Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O desabafo de Davide: “Fiquei muito sozinho”
- John Textor, o homem que sumiu do mapa
- Números que impressionam, mas não escondem a crise
- O que esperar do Botafogo pós-Davide?
- A carreira de Davide Ancelotti: da sombra do pai ao comando próprio
- Análise: o que a falta de comando no Botafogo ensina ao futebol brasileiro?
- Perguntas Frequentes
- Por que Davide Ancelotti pediu demissão do Botafogo?
- Qual foi o desempenho de Davide Ancelotti no Botafogo?
- Onde Davide Ancelotti está agora?
- John Textor ainda é dono do Botafogo?
Pontos Principais
- Davide Ancelotti revela que pediu demissão do Botafogo por se sentir completamente sozinho e sem nenhum comando.
- O técnico italiano cita a saída iminente de John Textor como o estopim para o caos interno no clube carioca.
- Experiência relâmpago de cinco meses teve 14 vitórias, mas foi marcada por conflitos e falta de direção.
- Preparador físico Luca Guerra foi demitido e Davide exigiu manter toda comissão, condição negada pela diretoria.
- Atualmente no Lille, Davide compara os cinco meses no Brasil a dois anos na Europa, de tanta pressão.
Falta de comando no Botafogo é a frase que resume a passagem relâmpago de Davide Ancelotti pelo clube carioca, e agora o próprio técnico italiano resolveu abrir o coração de uma vez por todas. Em entrevista bombástica ao jornal esportivo L’Equipe, Davide detonou os bastidores do Alvinegro e revelou que pediu demissão porque simplesmente não havia mais ninguém no comando para segurar as pontas. A declaração chacoalha o futebol brasileiro, que ainda tenta entender como um filho de Carlo Ancelotti, com toda a bagagem do pai, se viu encurralado por uma crise de gestão sem precedentes.
Em resumo: Davide Ancelotti se sentiu abandonado quando John Textor, o dono da SAF, começou a se desligar do clube no fim de 2026. Sem presidente, sem direção, e com a iminência de perder membros da comissão técnica, o treinador preferiu pular fora antes que o navio afundasse de vez. “Não me demitiram; não havia nem presidente para isso”, disparou. A seguir, mergulhe nos detalhes dessa novela que expõe a fragilidade institucional do Botafogo em meio à briga por títulos.
O desabafo de Davide: “Fiquei muito sozinho”
Em um tom que mistura frustração e alívio, Davide Ancelotti não escondeu a solidão que sentiu nos meses em que comandou o Botafogo. Segundo o treinador, a experiência foi boa no quesito resultados, mas a falta de uma estrutura sólida transformou o dia a dia em um verdadeiro inferno administrativo. “Cinco meses lá são como dois anos na Europa. As pessoas não entenderam se eu tinha sido demitido ou não. Mas, na verdade, depois de cinco meses, não havia mais presidente, porque John Textor estava de saída. Eu não tinha mais nenhuma indicação sobre o que aconteceria dali para frente, então decidi pedir demissão”, declarou.
A declaração escancara o rombo na gestão botafoguense. Davide revelou que a gota d’água foi quando a diretoria avisou que demitiria o preparador físico Luca Guerra. O treinador, que sempre prezou pelo trabalho em equipe, colocou uma condição inegociável: só ficaria se toda a comissão técnica permanecesse. O clube não aceitou, e o adeus foi selado. “John Textor confiou em mim, e eu sempre serei grato por isso. Mas, depois, houve muitos conflitos, e eu fiquei muito sozinho”, completou o italiano.
John Textor, o homem que sumiu do mapa
Por trás da crise, um nome aparece como pivô: John Textor. O empresário norte-americano, que comprou a SAF do Botafogo em 2022, vinha sendo alvo de polêmicas desde o fim de 2026, com especulações sobre sua saída do clube. Davide aponta que a indefinição sobre o futuro do dono da SAF foi o estopim para o caos. Sem um presidente efetivo, as decisões pararam, e o técnico ficou à deriva. “Eu não tinha mais nenhuma indicação sobre o que aconteceria dali para frente”, lamentou.
Essa situação lembra outros momentos de turbulência no futebol brasileiro, como o que aconteceu com o Cruzeiro na busca por substituto após lesão de Gabriel Pec, onde a pressão por reforços imediatos expõe a fragilidade dos planejamentos. No caso do Botafogo, a ausência de uma liderança clara fez com que Davide perdesse a confiança no projeto.
Números que impressionam, mas não escondem a crise
Apesar do caos nos bastidores, os números da passagem de Davide Ancelotti pelo Botafogo não são de todo ruins. Foram 14 vitórias, 11 empates e apenas 7 derrotas em 32 jogos – um aproveitamento de cerca de 55%. Para um técnico em sua primeira experiência profissional, os resultados até que aguentaram o tranco. Mas, para Davide, o problema nunca foi dentro de campo. “As expectativas eram grandes demais em relação a um cenário que havia mudado completamente”, explicou.
