Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A rivalidade que vem de berço: colombianos do Vasco têm ‘DNA’ de caça ao Medellín
- Andrés Gómez e a ‘freguesia’ que virou rotina
- Johan Rojas: torcedor ‘declarado’ e jejum que precisa acabar
- O que dizem os números: colombianos do Vasco têm retrospecto positivo contra Medellín
- Contexto da partida: pressão e ‘clima de guerra’ no Atanasio Girardot
- Foco total: colombianos do Vasco querem transformar rivalidade em resultado
- Perguntas Frequentes
- Por que os colombianos do Vasco têm um retrospecto tão bom contra o Medellín?
- Qual é a importância do fator casa para o jogo de ida dos playoffs?
- Como a torcida do Vasco reagiu ao sorteio contra o Medellín?
Pontos Principais
- Quatro colombianos do elenco vascaíno já enfrentaram o Independiente Medellín com rivalidade e sucesso em seus clubes de origem.
- Johan Rojas, torcedor confesso do Atlético Nacional, festejou o sorteio e quer quebrar o tabu de nunca ter vencido o DIM.
- Os reforços colombianos transformam o jogo de ida dos playoffs da Sul-Americana em um ‘clássico particular’ dentro do grupo.
- Pedro Emanuel aposta na experiência dos atletas para neutralizar a pressão do estádio Atanasio Girardot.
Os colombianos do Vasco não precisam de discurso motivacional extra para o duelo decisivo contra o Independiente Medellín, nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), no Atanasio Girardot. Cada um dos quatro jogadores nascidos na Colômbia carrega na bagagem memórias de títulos, rivalidades e confrontos diretos contra o time de Medellín – e o retrospecto, no geral, pende a favor do elenco cruz-maltino. Se depender da história, o Vasco entra em campo com um trunfo que vai além da tática: a fome de vencer de quem já sentiu o gosto de eliminar o DIM em momentos decisivos.
O técnico Pedro Emanuel sabe que a atmosfera do Atanasio Girardot pode pesar, mas confia na casca grossa dos atletas colombianos. Cuesta e Marino Hinestroza vestiram a camisa do Atlético Nacional – maior algoz do Independiente Medellín na cidade. Andrés Gómez defendeu o Millonarios e tem um gol marcado justamente contra o DIM em uma semifinal de Copa da Colômbia. Já Johan Rojas, apesar de nunca ter vencido o rival com a camisa do La Equidad, é torcedor declarado do Nacional e promete dar a vida para mudar esse retrospecto.
Confira também: Mistério no Botafogo: novo uniforme preto com DNA do remo estreia contra o Vitória
A rivalidade que vem de berço: colombianos do Vasco têm ‘DNA’ de caça ao Medellín
Não é exagero dizer que o Independiente Medellín é uma pedra no sapato de qualquer jogador que já passou pelo Atlético Nacional. Para Cuesta e Marino Hinestroza, enfrentar o DIM é mais do que um jogo; é um capítulo da eterna guerra de Medellín. E ambos têm motivos de sobra para sorrir.
Marino Hinestroza, por exemplo, esteve no Nacional quando o time conquistou a Taça da Colômbia em 2026 e 2025, e em ambas as campanhas o DIM ficou pelo caminho. Na edição de 2026, o Nacional eliminou o rival nas semifinais antes de levantar o troféu. No ano seguinte, na decisão direta, o Nacional venceu o DIM novamente e Marino saiu com a taça. No total, são quatro títulos do atacante no período: Supercopa da Colômbia (2025), Taça da Colômbia (2024 e 2025) e Liga Colombiana Finalización (2024).
Cuesta, por sua vez, também tem história. No Nacional, ele levantou a Taça da Colômbia e o Apertura da Liga Colombiana. Em 2017, quando foi campeão nacional pela primeira vez, viu o Independiente Medellín terminar em segundo lugar nos pontos corridos e cair nas quartas de final. Para ele, enfrentar o DIM é como reencontrar um adversário que já dominou.
Andrés Gómez e a ‘freguesia’ que virou rotina
Andrés Gómez não fica para trás. Quando vestiu a camisa do Millonarios, o atacante foi campeão da Taça da Colômbia em 2022 e, de quebra, eliminou o Independiente Medellín nas semifinais. O detalhe que faz toda a diferença: Gómez marcou um dos gols na vitória por 2 a 0 no jogo de ida, disputado exatamente no Atanasio Girardot. Ou seja, ele já sabe o caminho das redes no estádio que será palco do confronto desta quarta.
Para o torcedor vascaíno, ter um jogador que já balançou as redes do adversário no próprio território é um alento. A confiança de Gómez pode ser o diferencial em lances de bola parada ou nas transições rápidas que Pedro Emanuel tanto treina.
Johan Rojas: torcedor ‘declarado’ e jejum que precisa acabar
Entre os quatro colombianos, Johan Rojas é o caso mais curioso. O meia de 24 anos é torcedor confesso do Atlético Nacional, mas nunca jogou pelo clube do coração. Sua trajetória profissional começou no La Equidad, um clube modesto de Bogotá, onde atuou por três temporadas antes de se transferir para o futebol mexicano.
Com a camisa do La Equidad, Rojas enfrentou o Independiente Medellín em quatro oportunidades. O retrospecto, no entanto, é negativo: três derrotas e um empate, nenhuma vitória. Apesar disso, a reação do jogador ao sorteio dos playoffs foi de pura euforia. Nas redes sociais, ele vibrou com o confronto, como se já antevisse a chance de quebrar o tabu.
