Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O drama em Kansas City: Suíça assusta, Embolo é expulso
- Scaloni põe a casa no all-in e a Argentina ressurge
- A próxima parada: Inglaterra e o fantasma de 2022
- Análise tática: os altos e baixos da Albiceleste
- O que esperar da semifinal contra a Inglaterra
- Perguntas Frequentes
- Como foi a atuação de Lionel Messi contra a Suíça?
- Qual foi o papel de Thiago Almada na vitória?
- O que Argentina precisa melhorar para vencer a Inglaterra?
Pontos Principais
- Argentina sofreu para vencer a Suíça por 3 a 1 na prorrogação, repetindo o roteiro de dramas que marca sua campanha.
- Expulsão de Embolo no segundo tempo virou o jogo, mas a Albiceleste precisou de heroísmo de Julián Álvarez e Lautaro Martínez para garantir a vaga.
- Scaloni apostou em atacantes no fim e deu certo; agora a Argentina encara a Inglaterra nas semifinais em busca do tetra.
- Thiago Almada e Flaco López foram decisivos saindo do banco e mudaram o rumo da partida.
- A seleção mostra fragilidades defensivas, mas o poder de reação impressiona e mantém vivo o sonho do título.
A Argentina mantém rotina de dramas nesta Copa do Mundo de 2026, e o mais recente capítulo contra a Suíça foi de tirar o fôlego. Depois de sofrer para passar por Cabo Verde e Egito, a Albiceleste precisou de uma prorrogação eletrizante para derrotar a Suíça por 3 a 1, em Kansas City, e carimbar o passaporte para as semifinais. O adversário? Nada menos que a Inglaterra — um duelo que promete incendiar o mundo.
O jogo começou tenso, com a Suíça assustando nos primeiros minutos. A Argentina, mais uma vez, parecia engasgada. Até que Lionel Messi, como de costume, apareceu. Aos nove minutos, o camisa 10 recebeu uma bola próxima à área, achou Mac Allister e, na cobrança de escanteio, o próprio Mac Allister subiu mais alto que a defesa suíça para abrir o placar. Parecia que o roteiro seria diferente, mas a tranquilidade durou pouco.
O drama em Kansas City: Suíça assusta, Embolo é expulso
A Suíça não se entregou. A Argentina mantém rotina de dramas porque, mesmo na frente, a equipe de Lionel Scaloni voltou a apresentar os mesmos problemas: marcação frouxa, dificuldade na saída de bola e uma incrível capacidade de sofrer gols em momentos decisivos. No segundo tempo, a Suíça empatou após uma bela jogada de Ndoye e Ricardo Rodriguez. O gol deixou o time europeu ainda mais solto, e a Argentina acuada.
Foi quando o atacante Embolo, que já havia dado trabalho, resolveu entrar em cena de forma polêmica. Após uma dividida com Lisandro Martínez, ele levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. A Suíça ficou com um a menos, mas, ironicamente, era o time que estava melhor em campo. A expulsão mudou tudo. A Argentina, que antes não conseguia sair do sufoco, ganhou fôlego para pressionar.
Scaloni põe a casa no all-in e a Argentina ressurge
O técnico Lionel Scaloni já havia feito mudanças no segundo tempo, mas foi na prorrogação que ele mostrou a que veio. Com o placar ainda empatado em 1 a 1, ele tirou Paredes e colocou Flaco López, deixando o time com três atacantes. A Argentina mantém rotina de dramas, mas também mantém uma capacidade de reação que beira o sobrenatural.
Aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação, Julián Álvarez recebeu de Flaco López no bico esquerdo da área e mandou uma bomba no ângulo. A bola explodiu nas redes. O Arrowhead Stadium enlouqueceu. A Suíça, desorganizada, se lançou ao ataque e deixou espaços. Nos acréscimos, Lautaro Martínez, em um contragolpe puxado por Thiago Almada, fechou o caixão: 3 a 1.
Veja mais detalhes sobre o desgaste da Scaloneta na Copa e como a rotina de dramas pode estar afetando o elenco.
