Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O peso da camisa 9 e a responsabilidade da cal
- Savarino: o venezuelano que não erra
- Traumas que não se repetem: o fantasma das penalidades
- O caso Ganso: o que ele ainda pode oferecer?
- O que esperar das próximas partidas
- Perguntas Frequentes
- Quem são os novos batedores de pênalti do Fluminense?
- Qual o histórico recente de pênaltis do Fluminense?
- Hulk e Savarino vão cobrar todos os pênaltis daqui para frente?
Pontos Principais
- Hulk e Savarino, reforços de 2026, assumiram a bucha das cobranças de pênalti no Fluminense com 100% de aproveitamento até agora.
- Savarino acertou todas as três cobranças que fez; Hulk converteu na estreia oficial contra o Grêmio e repetiu o feito do amistoso.
- A dupla substituiu um rodízio que causou traumas recentes, como a eliminação na Copa do Brasil de 2026 e o vice no Carioca de 2026.
- Ganso, o batedor oficial, perdeu espaço e vive futuro incerto – o que abriu caminho para os novos donos da bola parada.
- Com decisões pela frente (Vasco na Copa do Brasil e Independiente Rivadavia na Libertadores), a precisão nas penalidades pode definir a temporada.
Pênaltis Hulk Savarino se tornaram a nova tábua de salvação do Fluminense. Em um time que já sofreu com a bola na marca da cal – e que coleciona eliminações dramáticas por falhas individuais – os dois reforços chegaram para transformar a fragilidade em força. Hulk balançou a rede contra o Grêmio no último domingo, enquanto Savarino mantém uma invejável taxa de acerto de 100% desde que vestiu a camisa tricolor. Mas por que, afinal, o clube das Laranjeiras precisou recorrer a esses novos nomes? E o que os números revelam sobre a mudança?
O peso da camisa 9 e a responsabilidade da cal
Hulk não é apenas um nome de peso. Ele carrega nas chuteiras a experiência de quem já decidiu títulos na Europa, na seleção brasileira e, recentemente, no Atlético-MG. Mas sua chegada ao Fluminense, em janeiro de 2026, veio acompanhada de uma missão específica: assumir a cobrança de pênaltis. No amistoso contra o Bahia, ele já havia mostrado a que veio. Contra o Grêmio, em partida válida pela abertura do returno do Brasileirão, confirmou: gol de pênalti aos 19 minutos do segundo tempo, garantindo o empate por 1 a 1.
O jogo, porém, deixou um sabor amargo. O time de Luis Zubeldía teve uma atuação abaixo da crítica, com pouca criação e dependência do goleiro Fábio para evitar um resultado pior. Mas, no quesito pênalti, a sorte parece ter virado. Leia também: Torcida vira fardo? Fortaleza amarga prejuízo em casa na Série B
Savarino: o venezuelano que não erra
Se Hulk chegou como o nome consolidado, Savarino tem sido a grata surpresa. O atacante venezuelano, contratado junto ao Real Salt Lake, não perdeu uma única cobrança desde que passou a ser o batedor oficial. Foram três pênaltis convertidos: contra Chapecoense (Brasileirão), Operário-PR (Copa do Brasil) e Deportivo La Guaira (Libertadores). Em todas, a bola foi parar no fundo da rede com uma frieza de gelar.
O curioso é que Savarino não estava em campo contra o Grêmio – poupado por desgaste físico. Mas seu retrospecto já o coloca como o principal nome para as próximas cobranças. Enquanto isso, Ganso, que era o cobrador oficial, sequer entrou nos últimos jogos. O meia vive uma novela sobre o futuro e já foi comunicado de que o clube negocia sua saída – algo que não se concretizou, mas que o afastou das decisões em campo.
| Jogador | Pênaltis em 2026 (tempo normal) | Resultado |
|---|---|---|
| Canobbio | 1 | Perdeu |
| Ganso | 2 | 2 gols |
| Renê | 1 | Perdeu |
| Savarino | 3 | 3 gols |
| John Kennedy | 1 | Perdeu |
| Hulk | 1 | Gol |
Os números mostram uma clara diferença. Enquanto em 2026 o time teve seis cobradores diferentes – com destaque para Cano e Arias, mas também falhas de Everaldo e John Kennedy –, em 2026 a tendência é de centralização. E com sucesso. Até agora, foram quatro acertos em seis tentativas no tempo normal (66,6%), mas os erros (Canobbio, Renê e John Kennedy) já não assombram mais: a dupla Hulk-Savarino acertou todas.
