O meio-campo do Botafogo terá mudanças diante do Remo nesta quarta-feira, 28 de outubro, no Mangueirão, em Belém: Danilo ficou no Rio de Janeiro para tratar dores no adutor da coxa direita, enquanto Montoro está suspenso. Com duas baixas importantes, Tite avalia alternativas para reorganizar a equipe alvinegra no confronto pelo Campeonato Brasileiro, marcado para as 21h30.
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Meio-campo do Botafogo perde duas peças para o duelo
As ausências têm causas diferentes, mas afetam diretamente as opções de Tite. Danilo não viajou com a delegação por causa do problema muscular sentido na partida contra o Internacional, no último sábado. Já Montoro está fora por suspensão, depois de receber o terceiro cartão amarelo naquele jogo.
O Botafogo foi derrotado por 3 a 0 no Beira-Rio, resultado que também marcou a saída de Danilo ainda durante a partida. O volante deixou o campo aos 23 minutos do segundo tempo, quando Huguinho entrou em seu lugar. Após o confronto, Tite descreveu o jovem como um jogador capaz de atuar de área a área, característica associada à função box to box.
Huguinho aparece, por isso, como a alternativa mais direta para ocupar a vaga de Danilo. A entrada do jovem preservaria uma característica de movimentação e participação nos dois lados do campo, embora a escalação final dependa da avaliação da comissão técnica e da estratégia escolhida para enfrentar o Remo.
A situação de Montoro exige outro tipo de ajuste. O argentino vinha entre as opções do setor ofensivo, e sua suspensão abre espaço para uma mudança de posição de Ziyech ou para a entrada de um jogador de lado. São decisões relacionadas: deslocar um atleta para o centro pode mudar também a disputa pela ponta direita.
A gestão de retornos e ausências influencia escalações em diferentes clubes do país, como mostra a cobertura sobre desfalques e retornos do Palmeiras. No caso alvinegro, a combinação de uma questão física com uma suspensão obriga Tite a encontrar soluções para duas funções sem contar com os mesmos jogadores que enfrentaram o Internacional.
Huguinho ganha força, mas há disputa por uma vaga ofensiva
Na estrutura do meio, Allan e Huguinho são apontados como possíveis integrantes da dupla mais recuada. A presença de Huguinho daria sequência ao papel que ele exerceu ao substituir Danilo no Beira-Rio. Não significa, porém, que o desenho da equipe esteja definido: a comissão técnica pode ajustar a altura dos jogadores e a distribuição de responsabilidades conforme a formação escolhida.
Para ocupar uma função mais central, uma das possibilidades é Ziyech atuar como camisa 10. Nesse cenário, a vaga pela direita ficaria em disputa entre Medina e Júnior Santos. A escolha pode alterar o perfil do ataque: cada opção representa uma configuração diferente de mobilidade e ocupação dos espaços, sem que os dados disponíveis indiquem qual delas será confirmada por Tite.
Se Ziyech permanecer mais aberto, o treinador terá de encontrar outra solução para a criação central. Essa alternativa, por sua vez, poderia preservar uma disputa diferente pelos lados. O ponto principal é que a ausência de Montoro não se resolve apenas com uma substituição nominal: dependendo da escolha, uma mudança pode provocar outras no posicionamento dos jogadores à frente de Allan e Huguinho.
O time provável divulgado antes da partida inclui Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal ou Lucas Monzón e Alex Telles; Allan e Huguinho; Medina ou Júnior Santos, Ziyech e Matheus Martins; Tiquinho Soares. As alternativas entre parênteses indicam que há posições sem definição confirmada. Portanto, a projeção deve ser tratada como provável, não como escalação oficial.
O desafio de Tite será equilibrar as funções do setor: proteger a defesa, oferecer saída de bola e manter opções para conectar o meio ao ataque. Contra o Remo, a ausência de dois jogadores reduz as combinações disponíveis, mas a convocação de atletas como Huguinho e a possibilidade de reposicionar Ziyech dão ao treinador caminhos diferentes para montar o onze inicial.