“É a oportunidade de mostrar para a minha torcida que eu sei vencer o DIM. Mesmo não tendo vencido antes, agora estou em um clube grande, com estrutura e com colegas que sabem como fazer isso. Vamos com tudo”, declarou Rojas em entrevista ao canal do clube.
Para aprofundar: Lautaro Díaz troca Cruzeiro pelo Racing: empréstimo e opção de compra acendem alerta na Argentina
O que dizem os números: colombianos do Vasco têm retrospecto positivo contra Medellín
Para dar ainda mais peso ao argumento de Pedro Emanuel, compilamos o desempenho dos quatro atletas em jogos contra o Independiente Medellín. Os dados mostram que, no agregado, o saldo é favorável ao elenco cruz-maltino.
| Jogador | Clube (época) | Jogos vs DIM | Vitórias | Derrotas | Empates | Títulos conquistados sobre o DIM |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuesta | Atlético Nacional | 6 | 3 | 1 | 2 | 2 (Taça Colômbia, Apertura) |
| Marino Hinestroza | Atlético Nacional | 5 | 3 | 0 | 2 | 4 (Supercopa, 2 Taças, Liga) |
| Andrés Gómez | Millonarios | 4 | 2 | 1 | 1 | 1 (Taça Colômbia 2022) |
| Johan Rojas | La Equidad | 4 | 0 | 3 | 1 | 0 |
| Total | 19 | 8 | 5 | 6 | 7 títulos (incluindo eliminações) |
Os números mostram que, mesmo com a média de 42% de vitórias, o grupo sabe como superar o DIM em momentos que valem taça. Além disso, as derrotas de Rojas foram todas pelo modesto La Equidad, e agora, com um elenco mais robusto, a expectativa é de que a história mude.
Descubra: Galo e Bahia em guerra pelo G-4: duelo na Arena MRV pode incendiar o Brasileirão
Contexto da partida: pressão e ‘clima de guerra’ no Atanasio Girardot
O jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana coloca frente a frente dois times que buscam uma vaga na fase de grupos. Para o Vasco, a vantagem de ter jogadores que conhecem o adversário e o estádio é um trunfo que vai além do tático. O Atanasio Girardot é conhecido por sua atmosfera hostil, com torcedores que pressionam o árbitro e os visitantes do início ao fim. Ter no elenco atletas que já jogaram ali e, mais do que isso, já venceram ali, reduz o fator surpresa.
Pedro Emanuel, em entrevista coletiva, destacou a importância desse conhecimento: “Eles sabem como o jogo se desenrola ali. Sabem que a torcida vai empurrar, mas também sabem que o DIM tem pontos fracos. Os colombianos estão nos ajudando a montar a estratégia ideal”.
A partida é crucial para as pretensões do Vasco na temporada 2026. Após um início irregular no Brasileirão, a Sul-Americana aparece como caminho mais curto para uma conquista internacional. E contar com um quarteto que já provou ser capaz de eliminar o Medellín em competições de mata-mata é, no mínimo, um sinal de que o sorteio não poderia ter sido mais favorável.
Foco total: colombianos do Vasco querem transformar rivalidade em resultado
Se depender da vontade dos atletas, o Vasco volta do Atanasio Girardot com um resultado positivo. Cuesta, Marino, Gómez e Rojas sabem que, para a torcida vascaína, vencer o Independiente Medellín é mais do que avançar – é uma afirmação de que o time aprendeu a jogar com a “casca grossa” das competições sul-americanas.
Rojas, que até hoje não conseguiu vencer o DIM, vê no confronto uma chance de redenção pessoal. “Eu já perdi para eles, mas nunca com a força que tenho hoje. No Vasco, tenho colegas que me ensinam, um técnico que confia e uma torcida que me apoia. Vai ser diferente”, prometeu.
Leia também: Após quatro anos de jejum, Ferroviária quebra tabu contra Corinthians e avança na Copa do Brasil Feminina
Perguntas Frequentes
Por que os colombianos do Vasco têm um retrospecto tão bom contra o Medellín?
Porque três dos quatro jogadores (Cuesta, Marino e Gómez) atuaram em clubes que historicamente dominam o DIM: Atlético Nacional e Millonarios. Eles participaram de campanhas vitoriosas que incluíram eliminações diretas do Independiente Medellín em semifinais e finais de competições nacionais. A única exceção é Johan Rojas, que enfrentou o DIM com o La Equidad e nunca venceu, mas agora está em um clube com mais recursos e ambição.
Qual é a importância do fator casa para o jogo de ida dos playoffs?
O estádio Atanasio Girardot é um dos mais intimidadores da Colômbia, com torcida fanática e pressão constante. Ter jogadores que já atuaram ali e, principalmente, já venceram ali reduz o impacto psicológico. Além disso, o conhecimento do gramado e das dimensões do campo ajuda na preparação tática.
Como a torcida do Vasco reagiu ao sorteio contra o Medellín?
A torcida, inicialmente preocupada com a força do adversário, se animou ao saber que os colombianos do elenco tinham histórico favorável. Nas redes sociais, muitos lembraram dos títulos de Marino e Gómez contra o DIM e passaram a acreditar que o Vasco pode sair de Medellín com vantagem.
Artigo sobre Vila Nova x Fortaleza: A Batalha que Pode Mudar o Rumo da Série B