A partida foi um misto de alívio e preocupação. A Argentina novamente mostrou que não sabe administrar vantagens, mas que tem um poder de fogo ofensivo capaz de superar qualquer adversário quando o desespero bate. A atuação de Messi, mesmo sem marcar, foi central: ele participou de todos os lances de perigo, acertou a trave e deu passes decisivos.
A próxima parada: Inglaterra e o fantasma de 2022
Agora, as quartas de final ficaram para trás. O próximo desafio é a Inglaterra, em um confronto que já virou clássico mundial. Será o sexto encontro entre as seleções na história das Copas. Os ingleses, que eliminaram a Argentina em 1966 e 1986 (com a famosa ‘Mão de Deus’), prometem um jogo duríssimo. A Argentina busca vingança e o tetra, enquanto os ingleses sonham com o bi.
Para aprofundar o contexto, confira também: Suíça tenta apagar polêmica da arbitragem antes de Argentina e dispara: ‘Resolvemos no campo, não no choro’. A polêmica da expulsão de Embolo ainda ecoa.
Análise tática: os altos e baixos da Albiceleste
Se olharmos para os números, a Argentina teve mais posse de bola (58%) e finalizações (18 contra 11 da Suíça), mas os momentos de pressão suíça foram claros. A defesa argentina, com Romero e Lisandro Martínez, oscilou. Molina e Tagliafico sofreram nos lados. A entrada de Otamendi no lugar de Romero na prorrogação mostrou que Scaloni busca soluções.
Na frente, Julián Álvarez foi um tormento para a saída de bola suíça, enquanto Mac Allister se multiplicou. Enzo Fernández, discreto, foi substituído por Almada, que deu novo ânimo ao time. A tabela abaixo resume as principais estatísticas do jogo:
| Estatística | Argentina | Suíça |
|---|---|---|
| Posse de bola | 58% | 42% |
| Finalizações | 18 | 11 |
| Finalizações no gol | 7 | 5 |
| Cartões amarelos | 2 | 4 |
| Cartões vermelhos | 0 | 1 |
| Escanteios | 6 | 4 |
Fonte: FIFA (dados oficiais do jogo).
O que esperar da semifinal contra a Inglaterra
A Inglaterra vem embalada após uma vitória suada sobre a França, com um gol de Bellingham no último minuto. O estilo pragmático de Southgate contrasta com a imprevisibilidade argentina. O meio-campo inglês é forte, mas a defesa pode ser vulnerável a ataques rápidos. Messi, mais uma vez, será o fator de desequilíbrio.
Entenda melhor os bastidores da motivação argentina: Scaloni detona acusações de favorecimento: ‘Há quem não nos queira campeões’ e revela combustível interno.
A Argentina mantém viva a chama do tetra, mas precisa corrigir os erros defensivos. Se continuar a oscilar, até mesmo o talento de Messi pode não ser suficiente. A crônica de uma classificação heroica já está escrita, mas o capítulo final ainda está por vir.
Perguntas Frequentes
Como foi a atuação de Lionel Messi contra a Suíça?
Messi não marcou, mas foi novamente o maestro da equipe. Participou de todos os lances perigosos, acertou a trave com um chute de direita, deu passes decisivos e criou oportunidades. Sua presença magnetiza a defesa adversária e libera espaços para os companheiros.
Qual foi o papel de Thiago Almada na vitória?
Thiago Almada entrou no início da prorrogação no lugar de Enzo Fernández e foi crucial. Finalizou duas vezes com perigo, trocou passes com Messi e, no último minuto, puxou o contragolpe que resultou no gol de Lautaro Martínez. Sua energia ofensiva deu nova dinâmica ao time.
O que Argentina precisa melhorar para vencer a Inglaterra?
A principal preocupação é a defesa. A Argentina sofreu gols em todos os jogos eliminatórios, e a Inglaterra tem atacantes rápidos como Saka e Rashford. A marcação nas laterais e a compactação do meio-campo precisam ser ajustadas. Ofensivamente, explorar a velocidade de Álvarez e Lautaro contra a defesa lenta inglesa pode ser a chave.