Defesa também tem dúvida com a viagem de Monzón
Além das mudanças no meio-campo, a composição da defesa merece atenção. Lucas Monzón viajou com o elenco para Belém e pode voltar a ser opção, mas não atua há pouco mais de um mês. O zagueiro ficou no banco contra o Vasco e, depois, teve dores na panturrilha na semana do jogo diante do Coritiba. Também não participou das partidas contra Chapecoense e Internacional.
A presença na delegação abre a possibilidade de retorno, mas não confirma que Monzón começará jogando. Nos compromissos mais recentes, Tite montou a dupla de zaga com Ferraresi e Marçal. Arthur Chaves, por outro lado, segue em recuperação de uma contusão no osso ilíaco e na região abdominal, segundo as informações disponíveis antes do confronto.
Assim, a linha defensiva projetada mantém Ferraresi e Marçal como opções mais prováveis, com Monzón como alternativa. A decisão pode depender da condição física do zagueiro e da avaliação da comissão técnica. Em uma semana com desfalques em diferentes setores, preservar a consistência defensiva também pesa na escolha, especialmente depois da derrota sofrida no Beira-Rio.
O noticiário de outros clubes também mostra como a pressão por resultados fora de casa pode influenciar a leitura de cada rodada. O São Paulo, por exemplo, enfrenta um tabu como visitante na disputa por uma vaga na Libertadores. Para o Botafogo, o foco imediato é encontrar uma formação capaz de competir em Belém mesmo com ausências e dúvidas no elenco.
Pressão por reação aumenta a importância do ajuste
O Botafogo ocupa a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 39 pontos. Tite soma uma vitória em cinco jogos à frente da equipe, conquistada contra a Chapecoense. Esses números ajudam a dimensionar o momento do clube, mas não determinam, por si só, o resultado do duelo: o desempenho dependerá também da execução em campo e da resposta dos jogadores escolhidos.
A partida contra o Remo oferece ao treinador uma oportunidade de reorganizar o time após o revés para o Internacional. Ao mesmo tempo, a curta sequência de trabalho e as ausências tornam a tarefa mais delicada. O encaixe entre Allan e Huguinho, a posição de Ziyech e a definição do jogador pela direita são pontos que podem influenciar a forma como o Botafogo avança e se protege.
Em jogos com mudanças forçadas, o erro seria tratar a escalação como uma simples troca de nomes. A entrada de Huguinho pode alterar a dinâmica do setor, enquanto a ausência de Montoro pode levar Ziyech a uma função diferente e abrir espaço para Medina ou Júnior Santos. A escolha de Monzón, caso esteja em condições de atuar, acrescenta uma decisão separada na defesa.
O cenário também se insere em uma rodada na qual cada equipe administra elenco, suspensões e disponibilidade física. A discussão sobre quem ganha espaço em um time pode ser acompanhada, por outro ângulo, na análise dos nomes em destaque no Cruzeiro, embora as situações dos clubes sejam distintas. Para o Botafogo, a prioridade está em transformar as alternativas de Tite em uma formação equilibrada para o compromisso no Pará.
Escalação provável e o que observar no Mangueirão
Com base nas opções divulgadas, a provável escalação do Botafogo é Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal ou Lucas Monzón e Alex Telles; Allan e Huguinho; Medina ou Júnior Santos, Ziyech e Matheus Martins; Tiquinho Soares. As principais incertezas estão na zaga e na ponta direita, além da função que Ziyech ocupará no desenho ofensivo.
O jogo está marcado para as 21h30 desta quarta-feira, no Mangueirão, em Belém. Até a confirmação oficial, Huguinho é o nome que surge como substituto mais natural de Danilo, enquanto a suspensão de Montoro abre uma decisão tática para Tite. O Botafogo precisará definir essas peças sem perder equilíbrio entre marcação, criação e apoio ao ataque.
Para o torcedor, os sinais mais importantes serão a posição inicial de Ziyech e a escolha entre Medina e Júnior Santos. Também vale observar se Huguinho começa ou se Tite opta por outra composição para o meio. A resposta a essas dúvidas mostrará como o treinador pretende compensar as ausências e buscar uma reação diante do Remo.


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