Jogador francês deixa o clube após ataques racistas e reforça sua luta por segurança familiar
Motivos da saída do jogador
Após 16 jogos pelo América-MEX, o atacante francês Allan Saint-Maximin anunciou a rescisão de seu contrato com o clube. A decisão veio dias depois de o próprio jogador publicar nas redes sociais uma declaração sobre a necessidade de proteger sua família dos ataques racistas que sofria. Em coletiva de imprensa, o técnico André Jardine confirmou que a motivação principal foi a violência de cunho racial contra os filhos do atleta, atitude que ele afirmou não tolerar.
Reação do jogador e posicionamento
Na quinta-feira, Saint-Maximin utilizou suas redes sociais para se manifestar. Ele destacou que, apesar de estar acostumado a lidar com ataques ao longo de sua carreira, não aceitava agressões direcionadas aos seus filhos. O jogador afirmou que deseja que suas crianças possam viver em um ambiente seguro e livre de preconceitos, e garantiu que continuará lutando para protegê-las de qualquer ameaça.
Reação do clube e combate ao racismo
O América-MEX emitiu uma nota de solidariedade à família do atacante e agradeceu pelos serviços prestados durante sua passagem pelo clube. No entanto, ambos os lados não divulgaram detalhes específicos dos incidentes de discriminação. O técnico Jardine reforçou a importância do combate ao racismo e declarou que a essência do problema está nos pensamentos e atitudes preconceituosas, não na cor da pele.
Sobre Saint-Maximin e sua carreira
Com 28 anos, o atacante chegou ao América-MEX em agosto do ano passado, vindo do Al-Ahli por aproximadamente 64,8 milhões de reais. Antes de atuar no México, o francês passou por clubes como Fenerbahçe, Newcastle, Nice, Monaco, Bastia, Hannover e Saint-Étienne, consolidando uma carreira marcada por seu talento e destaque no futebol europeu e internacional.

