Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Ganso no limite: a contagem regressiva para a trava
- O que diz o regulamento?
- A lista dos 12 jogadores do Fluminense que ainda não chegaram a 13 jogos
- Zubeldía e o “bode na sala”: por que tão poucos minutos?
- Mercado de transferências: a contagem regressiva até 11 de setembro
- O que esperar para o restante da temporada?
- Perguntas Frequentes
- O que acontece se um jogador completar 13 jogos no Brasileirão?
- Ganso pode ser negociado ainda em 2026?
- Quem mais corre risco de ficar preso no Fluminense por causa dessa regra?
Pontos Principais
- Ganso soma 12 partidas no Brasileirão 2026 e, se entrar em campo mais uma vez, fica impedido de jogar por outro clube na competição.
- Além do meia, outros 12 atletas do elenco tricolor ainda não atingiram a marca de 13 jogos, condição que pode travar transferências domésticas.
- Luis Zubeldía tem optado por um grupo reduzido, deixando nomes como Paulo Henrique Ganso, Germán Cano e Ignácio com poucas oportunidades.
- A janela de transferências doméstica segue aberta até 11 de setembro, e a diretoria tricolor pode precisar decidir entre segurar ou liberar essas peças.
A tensão nos bastidores do Fluminense aumentou depois que o meia Ganso 13 jogos se tornou o centro de um debate que pode mudar o destino de vários jogadores no clube. O camisa 10, com 12 partidas no Brasileirão, está a um passo de atingir o limite que o prende ao time até o fim do campeonato — e isso mexe com os planos de todo o elenco.
De acordo com o regulamento da CBF, qualquer atleta que complete 13 partidas na Série A não pode mais atuar por outra equipe brasileira na mesma temporada. E não é só Ganso que vive essa incerteza: pelo menos 12 jogadores tricolores ainda não bateram essa marca, e a lista inclui nomes de peso que mal têm sido aproveitados pelo técnico Luis Zubeldía.
Quer saber quem são os jogadores na berlinda e o que isso significa para o restante da temporada? Preparamos um raio-X completo. Confira também como o mercado de transferências tem se comportado no Brasil e quais clubes estão de olho em oportunidades de última hora.
Ganso no limite: a contagem regressiva para a trava
Paulo Henrique Ganso viveu um ano de 2026 turbulento. Em maio, o meia quase deixou o Fluminense após um desgaste público com a diretoria. Mas a saída não se concretizou, e ele permaneceu no elenco. O problema é que, com apenas 12 jogos no Brasileirão, o veterano está a um passo de acionar a trava que o impede de vestir outra camisa nacional.
No jogo contra o Grêmio, Ganso ficou no banco e não foi utilizado. Antes disso, havia ficado fora dos relacionados contra o Bragantino, por opção de Zubeldía. A impressão que fica é que o treinador prefere poupar o meia — ou evitar que ele atinja o limite? A dúvida ronda as Laranjeiras.
“Ele tem contrato até o fim de 2026 e está à disposição. Só entra se houver necessidade, mas a contagem está sendo monitorada de perto”, revelou uma fonte próxima ao departamento de futebol.
O que diz o regulamento?
A regra 13 da CBF é clara: se um jogador atuar em 13 partidas do Brasileirão por um mesmo clube, não pode defender outro time na mesma competição. Isso vale tanto para transferências domésticas quanto para empréstimos. Para Ganso, a 13ª partida significaria um “adeus” a qualquer chance de sair para outra equipe brasileira em 2026 — restando apenas uma eventual proposta do exterior.
A lista dos 12 jogadores do Fluminense que ainda não chegaram a 13 jogos
Não é só Ganso que vive essa corda bamba. O ge levantou todos os atletas do elenco tricolor com menos de 13 aparições no Brasileirão. Veja na tabela abaixo:
| Posição | Jogador | Jogos no Brasileirão 2026 |
|---|---|---|
| Goleiro | Vitor Eudes | 0 |
| Goleiro | Marcelo Pitaluga | 0 |
| Lateral | Júlio Fidélis | 0 |
| Zagueiro | Ignácio | 9 |
| Zagueiro | Igor Rabello | 0 |
| Zagueiro | Millán | 4 |
| Meio-campo | Alisson | 8 |
| Meio-campo | Nonato | 7 |
| Meio-campo | Otávio | 6 |
| Meio-campo | Ganso | 12 |
| Atacante | Riquelme | 3 |
| Atacante | Castillo | 12 |
| Atacante | Germán Cano | 6 |
Dessa lista, alguns nomes chamam a atenção. Castillo, com 12 jogos, está na mesma situação de Ganso: um passo do travamento. Germán Cano, artilheiro histórico, tem apenas seis partidas e mal entra em campo. Ignácio, com nove, parece ser opção de banco. E os goleiros reservas, Vitor Eudes e Marcelo Pitaluga, sequer atuaram.
