Bernardinho Alerta Para Falta de Rodagem, Mas Aposta em Jovens: “É um Risco Que Vou Adorar Correr”
Quando falamos sobre Bernardinho alerta para falta de rodagem, mas aposta em jovens: “É um risco que vou adorar correr”, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A Seleção Brasileira de vôlei masculino deu o pontapé inicial na Liga das Nações (VNL) de 2026 com uma vitória convincente sobre o Irã por 3 sets a 1. No entanto, o técnico Bernardinho, conhecido por sua visão estratégica e busca constante por excelência, já sinaliza um desafio latente para a equipe: a pouca quilometragem de jogo de alguns de seus atletas durante a temporada de clubes. Apesar das preocupações com a falta de ritmo, o comandante demonstra entusiasmo em apostar na nova geração, encarando essa situação como um “risco que vou adorar correr”.
A competição, que teve seu início na última quarta-feira (10), representa um passo importante na jornada do Brasil rumo à reconquista do título da VNL, algo que não acontece desde 2021. Com um elenco que mescla a solidez de veteranos e o ímpeto dos jovens talentos, Bernardinho reconhece que a experiência de quadra adquirida pelos jogadores em suas equipes durante o ano pode ser um fator determinante. “É uma coisa você treinar bem, outra é ir para a quadra, jogar e demonstrar o que você consegue reproduzir em jogo. Isso requer partidas, não só treinos. Os atletas precisam ser testados em competição”, explicou o treinador em entrevista.
A Busca por Ritmo e a Construção do Ciclo Olímpico
O cenário de atletas com menos tempo de quadra é uma preocupação real para o comandante. Contudo, essa abordagem faz parte de um planejamento mais amplo, focado no ciclo olímpico que tem como primeira meta a classificação para os Jogos de Los Angeles 2028. A vaga olímpica já pode ser assegurada em setembro, durante o Campeonato Sul-Americano. Bernardinho reitera a importância de dar oportunidades e rodagem aos jovens, mesmo ciente de que essa trajetória pode apresentar oscilações.
Em declarações recentes, o técnico detalhou a situação de alguns jogadores. Bergmann, por exemplo, está há cinco meses sem atuar profissionalmente devido a uma lesão e se recupera desde a chegada à seleção. Maicon, após passagens por Fenerbahçe e Gebze na Turquia, teve poucas oportunidades de jogar. Até mesmo Lucarelli, um ponteiro de vasta experiência, atuou em apenas 20% das partidas de seu clube no Japão. “Isso, para nós, eu acho que é um complicador grande porque, além da falta de ritmo, que é o caso do Lucarelli, os outros não têm a vivência”, pontuou Bernardinho.
Impacto da Falta de Continuidade no Desenvolvimento
A ausência de uma continuidade entre as competições de clubes e a seleção nacional é vista por Bernardinho como um fator que compromete o desenvolvimento dos atletas. Quando um jogador se destaca com a camisa do Brasil, mas retorna ao seu clube e passa longos períodos sem entrar em quadra, sua evolução pode estagnar. “Quando você fala de um ciclo, ele é feito de temporadas de clube e seleção. Alguns jogadores como Arthur Bento, que já não jogava tanto no Minas, veio para a seleção no passado, ganhou um espaço e jogou. Foi para o clube e não jogou. Isso faz com que você não consiga fazer uma progressão. Eles começam a jogar, jogar, jogar e param de jogar. Isso acontece com alguns dos nossos jogadores”, lamentou.
O técnico também lançou um olhar crítico sobre as escolhas de carreira de atletas em formação. Segundo ele, muitos optam por clubes europeus que, embora ofereçam visibilidade, nem sempre garantem o tempo de quadra necessário para o aprimoramento técnico. A preocupação maior, segundo Bernardinho, reside na falta de ritmo e na escassez de minutos jogados. Ele citou exemplos como Guilherme Voss, que teve uma boa passagem pela França, e outros jogadores que passaram pela seleção e depois tiveram dificuldades em seus clubes.
Liga das Nações como Laboratório de Testes
Com a presença de jovens talentos sob observação e o retorno de nomes experientes, a Liga das Nações se configura como um palco crucial para avaliações. No posto de oposto, além de Bryan, Darlan ainda se recupera de lesões, enquanto Douglas Souza retorna ao time com a bagagem de ciclos anteriores, mas também necessita retomar o ritmo após um hiato de cinco anos. Oppenkoski, destaque da última Superliga, solicitou dispensa do grupo por motivos pessoais. Douglas Souza, com experiência desde 2016, é um exemplo de jogador que precisa reencontrar a forma ideal após um período afastado.
Bernardinho reconhece o desafio de equilibrar a renovação com a experiência. A Liga das Nações transcende a mera disputa por resultados imediatos, servindo como um laboratório para testar jovens em cenários de alta pressão, acelerar o processo de desenvolvimento do elenco e identificar as peças-chave para o ciclo olímpico. A aposta em talentos emergentes, mesmo diante da falta de rodagem, é um risco calculado que o técnico está disposto a abraçar em busca do sucesso futuro.
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