Franclim desabafa e critica arbitragem em derrota do Botafogo: “Dois pesos e duas medidas”
Quando falamos sobre Franclim desabafa e critica arbitragem em derrota do Botafogo: "Dois pesos e duas medidas", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. Após a dolorosa derrota do Botafogo para o Bahia, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, em partida válida pela 18ª rodada do Brasileirão 2026, o técnico Franclim Carvalho não poupou palavras ao comentar a atuação da equipe de arbitragem. Em sua primeira manifestação na coletiva pós-jogo, o comandante alvinegro expôs sua insatisfação, alegando uma gritante inconsistência nas decisões em campo.
Franclim direcionou suas críticas, em especial, ao comportamento do quarto árbitro e à conduta geral durante o confronto. Segundo o treinador, houve uma falta de equilíbrio na forma como as interações com a comissão técnica foram conduzidas e como as decisões foram tomadas, especialmente em momentos cruciais da partida.
Inconsistências na Gestão da Partida
“Me parece importante fazer uma ressalva. Não é aceitável que qualquer membro da equipe de arbitragem se sinta no direito de impor restrições à minha comissão técnica, como dizer ‘agora não falem mais comigo’ ou ‘não me peçam mais faltas’, e, logo em seguida, presenciar o gol de empate do adversário”, declarou Franclim, visivelmente contrariado.
Ele reconheceu a postura adequada do quarto árbitro, Lucas, em relação a ele pessoalmente, mas ressaltou uma discrepância no trato com os demais membros da comissão. “Se não há capacidade para gerir ambos os bancos de reservas com a mesma diligência, não se pode fazer tais declarações. Se a arbitragem não tem a capacidade de absorver e conduzir o fluxo do jogo de forma equânime, não deveria se manifestar dessa maneira”, completou.
Comparativo com Jogos Anteriores: “Dois Pesos e Duas Medidas”
O técnico fez questão de comparar a atuação da arbitragem neste jogo com um confronto anterior contra a Chapecoense, que também contou com o mesmo árbitro de campo. “Eu conversei com o árbitro. Na partida contra a Chapecoense, onde tivemos mais de 70% de posse de bola, assim como hoje contra o Bahia, e estávamos em igualdade numérica buscando o resultado, a rigidez da arbitragem foi mais acentuada quando o goleiro da Chapecoense segurava a bola por mais tempo”, explicou.
Franclim salientou a validade das regras, mas exigiu sua aplicação uniforme. “Eu disse a ele: ‘O que você fez hoje está correto’. Se são oito segundos para o goleiro bater o tiro de meta, são oito segundos. Está certíssimo. Mas essa mesma postura deveria ter sido aplicada no jogo da Copa, onde ele não marcou escanteios claros”, pontuou.
“Na Copa, ele (o árbitro) não podia parar o jogo a menos que fosse um lance mais grave, como uma pancada na cabeça. Hoje, ele parou o jogo por motivos que, para mim, não justificavam. Não podemos ter dois pesos e duas medidas na condução das partidas”, criticou veementemente.
O treinador, no entanto, fez questão de frisar que não utiliza a arbitragem como única justificativa para o resultado negativo. “Não estou aqui para justificar o resultado pela atuação do árbitro. Acho que o lance do Medina é uma questão de interpretação e não vou comentar o aspecto técnico. O que me chateia é a falta de padronização”, disse.
Outro ponto levantado por Franclim foi a diferença nos acréscimos concedidos. “O árbitro deu sete minutos no primeiro tempo e apenas seis no segundo. Não houve atendimento médico prolongado no segundo tempo, e eu fiz uma parada para substituição, assim como o Bahia. Achei o tempo extra excessivo”, observou.
Expulsão de Neto e Análise do Desempenho em Campo
Sobre a expulsão do jogador Neto no final do primeiro tempo, após uma reclamação que resultou em cartão amarelo e, posteriormente, em um segundo amarelo após a marcação de um escanteio, Franclim foi direto. “Sobre o lance do Neto, não me referi ao lance da expulsão em si, mas sim ao escanteio. Ainda não vi o lance detalhadamente, sei apenas o que o juiz me relatou. Mas, por essa razão, Neto errou. É impensável que um jogador perca o controle, por mais nervoso que esteja. Ele sabe que cometeu um erro”, admitiu.
Apesar das controvérsias com a arbitragem e da expulsão, o técnico fez questão de exaltar a entrega de seus jogadores. “Tivemos 15 monstros em campo que deram tudo para sair com um resultado diferente. Com 11 jogadores, estávamos melhor e conseguimos um belo gol com Hugo. Tivemos uma oportunidade clara com Medina que foi salva em cima da linha. Mesmo com 10, cedemos a bola ao adversário, mas ainda criamos chances com Matheus Martins e Mateo Ponte no final”, analisou.
Franclim enfatizou o espírito de luta demonstrado pela equipe. “Não quero falar de injustiça ou justiça. Quero falar dos 15 guerreiros que estiveram em campo. Perdemos no final, assim como já ganhamos no final em outras ocasiões. O importante é o compromisso e a atitude. Com essa entrega, será difícil para qualquer adversário”, concluiu.
Preocupação com o Gramado da Fonte Nova
O estado do gramado da Arena Fonte Nova também foi um ponto de atenção para o treinador. “Esse gramado é fraco. Prejudica a qualidade técnica dos atletas de ambos os times, que possuem muita qualidade. Não sei como resolver isso. Não é verdade que o gramado do Bahia seja melhor que o nosso campo sintético. Os atletas não conseguem expor suas qualidades”, lamentou.
Por fim, Franclim expressou confiança no futuro da equipe, apesar do revés. “O Ferraresi se sentiu culpado após o gol contra, é um ser humano e é normal que fique afetado. Gosto muito dele e foi um lance infeliz. Mas, mesmo após esse momento, tivemos chances de virar. Estou feliz com todos os 15 atletas que estiveram em campo. Com este compromisso e atitude, será muito difícil bater o Botafogo”, finalizou.
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