A gestão do elenco e a busca por um equilíbrio entre a exigência das competições e a necessidade de recuperação física serão cruciais para o sucesso do Palmeiras nas próximas semanas. Para aprofundar a discussão sobre a gestão de clubes e suas estruturas, confira nosso artigo sobre a Reforma Estatutária do São Paulo.
A situação do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira também levanta debates sobre a preparação física e a capacidade de adaptação dos jogadores. Em outros contextos, equipes buscaram estratégias para lidar com calendários similares. Veja também o segredo do Botafogo para fechar abril invicto.
A pressão por resultados em múltiplas frentes, aliada à falta de descanso, pode gerar situações extremas. Acompanhe também a decisão judicial envolvendo Willian Bigode e Gustavo Scarpa, um exemplo de como questões extracampo podem impactar o universo do futebol.
O cenário de exigência máxima também se aplica a outros clubes. Entenda melhor como o Fortaleza tem buscado engajar sua torcida com ações inovadoras, como a promoção de ingressos para mulheres.
A importância do bem-estar do atleta é inegável, mesmo em momentos de recuperação. Saiba mais sobre a recuperação de Arrascaeta após cirurgia e como o apoio familiar tem sido fundamental.
“O problema é o cansaço”: A Visão de Abel Ferreira sobre a Rotina do Palmeiras
O calendário até a pausa para a Copa do Mundo:
- 02/05 – Palmeiras x Santos – Campeonato Brasileiro
- 05/05 – Sporting Cristal (PER) x Palmeiras – Conmebol Libertadores
- 10/05 – Remo x Palmeiras – Campeonato Brasileiro
- 13/05 – Jacuipense x Palmeiras – Copa do Brasil
- 16/05 – Palmeiras x Cruzeiro – Campeonato Brasileiro
- 20/05 – Palmeiras x Cerro Porteño (PAR) – Conmebol Libertadores
- 23/05 – Flamengo x Palmeiras – Campeonato Brasileiro
- 28/05 – Palmeiras x Junior Barranquilla (COL) – Conmebol Libertadores
- 30 ou 31/05 – Palmeiras x Chapecoense – Campeonato Brasileiro
A gestão de Abel Ferreira em 2026, marcada por essa reclamação sobre o cansaço, será um fator determinante para o sucesso do Palmeiras nas competições que ainda disputará antes da paralisação do calendário.

