Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Contexto da fase eliminatória
- Declarações e análise tática
- Comparação com o desempenho defensivo anterior
- O desafio contra a Suíça
- Caminho para o tetra
- Perguntas Frequentes
- Quais são os principais problemas defensivos da Argentina na Copa de 2026?
- Como Scaloni pode ajustar a defesa para o jogo contra a Suíça?
- A ausência de Manzambi na Suíça facilita a vida da Argentina?
Pontos Principais
- A Argentina sofreu sustos contra Cabo Verde e Egito revelando lacunas na defesa que preocupam a comissão técnica.
- O zagueiro Cuti Romero reconheceu a necessidade de melhora, enquanto a escalação com quatro meio-campistas não surtiu o efeito esperado.
- A Suíça, adversária nas quartas de final, não contará com seu principal atacante Manzambi, mas ainda tem armas ofensivas perigosas.
As falhas defensivas Argentina se tornaram o principal motivo de alerta na comissão técnica de Lionel Scaloni após dois jogos consecutivos em que a campeã mundial precisou virar o placar para evitar a eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026. Nas oitavas de final contra o Egito, a seleção argentina saiu perdendo por 2 a 0 e só conseguiu a classificação nos acréscimos, em um jogo que expôs vulnerabilidades no sistema defensivo. O técnico já admite que é preciso corrigir os erros para avançar diante da Suíça neste sábado.
Em partidas anteriores, a equipe havia mostrado solidez defensiva, mas os confrontos contra Cabo Verde (3 a 2 na prorrogação) e Egito (3 a 2 com gol no fim) escancararam dificuldades na proteção da área. Leia também: Especialista explica herança viking em duelo Noruega x Inglaterra na Copa e revela laços milenares
Contexto da fase eliminatória
A Argentina chegou às oitavas de final com campanha quase perfeita na fase de grupos: três vitórias contra Argélia, Áustria e Jordânia, com direito a oito gols marcados e apenas um sofrido. O bom desempenho ofensivo de Lionel Messi e seus companheiros escondia, no entanto, que a linha defensiva ainda não havia sido testada em situações extremas. Foi a partir do mata-mata que os problemas apareceram.
Contra Cabo Verde, a seleção africana conseguiu explorar os espaços deixados pelos laterais argentinos, especialmente Molina e Tagliafico, que sobem ao ataque com frequência. O lateral Cabral, de Cabo Verde, aproveitou um desses vazios para marcar um golaço de fora da área na prorrogação. Já contra o Egito, a situação foi ainda mais crítica: a equipe de Scaloni tomou dois gols nos primeiros 25 minutos de jogo, com o ponta direita Mostafa Zico infernizando a defesa pelo lado esquerdo.
Declarações e análise tática
O zagueiro Cristian Romero, um dos pilares da defesa campeã, admitiu após a classificação contra o Egito: “Estamos indo bem, mas certamente precisamos melhorar. Nos incomoda um pouco quando sofremos gols. Nossos rivais não facilitaram as coisas para nós. Estamos focados em nós mesmos”. A declaração reflete o incômodo interno com a fragilidade mostrada.
Do ponto de vista tático, Scaloni tentou uma alteração no meio-campo para as oitavas, sacando Thiago Almada e colocando Leandro Paredes ao lado de De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández. A intenção era ter mais volume no meio, mas o efeito foi oposto. A equipe perdeu mobilidade ofensiva, Mac Allister errou passes decisivos e ficou mal posicionado. Enzo Fernández, deslocado para a esquerda, foi o que mais produziu, mostrando porque é considerado um dos melhores meias do mundo.
A exposição defensiva ficou evidente nos contra-ataques egípcios. A seleção africana finalizou 11 vezes, sendo 7 no gol, e aproveitou a lentidão da defesa argentina em transições rápidas. Confira também: Jude Bellingham: os segredos do camisa 10 inglês que domina a Copa
Comparação com o desempenho defensivo anterior
Para entender a dimensão do problema, vale comparar os números defensivos da Argentina nesta Copa com os do título em 2022. No Catar, a equipe sofreu apenas cinco gols em sete jogos – mesmo número que já levou em apenas quatro partidas em 2026. A diferença é notável:
| Indicador | Copa 2022 (até quartas) | Copa 2026 (até quartas) |
|---|---|---|
| Gols sofridos | 2 | 5 |
| Finalizações sofridas por jogo | 6,3 | 9,5 |
| Jogos em que saiu atrás no placar | 1 | 2 |
Os números mostram que a defesa atual está mais permeável, especialmente nas laterais. A subida constante de Molina e Tagliafico deixa espaços que adversários mais rápidos, como os atacantes de Cabo Verde e Egito, souberam explorar.
O desafio contra a Suíça
Nas quartas de final, a Argentina enfrenta a Suíça, que chega desfalcada de seu principal jogador, o jovem atacante Manzambi, autor de três gols no torneio e peça-chave nas jogadas de ataque. O técnico Murat Yakin deve escalar Vargas, Ndoye e Embolo no setor ofensivo. Apesar da ausência, o time suíço não deve mudar sua postura agressiva.
Para Scaloni, a solução pode passar por um posicionamento mais cauteloso dos laterais ou a manutenção de um meio-campo mais defensivo, com Paredes ou até a entrada de um terceiro zagueiro. “Temos que elevar o nível. Não dá para continuar tomando gols assim”, afirmou uma fonte da comissão técnica.
Caminho para o tetra
A Argentina busca o tetracampeonato mundial e, para isso, precisa corrigir as falhas rapidamente. Messi, mesmo perdendo um pênalti contra o Egito, seguiu decisivo com um gol e uma assistência. Diante de Cabo Verde, participou dos três gols. Aos 39 anos, o camisa 10 segue sendo o ponto de equilíbrio, mas não pode carregar a defesa sozinho.
Se avançar, a Argentina enfrentará o vencedor de Noruega x Inglaterra, jogos que também têm chamado a atenção. Saiba mais sobre: Sábado sem Brasil na Copa: torcida lamenta eliminação e questiona futuro da seleção
A partida contra a Suíça está marcada para as 22h deste sábado em Kansas City. O vencedor irá para a semifinal em busca do título.
Perguntas Frequentes
Quais são os principais problemas defensivos da Argentina na Copa de 2026?
A linha defensiva argentina tem sido exposta pelos avanços dos laterais Molina e Tagliafico, que deixam espaços nas costas para contra-ataques. Além disso, a recomposição do meio-campo tem sido lenta, permitindo finalizações de média distância e jogadas individuais dos adversários. Os gols sofridos contra Cabo Verde e Egito evidenciam essas fragilidades.
Como Scaloni pode ajustar a defesa para o jogo contra a Suíça?
O técnico pode optar por um sistema mais equilibrado, com laterais mais contidos ou até a entrada de um zagueiro adicional, recuando um meio-campista para a linha defensiva. Outra possibilidade é escalar um volante de marcação mais firme, como Guido Rodríguez, para dar mais proteção à zaga. A comissão técnica estuda essas alternativas para evitar novos sustos.
A ausência de Manzambi na Suíça facilita a vida da Argentina?
Manzambi era o principal nome ofensivo suíço, com três gols e uma média de 3,5 dribles por partida. Sua ausência tira um elemento de imprevisibilidade, mas o time ainda conta com Vargas, Ndoye e Embolo, jogadores rápidos e capazes de explorar as mesmas brechas defensivas que Cabo Verde e Egito utilizaram. A Argentina não pode relaxar.

