Bases brasileiras colocam cinco clubes do país entre os 30 principais formadores de jogadores do mundo, segundo estudo divulgado pelo Observatório do Futebol CIES em 21 de outubro de 2026. O Palmeiras aparece na 13ª posição, seguido por São Paulo, Flamengo, Fluminense e Santos. A classificação combina atletas revelados, nível das ligas, minutos em campo e idade dos jogadores.
Fatos centrais da notícia
- O Palmeiras é o brasileiro mais bem colocado, na 13ª posição, com índice 65,7.
- São Paulo, Flamengo, Fluminense e Santos também estão entre os 30 primeiros.
- O CIES considera quantidade de atletas, nível competitivo, minutos jogados e idade.
Índice do Artigo
- Bases brasileiras ocupam cinco posições entre as 30 melhores
- O que explica a força das bases brasileiras no índice
- Benfica lidera; River Plate e Boca Juniors completam o pódio
- Presença nas cinco grandes ligas amplia o peso dos clubes
- Os 30 clubes mais bem colocados no levantamento
- O que o resultado muda para o futebol brasileiro
Bases brasileiras ocupam cinco posições entre as 30 melhores
O levantamento reúne clubes cujos jogadores formados atuam em 49 campeonatos nacionais de primeira divisão. Entre as equipes brasileiras, a diferença de pontuação é estreita na disputa pela liderança: o Palmeiras soma 65,7 pontos, enquanto o São Paulo registra 65,5. O Flamengo aparece com 63,1, e Fluminense e Santos vêm logo depois, com 59,1 e 58,7, respectivamente.
O número de atletas associados a cada clube também ajuda a dimensionar o alcance das categorias de base. O São Paulo tem 60 jogadores contabilizados, um a mais que o Palmeiras, que soma 59. O Flamengo aparece com 58, o Fluminense com 55 e o Santos com 53. Esses números, porém, não determinam sozinhos a posição: a metodologia pondera onde os atletas atuam e quanto participam das partidas.
A presença brasileira no grupo de elite chama atenção por reunir clubes de diferentes regiões e trajetórias. Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Santos não aparecem apenas como equipes que revelam jogadores para o mercado doméstico. Seus atletas formados estão espalhados por competições de vários países, o que amplia a abrangência considerada pelo estudo.
O Palmeiras lidera a representação nacional mesmo sem ter o maior total de jogadores entre os cinco. Já o São Paulo, apesar de contabilizar 60 atletas, fica duas posições atrás. A diferença ilustra um ponto central do índice: volume e desempenho competitivo são dimensões relacionadas, mas não equivalentes.
O que explica a força das bases brasileiras no índice
Para o CIES, um jogador é considerado formado por um clube quando passou por ali durante pelo menos três anos, entre a temporada em que completou 15 anos e aquela em que fez 21. A regra procura identificar um vínculo consistente com a formação, em vez de atribuir o crédito a uma passagem curta ou já próxima da carreira profissional.
Depois de definir quais atletas entram na conta de cada equipe, o observatório combina quatro elementos: quantidade de jogadores em atividade nas ligas analisadas, nível esportivo das competições em que atuam, minutos disputados no último ano e idade. Atletas mais jovens recebem peso maior nesse último critério, pois a avaliação também considera a capacidade de formar jogadores que já alcançaram espaço competitivo ainda cedo.
Essa composição muda a leitura de uma lista que, à primeira vista, poderia parecer apenas uma contagem de exportações. Um clube pode ter muitos ex-jogadores espalhados pelo mundo, mas perder força relativa se eles atuarem pouco ou estiverem em competições de menor nível dentro dos parâmetros do estudo. Em sentido contrário, uma quantidade menor de atletas com presença relevante em ligas fortes pode contribuir bastante para a pontuação.
Também é necessário distinguir o índice do CIES de uma avaliação completa de toda a estrutura de base. O ranking não apresenta, por si só, dados sobre investimento anual, número de títulos nas categorias inferiores, qualidade de instalações ou quantidade de atletas que chegaram à equipe principal. Ele mede resultados de formação observáveis no futebol profissional abrangido pelas 49 ligas, com critérios próprios.
Benfica lidera; River Plate e Boca Juniors completam o pódio
No topo mundial está o Benfica, de Portugal, com índice 101,3 e 93 jogadores formados nas competições incluídas. River Plate, da Argentina, ocupa o segundo lugar com 97,6 pontos e 94 atletas. O Boca Juniors vem em terceiro, com 96,7 pontos e 93 jogadores. O domínio sul-americano segue com o Vélez Sarsfield em quarto, antes de o Ajax, da Holanda, fechar os cinco primeiros.
A lista combina academias tradicionais da América do Sul e da Europa. Barcelona aparece na sexta posição, Sporting na sétima, Real Madrid na nona e Estrela Vermelha na décima. A presença de clubes com perfis distintos reforça que a classificação não é simplesmente um retrato de poder financeiro ou de títulos recentes: o foco está nos jogadores formados e no percurso profissional que alcançaram.
