Boto, do Flamengo, revela que torcedores invadiram túnel: “Nos sentimos um pouco ameaçados”
Quando falamos sobre Boto, do Flamengo, revela que torcedores invadiram túnel: "Nos sentimos um pouco ameaçados", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema.
O clima de apreensão e a falta de segurança foram os pontos centrais na declaração de José Boto, diretor de futebol do Flamengo, após os incidentes que levaram ao cancelamento da partida contra o Independiente Medellín. Em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (08 de maio de 2026), Boto trouxe à tona os bastidores vividos pela delegação rubro-negra na Colômbia, detalhando a invasão de torcedores ao túnel de acesso aos vestiários e o sentimento de insegurança:
“Eles nada tinham contra o Flamengo, mas estávamos no meio. Eles começaram a arremessar sinalizadores, pedras, ferros, não havia nenhuma condição de segurança, não sabíamos se tinham uma arma, uma faca, uma coisa qualquer. Nos sentimos um pouco ameaçados”, relatou o dirigente português.
Ambiente de Caos e Insegurança no Estádio
Boto enfatizou que a intenção do clube era a realização do jogo, mas sempre sob premissas de segurança. Ele descreveu a pressão, inclusive por parte de autoridades locais e do presidente do clube anfitrião, para que a partida ocorresse mesmo diante da agitação. A preocupação era que a liberação do público pudesse gerar uma revolta ainda maior.
“O presidente do clube, é novo, ele queria evacuar o estádio e depois começar a jogar. E eu dizia: ‘mas quando as pessoas virem na televisão que estamos a jogar vai ser pior, vão voltar mais raivosas, mais revoltadas, vai ser pior’. Era essa a insistência que ele tinha, juntamente com o governo local, queriam que o jogo se realizasse. Não havia condição nenhuma de segurança”, explicou.
A situação escalou com a entrada de torcedores no túnel, um cenário que Boto classificou como “desagradável”. A presença ostensiva de policiais, com uso de armas e disparos, adicionou tensão ao ambiente, tornando a experiência insegura para jogadores e a comissão técnica.
Boto Cobra Punição da Conmebol e Busca Pelos Três Pontos
Em relação à decisão da Conmebol sobre a partida, Boto reiterou a expectativa do Flamengo pela vitória por W.O. contra o Independiente Medellín. Ele aguarda um posicionamento oficial da entidade sul-americana, que já abriu um processo para análise do caso pela comissão jurídica.
“Não há atualização nenhuma. Eles abriram expediente que vai ser analisado pela comissão jurídica da Conmebol. Na minha opinião, não tem outra solução senão nos dar os três pontos”, afirmou Boto, destacando que a confirmação do W.O. garantiria a classificação do Flamengo com duas rodadas de antecedência.
O dirigente lamentou a impossibilidade de assegurar a vaga em campo, mas demonstrou confiança na decisão da Conmebol, citando a existência de jurisprudência em casos semelhantes no ano anterior. A vitória por W.O. traria um alívio significativo para o planejamento da equipe, permitindo ao treinador gerir melhor o elenco.
“Nós entramos em campo lá para isso, gostaríamos de assegurar a classificação em campo. Temos quase certeza que vamos ter (vitória por W.O.), não há outra decisão que a Conmebol possa tomar. Até porque há uma jurisprudência sobre isso em jogos do ano passado. É óbvio que nos dá um certo alívio para os próximos jogos, dá a possibilidade do treinador se ele quiser gerir melhor o elenco. Fica o primeiro objetivo dessa parte da temporada conquistado.
Calendário Apertado Impede Nova Data
Questionado sobre a possibilidade de remarcar o jogo, Boto foi enfático ao descartar a opção, citando o calendário já sobrecarregado do futebol sul-americano. Ele mencionou que o Flamengo já possui uma partida pendente no Campeonato Brasileiro e que a logística para uma nova data seria inviável.
“Não. Não era possível pelo calendário da América do Sul. Íamos jogar hoje e domingo com o Grêmio, não era possível. Já há muita coisa quase impossível na América do Sul, mas essa é completamente impossível. Nunca foi colocado. O cenário que foi colocado foi de o jogo acontecer um pouco mais tarde (sem público), mas seria pior a emenda do que o soneto”, declarou.
O dirigente também compartilhou experiências anteriores, mencionando um incidente ainda mais grave em sua passagem pelo futebol grego, o que reforça a complexidade e os riscos que podem envolver o esporte em diferentes contextos.
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