Quando falamos sobre Único Flamengo x Independiente Medellín foi há 62 anos; herói não esquece gol e briga de 15 minutos, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. O reencontro entre Flamengo e Independiente Medellín no Maracanã, pela Libertadores, evoca uma lembrança única e distante: o único confronto entre as equipes ocorreu há 62 anos. Naquela ocasião, em 12 de fevereiro de 1964, um jovem atacante vindo do banco de reservas se tornou o herói inesperado, marcando o gol da vitória e protagonizando cenas memoráveis de uma briga generalizada que durou cerca de 15 minutos. A história, repleta de detalhes pitorescos, é contada por Paulo Choco, hoje com 85 anos, um dos poucos remanescentes daquele time rubro-negro.
Relembrando o Gol que Decidiu o Único Confronto Histórico
A memória de Paulo Choco, mesmo após seis décadas, é vívida quando se trata do gol que garantiu a vitória flamenguista sobre os colombianos. “Eu entrei no lugar do Osvaldo (Ponte Aérea) ou do Airton”, recorda o ex-jogador, sem ter certeza absoluta de quem substituiu. “O Carlinhos (Violino) chutou a bola em gol, mas ela não chegou no gol e eu acompanhei o lance. Passei pelo zagueiro, pelo goleiro e entrei com bola e tudo. Foi 1 a 0 para a gente”, detalha Choco em entrevista ao ge.
Este confronto de 1964, até então o único na história entre os dois clubes, fez parte de uma extensa excursão do Flamengo pela América do Sul e Central. Ao passar pela Colômbia, o Rubro-Negro participou e venceu um torneio amistoso em Medellín. A conquista veio após vitórias contra o Atlético Nacional e, em seguida, contra o Independiente (à época chamado de Deportivo). Foi neste último duelo que a partida ganhou contornos dramáticos.
A Batalha de 15 Minutos: Polícia e Confusão em Campo
O clima esquentou em campo, culminando em uma briga generalizada que, segundo relatos da imprensa da época, envolveu até mesmo a intervenção policial e se estendeu por aproximadamente 15 minutos. Paulo Choco, que viveu intensamente os momentos pós-jogo, descreve a cena com um misto de apreensão e humor.
“A história é engraçada porque eu corri em volta do campo. O Marcial arrumou uma briga com os jogadores, e eu entrei em campo para defendê-lo, porque era meu amigo, morava comigo no Rio de Janeiro”, relembra Choco. “Aí quando vi só ficou eu lá, o pessoal todo tinha ido embora para o vestiário. Eu fiquei sozinho e falei: ‘Tenho que correr’. E os caras dando pancada em mim na cabeça, nas costas… Custei a entrar no túnel.”
A situação era tão tensa que, ao chegar ao vestiário, o então técnico Flávio Costa, ao ver Choco ainda agitado, ordenou que ele se aquecesse. A resposta do jogador, cheia de vivacidade, ilustra o calor do momento: “Seu Flávio, está tudo quente aqui em mim, não tem mais o que esquentar, não (risos)”.
O Legado de Paulo Choco e a Saudade dos Companheiros
Atualmente, Paulo Choco e o ex-lateral-esquerdo Paulo Henrique são os únicos sobreviventes daquele time do Flamengo que entrou em campo há 62 anos. O meia-atacante, com seu bom humor característico, brinca com a longevidade e a expectativa de reencontrar amigos em outra dimensão.
“Do resto, já se foram todos. Mas eu não estou com pressa, não, estou firme aqui ainda (risos)”, comenta. “Falam que estão me esperando para fazer o meio de campo lá. Meio de campo foi por três anos seguidos nós três (Paulo Choco, Carlinhos e Nelsinho Rosa). Os dois estão me esperando para fazer o meio de campo lá, mas não quero ir agora, não (risos)”.
Paulo Choco vestiu a camisa do Flamengo entre 1963 e 1968, disputando 142 partidas, marcando 42 gols e conquistando dois títulos cariocas (1963 e 1965). Após sua passagem pelo clube da Gávea, atuou por Náutico, Sport e River-PI, encerrando a carreira em 1974. Morando em Anápolis (GO) há muitos anos, ele mantém a paixão pelo futebol e acompanha o Flamengo com fervor.
“Rapaz, os outros ficam cansados de perguntar (risos). Se eu joguei lá seis anos, vou torcer para quem? Tem outro para torcer não. Se o Flamengo ganha eu durmo tranquilo. Quando ele perde eu quase não durmo”, confessa.
Expectativas para o Reencontro em 2026
Embora a mobilidade física de Choco seja limitada, sua mente permanece afiada e seu entusiasmo pelo Flamengo inabalável. Ele assistirá ao reencontro entre as equipes pela televisão, com otimismo declarado.
“Não perco um (jogo), tenho que assistir. O Flamengo deve ganhar, está com um time muito forte. O ataque é muito forte, se derem moleza faz três, quatro gols todo jogo. O time é bom, ganhador. E no Maracanã, campo nosso. Vai ser uns 3 a 0, mais ou menos”, projeta o ex-jogador.
Para aprofundar sobre outros confrontos históricos e a situação atual dos clubes, confira também: Não Deixe o Corinthians Afundar em Conflitos: A Posição que Amplifica o Racha Político. O cenário sul-americano é sempre repleto de histórias, e para entender melhor a ascensão de equipes inesperadas, veja o Segredo Por Trás do Independiente Rivadavia: Como o Rival do Fluminense Desbancou Gigantes e Lidera na Argentina. Entender o contexto de cada partida é fundamental, e para isso, saiba mais sobre Fortaleza Sofre Desfalques Cruciais: Escalação é Testada Contra América-RN Sem Fuentes e Guilherme. O futebol sul-americano também é marcado por polêmicas e processos disciplinares, como no caso de Renato Gaúcho Ignora Conmebol? Vasco Envia Defesa Escrita Contra Processo Disciplinar. E para se manter atualizado sobre as negociações e o mercado, confira Barboza Exige Transparência no Botafogo: Renovação Emperrada por Falta de Garantias.
Único Flamengo x Independiente Medellín foi há 62 anos; herói não esquece gol e briga de 15 minutos: Um Olhar Nostálgico
O reencontro em campo é um convite à nostalgia e à celebração de um capítulo singular na história de ambos os clubes. A história de Paulo Choco, o herói improvável daquele único Flamengo x Independiente Medellín há 62 anos, o gol decisivo e a memorável briga de 15 minutos, servem como um lembrete da paixão, imprevisibilidade e das histórias que o futebol é capaz de gerar.
A perspectiva de um novo capítulo nesta rivalidade, mesmo que com décadas de hiato, é sempre um momento aguardado pelos torcedores. E para aqueles que viveram a época, a lembrança de feitos como o de Paulo Choco se torna ainda mais especial.

