Elogiada por Zé, Bruninha quer ser alternativa a Macris e Roberta na seleção: “Correr atrás do prejuízo”
Quando falamos sobre Elogiada por Zé, Bruninha quer ser alternativa a Macris e Roberta na seleção: "Correr atrás do prejuízo", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A levantadora Bruninha, recém-integrada ao elenco principal da seleção brasileira de vôlei, expressou sua determinação em se estabelecer como uma peça fundamental no time. Após um período afastada das quadras, a atleta de 31 anos retorna com a ambição de desafiar a hegemonia de Macris e Roberta na posição.
Com a temporada de 2026 prometendo desafios intensos, incluindo a Liga das Nações (VNL) e o Campeonato Sul-Americano, que definirá vagas olímpicas, a presença de Bruninha nos treinos em Saquarema sinaliza um novo capítulo em sua carreira. Sua convocação para a VNL, que inicia nesta quarta-feira (3), contra a Holanda em Brasília, é um indicativo do reconhecimento de seu potencial pelo técnico José Roberto Guimarães.
A Volta por Cima de Bruninha
A trajetória de Bruninha no vôlei é marcada por resiliência. Após três temporadas longe das competições devido a uma suspensão por doping, ela dedicou-se a estudos e a uma carreira paralela, sem jamais abandonar o sonho de retornar ao esporte de alto rendimento. Essa persistência é um dos pilares de sua motivação atual.
“Em nenhum momento parei de cuidar da parte física. Tinha muito claro na minha cabeça que eu voltaria a jogar vôlei porque amo, e não porque preciso. Então, estudei, me especializei, fiz várias pós-graduações. Mas amo isso aqui, gente. Eu não me vejo fazendo outra coisa”, declarou Bruninha em entrevista ao ge. Ela ressalta a paixão pelo esporte e a obstinação que a impulsionaram a se dedicar intensamente à preparação para o retorno.
A levantadora enxerga uma oportunidade no cenário atual do vôlei brasileiro, onde a busca por alternativas na posição de levantadora tem sido uma constante. Sua integração à equipe principal a coloca, em sua visão, um passo à frente de outras jogadoras que compõem a seleção B, focada na Copa Sul-Americana.
“Acredito que não tenha hoje no Brasil alguém no nível de Macris e Roberta, com essa experiência internacional. Venho tentando correr atrás do prejuízo para igualar essas meninas”, admitiu, demonstrando humildade e foco no desenvolvimento. Ela reconhece a necessidade de aprimorar fundamentos específicos, dada sua estatura um pouco menor que a média das atletas de elite, mas está determinada a aproveitar cada momento de treino.
Reconhecimento e Apoio de Zé Roberto e Companheiras
O técnico José Roberto Guimarães tem acompanhado de perto o desempenho de Bruninha, elogiando sua garra e dedicação. Ele destacou que, apesar de sua estatura de 1,70m, que pode ser considerada baixa para os padrões do vôlei moderno, a levantadora compensa com outras qualidades e um bloqueio surpreendente.
“A Bruninha fez uma boa temporada pelo Maringá e mereceu ser vista, receber essa oportunidade aqui. É uma jogadora guerreira, batalhadora. Corre o tempo inteiro, se dedica muito. Não tem a mesma altura da maioria das atletas, mas compensa em outros fundamentos. Apesar de ser baixa, tem um bloqueio que não se pode menosprezar”, afirmou Zé Roberto.
A integração de Bruninha à seleção principal também tem sido recebida com entusiasmo por suas colegas de posição. Macris, que já atuou ao lado de Bruninha no Minas, destacou a boa sintonia e a troca de experiências que tiveram no passado.
“A convivência na seleção tem sido incrível. Já conheço o jeito da Bruninha. Eu sempre dizia que ela tinha sido uma das duplas com quem mais gostei de trabalhar. Era uma troca muito boa. Sempre brincávamos muito, nos comunicávamos, tinha uma conexão. Então, está sendo muito bom reviver isso”, comentou Macris. Para aprofundar sobre os desafios e a dinâmica das seleções, confira Superliga em Ponto de Tensão: O Dilema Financeiro para Reter Talentos no Vôlei Brasileiro.
Roberta, outra levantadora experiente da equipe, também expressou satisfação com a chegada de Bruninha e se colocou à disposição para auxiliá-la em sua adaptação.
“Fico muito feliz com a chegada da Bruninha. Nossa posição é complicada, requer experiência. Tem que entrar em quadra, sofrer, aprender com os erros, com os acertos. Espero ajudar. A Bruna é uma menina do bem. Está explodindo de alegria, e isso nos dá energia para tocar o trabalho”, disse Roberta.
O Caminho na VNL e a Busca por Vagas Olímpicas
A Liga das Nações de 2026 representa um palco crucial para Bruninha demonstrar seu valor. Após o confronto contra a Holanda, o Brasil enfrentará República Dominicana, Bulgária e Itália na primeira etapa em Brasília. As fases seguintes serão disputadas na Turquia e no Japão, culminando na fase final na China.
Em setembro, o Rio de Janeiro sediará o Campeonato Sul-Americano, uma competição que distribuirá uma vaga olímpica para a seleção campeã. A presença de Bruninha no elenco principal reforça a estratégia da comissão técnica em diversificar as opções e preparar o time para os objetivos de longo prazo.
A atleta, que renovou contrato com o Maringá (agora com sede em Londrina), demonstra um comprometimento total com a modalidade, conciliando sua carreira no vôlei com a gestão de uma empresa de consultoria online. Essa dualidade reflete sua determinação em construir um futuro sólido, tanto dentro quanto fora das quadras.
A jornada de Bruninha na seleção brasileira é um testemunho de perseverança e talento. Sua meta de se firmar como uma alternativa viável a Macris e Roberta é um desafio que ela encara com otimismo e a mentalidade de quem está pronta para “correr atrás do prejuízo” e conquistar seu espaço.
Para entender melhor a importância da preparação física e mental no vôlei, confira Nyeme e Antonella: Uma Dupla Invencível na Seleção de Vôlei Feminino.
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