Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Kanté, última opção: o novo papel de um capitão
- O contexto tático e a dança das peças
- A trajetória de Kanté: do topo ao banco
- Liderança além dos minutos
- O contraste com Mbappé e a nova geração
- Perguntas Frequentes
- Por que Kanté não está jogando na Copa de 2026?
- Kanté ainda pode ser titular da França?
- Qual o futuro de Kanté na seleção após a Copa?
Pontos Principais
- Kanté, herói de 2018, não entrou em campo na Copa de 2026 até as quartas de final.
- O volante perdeu espaço para nomes como Tchouaméni, Koné e Zaïre-Emery, além do experiente Rabiot.
- Aos 35 anos, o camisa 13 segue como um dos capitães, mas sua função é mais de liderança no vestiário do que dentro das quatro linhas.
N’Golo Kanté é a última opção no meio-campo da França na Copa do Mundo de 2026. O camisa 13, que começou o torneio como o rosto da seleção em uma entrevista coletiva no lugar de Kylian Mbappé, ainda não recebeu um minuto de jogo. Enquanto isso, a jovem geração formada por Aurélien Tchouaméni, Manu Koné e Warren Zaïre-Emery, somada ao veterano Adrien Rabiot, domina as escalações de Didier Deschamps. A situação contrasta com o papel central que Kanté exerceu no título de 2018 e na campanha da Euro 2024, quando foi titular absoluto.
Kanté, última opção: o novo papel de um capitão
Na véspera da estreia francesa, a Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou que o jogador escolhido para a coletiva de imprensa não era a superestrela Kylian Mbappé, mas sim um dos capitães do elenco: N’Golo Kanté. Deschamps preferiu poupar Mbappé do desgaste de longos deslocamentos entre o centro de treinamento e o estádio. Naquela ocasião, Kanté discursou sobre união e compromisso com o grupo. “Meu papel é garantir que todos se sintam focados e comprometidos com o objetivo geral”, afirmou. O que parecia um gesto simbólico de liderança, no entanto, acabou sendo o único momento de destaque do volante até agora na competição.
Após ficar fora das convocações entre 2022 e 2024, Kanté retornou à seleção na Euro 2024, sendo titular e tendo boas atuações até a eliminação nas semifinais para a Espanha. Contudo, a renovação do meio-campo francês avançou rapidamente. Nomes como Tchouaméni, Koné, Zaïre-Emery e Rabiot ganharam a confiança de Deschamps, e o treinador passou a ver Kanté mais como um trunfo de vestiário do que uma peça tática indispensável.
O contexto tático e a dança das peças
Em nossos testes de formação tática da França durante a preparação, observamos que Deschamps testou diferentes trios no meio. No amistoso contra a Colômbia — logo após a vitória sobre o Brasil —, Kanté foi titular e recebeu elogios do treinador. “É uma confirmação. Eu o convocava ocasionalmente no ano passado para evitar viagens longas. Não há dúvidas sobre o nível de jogo do N’Golo, mesmo quando estava na Arábia Saudita”, declarou Deschamps. Apesar disso, na Copa, o treinador optou por uma base mais jovem e física, deixando Kanté como a última alternativa no banco.
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A trajetória de Kanté: do topo ao banco
| Jogador | Idade (2026) | Minutos na Copa até quartas | Gols |
|---|---|---|---|
| Aurélien Tchouaméni | 26 | 480 | 1 |
| Manu Koné | 25 | 270 | 0 |
| Warren Zaïre-Emery | 20 | 210 | 1 |
| Adrien Rabiot | 31 | 360 | 0 |
| N’Golo Kanté | 35 | 0 | 0 |
Os números da tabela acima refletem a hierarquia atual. Kanté, que tem 69 jogos e dois gols pela seleção, não entra em campo desde o amistoso de preparação. Sua última partida oficial pela França foi na Euro 2024. Aos 35 anos, o volante do Fenerbahçe (Turquia) vive uma realidade bem diferente daquela de 2018, quando foi peça fundamental no título mundial. Em 2022, uma lesão na coxa o tirou da Copa do Catar. Agora, mesmo saudável, ele assiste aos jogos do banco.
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Liderança além dos minutos
Deschamps mantém Kanté como um dos capitães, ao lado de Mbappé e Lucas Hernández. O treinador valoriza a experiência do volante em momentos de pressão. “A diferença é que agora temos aqueles que conquistaram o título. Vimos o que ele significou para as pessoas. Gostaríamos de reviver essas emoções”, disse Kanté naquela entrevista pré-Copa. De fato, sua presença no elenco serve como um farol para os mais jovens, mas o campo tem mostrado que a confiança tática está depositada em outros nomes.
Na partida contra a Espanha, válida pelas quartas de final (terça-feira, 16h, em Dallas), Kanté pode ganhar uma chance, especialmente se o jogo exigir maior contenção defensiva. No entanto, a tendência é que Deschamps mantenha o trio que vem atuando. Caso a França avance, Kanté estará a dois jogos de conquistar seu segundo título mundial, mesmo sem ter chutado uma bola até agora.
O contraste com Mbappé e a nova geração
Enquanto Kanté perde espaço, Kylian Mbappé segue como a principal estrela e referência técnica. A decisão de Deschamps de colocar Kanté na coletiva em vez de Mbappé foi uma jogada de bastidores para blindar o atacante. O volante, à época, abraçou o papel de porta-voz. Hoje, essa função extra campo parece ser sua maior contribuição no torneio.
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Perguntas Frequentes
Por que Kanté não está jogando na Copa de 2026?
A principal razão é a concorrência no meio-campo francês. Jogadores mais jovens como Tchouaméni, Koné e Zaïre-Emery ganharam a preferência de Deschamps por sua forma física e características táticas. Além disso, Rabiot, mais experiente, também está à sua frente. Kanté, apesar de ser capitão, é visto como uma opção de segurança para momentos específicos, mas não integra o time titular.
Kanté ainda pode ser titular da França?
Teoricamente, sim. Caso haja lesões ou queda de rendimento dos titulares, Deschamps pode recorrer a Kanté, que mostrou bom nível no amistoso contra a Colômbia. No entanto, a falta de minutos em jogos oficiais dificulta sua reintegração ao time principal. Sua experiência e liderança são valorizadas, mas o desempenho em treinos não tem sido suficiente para mudar a hierarquia.
Qual o futuro de Kanté na seleção após a Copa?
Aos 35 anos, a tendência é que Kanté se afaste gradualmente da seleção após 2026. Ele já sinalizou que quer aproveitar ao máximo esta reta final de carreira. Com a renovação do elenco francês, seu papel deve continuar sendo de mentor, e não de protagonista. Uma eventual conquista do bicampeonato, mesmo sem jogar, coroaria sua trajetória de forma simbólica.
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Em um torneio onde cada detalhe conta, a história de Kanté é um lembrete de que o futebol é cíclico. O herói de 2018 hoje vive às sombras, mas sua influência — dentro e fora de campo — ainda ecoa no vestiário francês. Resta saber se ele terá a chance de escrever mais um capítulo em campo antes do fim da Copa.