Traumas que não se repetem: o fantasma das penalidades
O torcedor tricolor ainda lembra com dor da semifinal da Copa do Brasil de 2026 contra o Vasco. Na decisão por pênaltis, Thiago Silva, Ganso e Renê converteram, mas John Kennedy e Canobbio erraram. O Fluminense foi eliminado em pleno Maracanã. Poucos meses depois, no Carioca de 2026, novo drama: na final contra o Flamengo, Ganso, Savarino, Arana e John Kennedy marcaram, mas Guga e Otávio desperdiçaram. Vice-campeonato nos pênaltis.
Essas marcas profundas geraram uma preocupação interna. A diretoria e a comissão técnica sabiam que não podiam mais depender de um rodízio de batedores. Foi quando surgiu a oportunidade de trazer Hulk – um dos melhores cobradores de pênalti do futebol brasileiro nos últimos anos – e de confiar em Savarino, que já mostrava segurança nos treinos. Confira também: Franclim vibra com reencontro e manda recado no Botafogo
O resultado? Até o momento, zero traumas. E com decisões importantes no horizonte – oitavas de final da Copa do Brasil contra o Vasco (jogo de ida no sábado, volta na semana seguinte) e oitavas da Libertadores contra o Independiente Rivadavia (em agosto) –, ter dois nomes confiáveis na marca da cal pode ser o diferencial entre a glória e a tragédia.
O caso Ganso: o que ele ainda pode oferecer?
Ganso é um dos jogadores mais técnicos do elenco. Sua batida é suave, quase sempre no canto esquerdo do goleiro, com precisão. Mas a falta de ritmo e a indefinição contratual o tiraram da briga. Desde maio, quando o clube comunicou que ele negociava a saída, o meia não foi mais o mesmo. Nas duas cobranças que fez em 2026, ambas foram gols – contra adversários menores. Mas a confiança da comissão técnica parece estar nos novos nomes.
Vale lembrar que, em 2026, Ganso foi um dos heróis na semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco (converteu sua cobrança), mas também viu o time ser eliminado. A história pode ser diferente se Hulk e Savarino mantiverem a frieza.
O que esperar das próximas partidas
O Fluminense tem uma sequência pesada pela frente. O próximo compromisso é contra o Bahia, quarta-feira, pela 21ª rodada do Brasileirão, no Maracanã. Depois, o reencontro com o Vasco pela Copa do Brasil, em dois jogos que podem definir o rumo da temporada. Se houver pênaltis, a torcida pode respirar aliviada. Hulk e Savarino são os nomes da vez.
E não para por aí. Em agosto, o time encara o Independiente Rivadavia nas oitavas da Libertadores. O adversário argentino é desconhecido, mas a pressão por avançar na competição continental é enorme. Mais uma vez, a precisão nas penalidades pode ser crucial – especialmente em partidas eliminatórias que muitas vezes vão para a prorrogação e os temidos pênaltis.
Para o técnico Luis Zubeldía, ter dois batedores de alto nível é um luxo. Mas também gera dúvidas: quem cobra quando os dois estiverem em campo? Nos treinos, a hierarquia parece clara: Savarino é o primeiro, Hulk o segundo. Mas em um jogo decisivo, a experiência do ex-atleticano pode pesar. Descubra: Dudu se emociona em reencontro com torcida do Palmeiras
De qualquer forma, o Fluminense de 2026 já não é mais aquele time que treme na marca da cal. Com Hulk e Savarino, a bola tem endereço certo. E se depender dos números, o gol é quase certeza.
Perguntas Frequentes
Quem são os novos batedores de pênalti do Fluminense?
Os reforços Hulk e Savarino assumiram a função principal de cobrar pênaltis no Fluminense em 2026. Savarino tem 100% de aproveitamento com três gols, enquanto Hulk acertou sua primeira cobrança oficial contra o Grêmio. Ganso, que era o cobrador oficial, perdeu espaço e vive situação incerta no clube.
Qual o histórico recente de pênaltis do Fluminense?
Em 2026, o Fluminense perdeu duas decisões importantes nos pênaltis: a semifinal da Copa do Brasil para o Vasco e a final do Carioca para o Flamengo. Isso gerou um trauma que motivou a busca por batedores mais confiáveis. Em 2026, antes da chegada de Hulk e Savarino, o time já havia tido erros de Canobbio, Renê e John Kennedy no tempo normal.
Hulk e Savarino vão cobrar todos os pênaltis daqui para frente?
Sim, segundo a hierarquia estabelecida por Luis Zubeldía. Savarino é o primeiro cobrador, seguido por Hulk. Em jogos onde ambos estiverem em campo, a decisão será baseada em quem estiver mais confiante ou em quem tem melhor histórico contra o goleiro adversário.