O Real Madrid, por exemplo, está entre os dez primeiros do ranking, enquanto o Manchester City aparece na 23ª posição e o Paris Saint-Germain na 24ª. A trajetória de equipes europeias em competições continentais ajuda a contextualizar o ambiente de alto nível em que alguns desses atletas atuam; a cobertura de Real Madrid e Leipzig na Champions acompanha um desses palcos competitivos.
O ranking também mostra que a formação de talentos não é exclusividade de poucos centros. Argentina, Uruguai, Brasil, Portugal, Sérvia, Croácia, Paraguai, Colômbia e outros países aparecem entre os 30 primeiros. A distribuição sugere que a capacidade de desenvolver jogadores pode coexistir com diferenças grandes de orçamento, exposição internacional e força das ligas nacionais.
Presença nas cinco grandes ligas amplia o peso dos clubes
Um recorte do estudo acompanha jogadores formados pelos brasileiros que atuam nas cinco principais ligas europeias: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. Nesse grupo, o Flamengo lidera entre os representantes do país, com oito atletas. Palmeiras e São Paulo têm cinco cada; o Santos contabiliza quatro e o Fluminense, três.
Esse dado oferece uma perspectiva diferente da quantidade total de jogadores. O Flamengo tem 58 atletas no levantamento geral e lidera o recorte das cinco ligas, enquanto o São Paulo aparece com o maior total brasileiro, 60, mas divide a segunda posição nesse indicador específico. São métricas que respondem a perguntas diferentes: uma observa a presença ampla nas competições consideradas; a outra destaca a atuação nos principais campeonatos europeus.
Para interpretar esses números, convém evitar uma conclusão automática de que o clube com mais jogadores nas cinco ligas tem necessariamente a melhor formação em todos os aspectos. O recorte informa onde os atletas estão, mas não detalha sozinho a participação de cada um, a função em campo ou o caminho percorrido até chegar à equipe principal. O índice geral incorpora minutos e nível competitivo, mas continua sendo uma medida agregada.
O interesse internacional por jogadores formados no Brasil também se conecta ao mercado de transferências. Atletas que chegam a clubes de elite podem ganhar exposição em torneios continentais e ligas de grande audiência. A notícia sobre a vitória do PSG sobre o Barcelona, por exemplo, mostra o tipo de cenário europeu em que jogadores de diferentes origens disputam espaço: veja a reação à vitória do PSG sobre o Barcelona.
Os 30 clubes mais bem colocados no levantamento
A relação divulgada pelo CIES, em ordem de classificação, reúne equipes de 13 países. Os cinco brasileiros aparecem distribuídos da 13ª à 29ª posição, com Palmeiras e São Paulo separados por dois lugares e Flamengo, Fluminense e Santos mais abaixo.
- 1º Benfica, de Portugal
- 2º River Plate, da Argentina
- 3º Boca Juniors, da Argentina
- 4º Vélez Sarsfield, da Argentina
- 5º Ajax, da Holanda
- 6º Barcelona, da Espanha
- 7º Sporting, de Portugal
- 8º Defensor Sporting, do Uruguai
- 9º Real Madrid, da Espanha
- 10º Estrela Vermelha, da Sérvia
- 11º Nacional, do Uruguai
- 12º Dinamo Zagreb, da Croácia
- 13º Palmeiras, do Brasil
- 14º Rosario Central, da Argentina
- 15º São Paulo, do Brasil
- 16º Cerro Porteño, do Paraguai
- 17º Peñarol, do Uruguai
- 18º Atlético Nacional, da Colômbia
- 19º Flamengo, do Brasil
- 20º Newell’s Old Boys, da Argentina
- 21º Partizan, da Sérvia
- 22º Dínamo de Kiev, da Ucrânia
- 23º Manchester City, da Inglaterra
- 24º Paris Saint-Germain, da França
- 25º Anderlecht, da Bélgica
- 26º San Lorenzo, da Argentina
- 27º Genk, da Bélgica
- 28º Fluminense, do Brasil
- 29º Santos, do Brasil
- 30º Argentinos Juniors, da Argentina
O que o resultado muda para o futebol brasileiro
As cinco colocações confirmam a presença de clubes brasileiros entre os principais formadores considerados pelo observatório, mas a pontuação também revela espaço para comparação interna. Palmeiras e São Paulo lideram em índice e quantidade de jogadores, enquanto Flamengo se destaca no recorte das cinco grandes ligas europeias. Fluminense e Santos completam a representação nacional dentro do top 30.
Para clubes, o levantamento serve como referência sobre a circulação e a utilização de atletas revelados, não como sentença definitiva sobre a qualidade de cada academia. Para torcedores e analistas, a leitura mais útil é observar em conjunto posição, índice, número de jogadores e contexto das competições. Essa combinação evita reduzir a formação a um único número e ajuda a entender por que equipes com totais próximos podem ocupar lugares diferentes.
O dado mais concreto é que cinco instituições brasileiras aparecem entre as 30 primeiras em uma avaliação internacional baseada em jogadores profissionais e desempenho competitivo. Acompanhar como essa presença evolui depende de observar não apenas novas revelações, mas também minutos em campo e continuidade nos campeonatos de alto nível — cenário que ganha dimensão quando comparado à disputa europeia, como no duelo entre Bayern e Arsenal na Champions.


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