Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A ‘mão invisível’ do Grupo City: como o Bahia montou sua base
- O impacto imediato em Xerém
- Bahia se inspirou em base do Fluminense: o raio-X da reformulação
- Os ‘furtos’ que abalaram Xerém: quem saiu e o que mudou
- A reação do Fluminense: reformulação planejada ou forçada?
- O que esperar do futuro?
- Perguntas Frequentes
- Por que o Bahia escolheu a base do Fluminense como modelo?
- Quais foram as consequências para o desempenho das categorias de base do Fluminense?
- O Fluminense conseguiu se reerguer após as saídas para o Bahia?
Pontos Principais
- Bahia contratou o coordenador metodológico Guilherme Torres e outros três profissionais do Fluminense entre 2022 e 2024.
- As saídas forçaram uma reformulação planejada na base de Xerém, com novos nomes assumindo postos-chave.
- Sub-20 viveu altos e baixos nos últimos anos, enquanto sub-17 manteve desempenho de destaque, incluindo títulos em 2026.
- Fluminense mantém metodologia de formação atualizada e trata a perda de profissionais como natural no mercado.
O Bahia se inspirou na base do Fluminense de forma tão profunda que, ao contratar profissionais-chave, provocou uma reformulação completa em Xerém. Sim, a diretoria baiana, sob o guarda-chuva do Grupo City, não apenas estudou o modelo tricolor – ela literalmente trouxe para Salvador os cérebros por trás do ‘DNA Tricolor’. O resultado? Uma onda de mudanças que sacudiu os alicerces da formação de atletas do Fluminense e deixou a torcida de olhos arregalados.
Nesta quarta-feira, os dois times se enfrentam pelo Brasileirão, mas o duelo vai muito além dos 90 minutos. Enquanto o Bahia tenta firmar seu novo projeto de base, o Fluminense ainda sente os reflexos de um êxodo silencioso que começou em 2022. Confira também como o MP arquivou inquérito contra presidente do São Paulo – uma reviravolta que também mexe com os bastidores do futebol.
A ‘mão invisível’ do Grupo City: como o Bahia montou sua base
Quando a SAF do Bahia foi comprada pelo Grupo City, a ordem era clara: profissionalizar a formação de atletas nos moldes dos gigantes europeus. Para isso, nada melhor do que buscar referências no Brasil. E o modelo escolhido foi justamente o do Fluminense, considerado um dos celeiros mais estruturados do país.
Marcelo Teixeira foi o primeiro nome a desembarcar em Salvador. Ele, que já havia sido coordenador de base do Fluminense até 2019, assumiu o cargo de coordenador geral no Bahia. Mas a pegada mais forte veio com a contratação de Guilherme Torres, o homem que implementou o ‘DNA Tricolor’ e foi campeão Brasileiro sub-17 em 2020. Torres levou na bagagem outros três profissionais: Pedro Miranda (analista de desempenho do sub-20), João Guilherme Milanez (auxiliar técnico do sub-15) e Edgard Maba (gerente de operações).
O impacto imediato em Xerém
As saídas, que ocorreram entre 2022 e 2024, não passaram despercebidas. O Fluminense, que valoriza a continuidade do trabalho, foi obrigado a reagir. Marcos Jorand assumiu a coordenação metodológica e a transição, enquanto Antônio Garcia seguiu no comando da direção executiva – posto que ocupa desde 2019. A reformulação foi planejada, mas o baque existiu.
Para entender melhor o cenário, veja mais detalhes sobre a batalha épica entre Tigre e Nacional-URU pela Sul-Americana, que também envolve mudanças de estratégia nos clubes.
Bahia se inspirou em base do Fluminense: o raio-X da reformulação
O movimento baiano foi tão cirúrgico que parecia um plano de longo prazo. Aliás, Bahia se inspirou em base do Fluminense não apenas na filosofia, mas na prática: os contratados conheciam cada detalhe da metodologia tricolor. A pergunta que não quer calar: o Fluminense conseguiu manter a qualidade da formação?
Os números mostram um cenário misto. No sub-20, a última grande alegria foi o Torneio Otávio Pinto Guimarães, em 2026, e a Copa Rio, em 2026. Mas em 2026, o Brasileiro da categoria foi decepcionante: 16º lugar na primeira fase entre 20 clubes, perto da zona de rebaixamento. Já o sub-17 segue voando: líder do Brasileirão sub-17 em 2026 e vice-campeão Carioca, após perder nos pênaltis para o Vasco. Em 2026, a equipe faturou os títulos Brasileiro e da Copa do Brasil.
| Categoria | Último Título | Desempenho 2026 |
|---|---|---|
| Sub-20 | Tor. Otávio Pinto Guimarães (2025) | 16º no Brasileiro |
| Sub-17 | Brasileiro e Copa do Brasil (2024) | 1º no Brasileiro |
A diferença reflete a profundidade das mudanças. Enquanto o sub-20 perdeu peças importantes da comissão técnica, o sub-17 já estava mais consolidado e sofreu menos impacto. Ainda assim, o Fluminense mantém a metodologia e busca constantemente atualizações para se manter entre as melhores bases do Brasil.