Zubeldía e o “bode na sala”: por que tão poucos minutos?
Luis Zubeldía assumiu o Fluminense com a missão de dar um choque de gestão no elenco. Mas a verdade é que o argentino tem priorizado um núcleo duro de jogadores, deixando várias peças no limbo. Entre lesões, opções táticas e até questões extracampo, a rotação tem sido mínima.
“O Zubeldía não esconde que prefere um time enxuto. Ele confia em 14 ou 15 nomes e o resto vira bucha de canhão”, comentou um analista esportivo. Para aprofundar como outros técnicos da Série A lidam com elencos longos, veja o caso de Abel Ferreira no Palmeiras, que também enfrenta dilemas com reservas.
No Fluminense, o calendário apertado e a sequência de seis jogos seguidos no Rio de Janeiro podem forçar Zubeldía a rodar o elenco. Se isso acontecer, Ganso e Castillo podem ver os 13 jogos batidos e, com eles, a chance de uma saída doméstica evaporar.
Mercado de transferências: a contagem regressiva até 11 de setembro
A janela doméstica do futebol brasileiro está aberta até 11 de setembro de 2026, mesma data de fechamento da janela internacional. Isso significa que clubes interessados em Ganso, por exemplo, têm poucas semanas para negociar antes que o meia atinja o limite.
Vale lembrar que Ganso quase saiu em maio, mas a diretoria recuou. Agora, com o contrato se encerrando em dezembro, a chance de vê-lo vestir outra camisa ainda existe, mas depende de uma combinação de fatores: proposta que agrade, vontade do jogador e, claro, que ele não entre em campo mais uma vez.
Outro caso emblemático é o de Germán Cano. O argentino, de 38 anos, tem sido preterido por jovens atacantes. Com apenas seis jogos, ele dificilmente será negociado, mas a falta de minutagem preocupa a torcida. Descubra como outras torcidas, como a do Botafogo, se mobilizam para trazer ídolos de volta — algo que os tricolores também fazem, mas com menos sucesso.
O que esperar para o restante da temporada?
O Fluminense tem uma sequência decisiva pela frente, com seis partidas consecutivas no Rio — fator que pode tanto ajudar na recuperação no Brasileirão quanto acelerar a definição do futuro desses jogadores. Se Zubeldía decidir escalar Ganso contra o Vasco, na próxima rodada, o meia atingirá os 13 jogos e estará, para todos os efeitos, preso no clube.
Do lado da diretoria, a posição oficial é de que Ganso cumprirá o contrato. Mas nos bastidores, o telefone toca. Propostas de equipes da Série B ou até do exterior não estão descartadas. O tempo, porém, corre contra.
Perguntas Frequentes
O que acontece se um jogador completar 13 jogos no Brasileirão?
De acordo com o regulamento da CBF, um atleta que atue em 13 partidas do Campeonato Brasileiro por um mesmo clube não pode mais defender outra equipe nacional na mesma competição. Isso vale para transferências, empréstimos ou qualquer mudança de clube no Brasil.
Ganso pode ser negociado ainda em 2026?
Sim, desde que não ultrapasse a marca de 13 jogos no Brasileirão. Atualmente com 12, Ganso pode ser vendido para clubes do exterior (já que a trava só vale para o Brasil) ou para times brasileiros apenas se não entrar em campo na 13ª partida. A janela doméstica fecha em 11 de setembro.
Quem mais corre risco de ficar preso no Fluminense por causa dessa regra?
Além de Ganso, o atacante Castillo também tem 12 jogos e está na mesma situação. Outros jogadores com menos de 13 partidas, como Ignácio (9), Alisson (8) e Nonato (7), ainda têm margem para ser negociados, mas a baixa minutagem sob o comando de Zubeldía dificulta uma eventual saída.

