Botafogo no NBB: o time carioca perdeu por 89 a 88 para o Pato Basquete neste sábado, 24 de outubro, no Ginásio do Sesc, em Pato Branco, e continua sem vencer na temporada 2026/27. Depois de abrir dez pontos de vantagem, a equipe não conseguiu conter a reação dos anfitriões e sofreu a cesta decisiva a 19 segundos do fim.
Fatos centrais da partida
- O Pato venceu por 89 a 88, com enterrada de Maicon Douglas no fim.
- O Botafogo foi para o intervalo com dez pontos de vantagem, mas sofreu a virada no terceiro quarto.
- Alex Mudronja marcou 28 pontos; Augusto dos Anjos liderou o Pato, com 22.
Índice do Artigo
Botafogo no NBB deixa escapar vantagem de dez pontos
O resultado teve peso especial pelo modo como a partida mudou de direção. O Botafogo controlou boa parte do primeiro tempo, encontrou eficiência nas transições e chegou ao intervalo vencendo por 48 a 38. JP Demétrio e o armador australiano Alex Mudronja foram importantes nesse trecho, enquanto o Pato buscava ajustar o ritmo diante de sua torcida.
Dez pontos de vantagem não garantem uma vitória no basquete, mas representam uma margem relevante quando o time consegue manter organização ofensiva e proteger o garrafão. Para o Botafogo, o desafio depois do intervalo era impedir que o adversário recuperasse confiança e transformasse cada posse em oportunidade de reduzir a diferença.
A reação do Pato começou justamente na volta dos vestiários. Com Beller e o francês Franck Kamgain à frente da movimentação, a equipe da casa aumentou a pressão e passou a conduzir o jogo em outro ritmo. Ao fim do terceiro período, o placar marcava 65 a 61 para os paranaenses.
A diferença entre o intervalo e o fim do terceiro quarto mostra a dimensão da mudança: o Pato fez 27 pontos no período, enquanto o Botafogo anotou 13. A vantagem carioca de dez pontos se converteu em desvantagem de quatro. Mais do que uma oscilação no placar, foi o momento em que o controle da partida passou para os mandantes.
A necessidade de responder a uma adversidade durante o jogo também aparece em outros cenários do futebol brasileiro, embora em uma modalidade diferente. No empate do São Paulo com o Mirassol, a reação após um início complicado também colocou os ajustes da equipe no centro da análise.
Final equilibrado termina com cesta decisiva de Maicon Douglas
O último período trouxe uma disputa mais apertada e alternância na liderança. O Botafogo marcou 27 pontos no quarto final, contra 24 do Pato, mas não conseguiu transformar a recuperação ofensiva em vantagem no placar. Com o resultado ainda indefinido nos instantes finais, Maicon Douglas apareceu para decidir.
A enterrada do pivô, a 19 segundos do encerramento, colocou o Pato em posição de fechar a partida na frente. O Botafogo ainda teve a posse necessária para tentar a virada, mas não converteu a oportunidade. O placar terminou em 89 a 88, diferença mínima que deixou a equipe carioca sem recompensa depois de uma atuação com momentos de domínio e reação.
Em jogos decididos por uma posse, a margem para erro fica pequena. Um ataque desperdiçado, uma defesa que permite uma finalização de alto impacto ou uma dificuldade para organizar a última jogada podem separar vitória e derrota. O relato da partida confirma que o Botafogo teve a chance final, mas não informa detalhes suficientes para atribuir o desfecho a uma falha específica de execução.
Esse cuidado é importante para avaliar o resultado sem transformar o placar em explicação automática. Perder por um ponto não significa que todo o desempenho tenha sido ruim, assim como abrir vantagem no primeiro tempo não garante que a equipe tenha controlado os 40 minutos. O dado mais claro é a virada do Pato no terceiro quarto e a incapacidade do Botafogo de recuperar a liderança antes do fim.
Alex Mudronja lidera a pontuação, mas Botafogo continua zerado
Alex Mudronja foi o principal pontuador da partida, com 28 pontos pelo Botafogo. O número mostra a relevância ofensiva do australiano no confronto, mas também evidencia um aspecto coletivo: a produção individual do cestinha não bastou para assegurar o resultado. Do lado vencedor, Augusto dos Anjos terminou como maior pontuador do Pato, com 22 pontos.
Esses números ajudam a dimensionar a partida, mas não contam sozinhos a história do jogo. No basquete, o resultado depende da combinação entre pontuação, controle das posses, execução defensiva e capacidade de manter consistência ao longo dos períodos. A diferença entre o primeiro tempo e o terceiro quarto foi mais decisiva para a trajetória do placar do que a presença de um único cestinha.
O Botafogo havia começado sua campanha no NBB 2026/27 com derrota para o Flamengo e agora soma dois resultados negativos em duas partidas. Ainda é um recorte inicial da temporada, insuficiente para definir o rumo da equipe, mas já deixa evidente a urgência de buscar a primeira vitória e reduzir oscilações durante os jogos.
O momento exige atenção sem conclusões precipitadas. Duas derrotas consecutivas aumentam a pressão por resposta, mas não permitem, isoladamente, medir o potencial do elenco ou projetar a classificação final. A questão imediata é prática: transformar os bons trechos em desempenho sustentado e chegar aos minutos decisivos com maior controle das ações.
Em outro contexto do futebol nacional, a derrota do Fluminense para a Chapecoense também mostrou como resultados negativos podem acender alertas e aumentar a cobrança sobre uma equipe. A comparação não iguala modalidades nem situações competitivas, mas ajuda a entender como uma sequência sem vitórias tende a ampliar a atenção sobre as próximas atuações.
Próximos jogos colocam reação à prova
O calendário oferece ao Botafogo uma oportunidade próxima de interromper a sequência: o time recebe o Caxias na quarta-feira, no Rio de Janeiro. Jogar em casa pode ser um fator favorável, mas a equipe precisará converter esse cenário em vantagem dentro da quadra, especialmente depois de deixar escapar um resultado tão equilibrado fora de seus domínios.
Para o Pato Basquete, a vitória representa recuperação após a derrota na primeira rodada para o Paulistano. O próximo compromisso será contra o Cruzeiro, na quinta-feira, em Belo Horizonte. O triunfo sobre o Botafogo dá fôlego ao time paranaense, mas a sequência da competição exigirá nova resposta longe de Pato Branco.
O encerramento apertado também reforça como os minutos finais podem alterar a leitura pública de uma partida e ampliar a pressão sobre os envolvidos. No futebol, a virada que complicou o Corinthians ilustra outro tipo de desfecho dramático, com impacto imediato na repercussão e na cobrança sobre o clube.
O Botafogo sai de Pato Branco com uma derrota dolorosa, mas também com sinais objetivos para revisar: a queda de produção no terceiro quarto, a proteção da vantagem e a execução da posse decisiva. A resposta contra o Caxias será o primeiro teste para saber se a equipe consegue corrigir esses pontos e transformar a frustração de um revés por um ponto em impulso para conquistar a primeira vitória no NBB.