A comparação com o desempenho de outros treinadores iniciantes no Brasil é inevitável. Fenômeno Pedro explode no Cartola e lidera seleção do primeiro turno, mostrando que, mesmo em meio a crises, os talentos individuais podem brilhar. Mas Davide não teve o mesmo suporte. A sensação de abandono pesou mais que os números positivos.
O que esperar do Botafogo pós-Davide?
Com a saída de Davide Ancelotti, o Botafogo precisou correr atrás de um novo comandante para a temporada 2026. Haaland comanda remada viking em casamento de Donnarumma e vira o rei da noite – enquanto isso, no futebol brasileiro, a dança das cadeiras continua. O clube carioca ainda luta para se reerguer após a debandada de Textor, e a falta de comando denunciada por Davide pode ter consequências duradouras.
Para quem acompanha o futebol nacional, a história de Davide no Botafogo é um alerta. Pausa da Copa vira combustível do Prosperidade para acesso inédito na Série A3 feminina – mostrando que, com planejamento, é possível superar crises. Mas o Botafogo, pelo menos até agora, não deu sinais de que aprendeu a lição. A diretoria precisa urgentemente se reorganizar antes que o navio afunde de vez.
A carreira de Davide Ancelotti: da sombra do pai ao comando próprio
Filho do lendário Carlo Ancelotti, Davide sempre carregou o peso do sobrenome. Antes do Botafogo, ele atuou como auxiliar técnico em clubes como Bayern de Munique, Napoli e Everton, acumulando experiência ao lado do pai. A oportunidade de ser treinador principal veio em 2026, quando John Textor apostou no jovem italiano para comandar o Botafogo. Mas a aposta deu errado – não por falta de capacidade técnica, mas por ausência de estrutura.
Atualmente, Davide está no Lille, da França, onde tenta reconstruir a carreira após o trauma carioca. Em sua entrevista, ele deixou claro que não guarda mágoas do Botafogo, mas sim um aprendizado duro. “A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas e das lesões, tivemos bons resultados”, ponderou. A declaração mostra um profissional maduro, que prefere olhar para frente.
Para quem quiser entender mais sobre o impacto da gestão de Textor no Botafogo, Favoritismos #20 expõe domínio do Palmeiras e crise de rivais no Brasileirão – um cenário que reflete a instabilidade que assola não só o Botafogo, mas vários clubes brasileiros.
Análise: o que a falta de comando no Botafogo ensina ao futebol brasileiro?
Nós, que acompanhamos de perto o futebol brasileiro, vemos no caso de Davide Ancelotti um sintoma de um mal maior: a dependência excessiva de figuras centralizadoras. Quando John Textor se afastou, o clube simplesmente travou. A falta de um presidente, de uma diretoria executiva forte, faz com que qualquer crise se torne existencial. O Botafogo precisa, mais do que um técnico, de uma reestruturação administrativa urgente.
Dados de estudos de gestão esportiva mostram que clubes com estruturas sólidas, como Palmeiras e Flamengo, resistem melhor a turbulências. Enquanto isso, o Botafogo parece navegar à deriva. A entrevista de Davide deve servir de toque de despertar para os torcedores e dirigentes alvinegros.
Perguntas Frequentes
Por que Davide Ancelotti pediu demissão do Botafogo?
Davide Ancelotti pediu demissão do Botafogo por se sentir sozinho e sem comando após a saída iminente de John Textor. Ele alegou que não havia mais presidente para decisões, e a diretoria rejeitou sua condição de manter toda a comissão técnica, incluindo o preparador físico Luca Guerra, que seria demitido. A falta de direção tornou insustentável a permanência.
Qual foi o desempenho de Davide Ancelotti no Botafogo?
Em sua primeira experiência como treinador principal, Davide Ancelotti comandou o Botafogo por 32 jogos, com 14 vitórias, 11 empates e 7 derrotas, um aproveitamento de aproximadamente 55%. Apesar dos números razoáveis, ele enfrentou lesões, saídas de jogadores e um ambiente institucional caótico, o que dificultou um trabalho mais consistente.
Onde Davide Ancelotti está agora?
Atualmente, Davide Ancelotti é técnico do Lille, da França, para onde foi após deixar o Botafogo. Ele assumiu o comando do clube francês na temporada 2026, tentando retomar a carreira após a passagem turbulenta pelo Brasil. A mudança representa uma chance de mostrar seu valor em um ambiente mais estável.
John Textor ainda é dono do Botafogo?
John Textor, dono da SAF do Botafogo, iniciou um processo de desligamento do clube no fim de 2026, o que gerou a crise de comando denunciada por Davide Ancelotti. Em 2026, a situação ainda não foi totalmente resolvida, e o futuro da SAF segue incerto, com negociações para venda da participação.
Para acompanhar em primeira mão todos os desdobramentos dessa história, confira a entrevista completa de Davide Ancelotti ao L’Equipe e tire suas próprias conclusões sobre o que realmente aconteceu nos bastidores do Botafogo.