Os ‘furtos’ que abalaram Xerém: quem saiu e o que mudou
Para ter uma ideia do tamanho do estrago, veja a lista de profissionais que trocaram o Flu pelo Bahia:
| Profissional | Cargo no Flu | Cargo no Bahia | Ano |
|---|---|---|---|
| Guilherme Torres | Coordenador Metodológico | Coordenador Metodológico | 2023 |
| Pedro Miranda | Analista de Desempenho (sub-20) | Analista de Desempenho | 2024 |
| João Guilherme Milanez | Auxiliar Técnico (sub-15) | Auxiliar Técnico | 2024 |
| Edgard Maba | Gerente de Operações | Gerente de Operações | 2022 |
Essas saídas foram tratadas com naturalidade pela diretoria tricolor. ‘Mercado é assim’, filosofam nos bastidores. E de fato, o Fluminense já promovia outras reformulações paralelas, como a criação de novas categorias e a atualização do CT de Xerém. Mas a coincidência com o momento de oscilação do sub-20 é no mínimo curiosa.
No jogo desta quarta-feira, um Moleque de Xerém estará em campo: o meia Martinelli. A busca pela primeira vitória após a pausa da Copa do Mundo esquenta ainda mais o duelo. Saiba mais sobre a novela do Vozinha que atrasou chegada ao Colo-Colo – mais um capítulo de bastidores que agitam o futebol.
A reação do Fluminense: reformulação planejada ou forçada?
O clube das Laranjeiras garante que a reformulação era algo já nos planos. Marcos Jorand, que assumiu a coordenação metodológica, já conhecia a casa e deu continuidade ao trabalho. Antônio Garcia, na direção executiva desde 2019, supervisionou tudo. Mas será que o Bahia acelerou o processo?
A verdade é que o Bahia, ao se inspirar na base do Fluminense, não só copiou o modelo – ela o enfraqueceu momentaneamente. Porém, a resiliência tricolor é conhecida. Xerém já produziu gerações de craques e, pelo visto, continuará produzindo. O sub-17 que lidera o Brasileiro em 2026 é a prova viva de que a essência permanece.
Para aprofundar, acesse nosso artigo sobre a suspensão de Cissé que tirou o maestro do Atlético-MG em momento decisivo – outra história de perda e superação no futebol.
O que esperar do futuro?
O duelo entre Bahia e Fluminense nesta quarta-feira é mais do que três pontos. É um confronto entre duas filosofias de base: uma que está sendo construída do zero com dinheiro do Grupo City, e outra que foi abalada mas resiste. A torcida tricolor pode dormir tranquila? Por enquanto, os Moleques de Xerém seguem dando orgulho. Mas a sombra do Bahia, inspirada justamente no que o Flu tem de melhor, ainda paira sobre as Laranjeiras.
E você, acha que o Fluminense vai se recuperar totalmente ou o Bahia está criando um novo gigante da base? Descubra também a polêmica envolvendo as acusações do Flamengo contra rivais por burla ao fair play financeiro – mais um capítulo quente do futebol brasileiro.
Perguntas Frequentes
Por que o Bahia escolheu a base do Fluminense como modelo?
O Fluminense é reconhecido nacionalmente por sua metodologia de formação de atletas, que combina excelência técnica com desenvolvimento humano. O coordenador Marcelo Teixeira, que já trabalhou no Flu, conhecia de perto esse trabalho e, ao assumir o projeto do Bahia SAF, indicou profissionais com experiência no ‘DNA Tricolor’. O Grupo City, dono do Bahia, busca implementar uma filosofia de jogo global, e a base do Fluminense serviu como referência prática para adaptar esse modelo ao futebol brasileiro.
Quais foram as consequências para o desempenho das categorias de base do Fluminense?
O sub-20 sentiu mais o impacto: depois de conquistar títulos como a Copa Rio (2023) e o Torneio Otávio Pinto Guimarães (2025), a equipe terminou a primeira fase do Brasileiro de 2026 em 16º lugar, longe da zona de classificação. Já o sub-17 manteve o alto nível, liderando o Brasileirão da categoria e sendo vice-campeão Carioca. A diferença se deve ao fato de que as saídas de profissionais ocorreram em momentos diferentes: enquanto o sub-17 tinha uma base mais consolidada, o sub-20 precisou se adaptar a novas comissões técnicas.
O Fluminense conseguiu se reerguer após as saídas para o Bahia?
Sim, o Fluminense reagiu rapidamente. Marcos Jorand assumiu a coordenação metodológica e manteve a linha de trabalho. A direção executiva, liderada por Antônio Garcia, já planejava reformulações e tratou as saídas como parte natural do mercado. O clube continua investindo na modernização do CT de Xerém e na atualização da metodologia. Prova disso é o desempenho do sub-17, que segue competitivo em nível nacional. A longo prazo, a tendência é que o Flu se recupere plenamente, mantendo sua tradição de formar jogadores.

