Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O adeus que já era esperado: a transição planejada
- O bronze que mudou tudo e a espera de 16 anos
- O legado de uma pioneira
- Principais conquistas de Ketleyn Quadros
- O que dizem os bastidores
- Perguntas Frequentes
- Por que Ketleyn Quadros decidiu parar agora?
- Qual foi a reação do marido Alex Pombo?
- Qual o legado de Ketleyn para o judô feminino no Brasil?
Pontos Principais
- Ketleyn Quadros, 38 anos, anuncia pausa na carreira para se dedicar à maternidade
- Primeira brasileira a conquistar medalha olímpica individual e primeira mulher negra porta-bandeira do Brasil
- Judoca compara sonho de ser mãe à busca por uma medalha olímpica
- Deixa legado de superação e inspiração para futuras gerações
Ketleyn Quadros ser mãe não é apenas uma decisão pessoal, é a nova medalha que a judoca quer conquistar depois de 16 anos de glórias nos tatames. Aos 38 anos, a atleta de Ceilândia anunciou que vai deixar as competições para focar na maternidade, encerrando um ciclo histórico que incluiu dois bronzes olímpicos e a honra de carregar a bandeira brasileira em Tóquio. Emocionada, ela comparou a nova fase à busca por um ouro: “Minha próxima medalha olímpica é minha família”. Confira também a trajetória de outra jovem promessa do esporte nacional: Convocação para o Mundial Sub-18: Jennyfer Carvalho e o Desafio que Vai Mudar Sua Vida.
O adeus que já era esperado: a transição planejada
A decisão de parar não veio do nada. Ketleyn já havia feito um curso de transição de carreira oferecido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). “Antes mesmo de Tóquio 2020/2021 eu já tinha pensado na minha transição. Fui para as Olimpíadas muito jovem, foi muito intenso. Eu queria viver esse momento novamente, mas sabia que uma hora chegaria a hora de parar.” Ela conta que, após voltar de Tóquio, conversou com o marido Alex Pombo, também judoca olímpico, e disse: “Estou satisfeita. Se a gente quiser começar outro negócio, fazer uma transição de fato, estou pronta”. Foi o marido quem a convenceu a continuar, mas agora o relógio biológico falou mais alto.
A história de Ketleyn é marcada por superações. A menina que largou a natação para se dedicar ao judô, que saiu do Distrito Federal para conquistar o mundo, se tornou a primeira brasileira a subir no pódio em uma modalidade individual nos Jogos de Pequim 2008. “Me sinto abençoada por Papai do Céu por me escolher para ser essa pessoa que abre a porteira para que outras meninas tenham oportunidade”, disse ela, com os olhos brilhando.
O bronze que mudou tudo e a espera de 16 anos
Ketleyn conquistou seu primeiro bronze olímpico aos 20 anos na categoria leve (-57 kg) em Pequim 2008. Mas o caminho depois foi cheio de altos e baixos: ficou de fora de Londres 2012 e da Olimpíada do Rio 2016. “Esses anos passaram tão rápido que eu nem percebi que teve essa lacuna, porque o foco era ir para uma outra Olimpíada.” Em Paris 2024, ela voltou a brilhar, levando o bronze por equipes mistas, o primeiro pódio do judô brasileiro nessa modalidade. “Foi outro sonho realizado”, comemora.
Mas a maior medalha que ela busca agora não tem a ver com competições. “Sim, eu tenho esse sonho de ser mãe. Se você perguntar minha próxima medalha olímpica, espero que seja a minha família”, declarou. A decisão foi compartilhada com Alex Pombo, que a apoia incondicionalmente. “Ter um parceiro que sonha a mesma coisa que eu, que sabe como é essa vida de atleta, é super importante.” Saiba mais sobre como parcerias podem mudar o rumo de times: Parceria São José-Tocantinópolis Ganha Novo Desdobramento e Muda o Rumo da Segundona Tocantinense.
O legado de uma pioneira
Ketleyn não é apenas uma medalhista. Ela é a primeira mulher negra a ser porta-bandeira do Brasil em uma cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos (Tóquio 2020/2021). Isso a coloca em um patamar de representatividade que vai além do esporte. “Sempre tive referências de mulheres fortíssimas dentro de casa, minha mãe, minhas tias, minha avó. Elas são minhas principais referências no sentido de ocupar, de fazer as coisas que acredito, de confiar em mim.” Ela espera levar essa leveza e acolhimento para a maternidade. “Quero me tornar uma mãe super acolhedora, apaixonada, que consegue levar essa leveza para a criança também.”
Principais conquistas de Ketleyn Quadros
| Evento | Ano | Medalha |
|---|---|---|
| Jogos Olímpicos de Pequim | 2008 | Bronze (individual) |
| Jogos Olímpicos de Paris | 2024 | Bronze (equipes mistas) |
| Campeonato Mundial por Equipes | 2019, 2021, 2023 | Prata e dois bronzes |
| Porta-bandeira do Brasil (Tóquio) | 2020/2021 | Honra |
O que dizem os bastidores
A notícia pegou muitos fãs de surpresa, mas quem acompanha a carreira de Ketleyn sabia que essa hora chegaria. Aos 38 anos, ela deixa os tatames não por falta de vontade, mas por desejo de viver outra experiência. “Eu tô super feliz de fechar essa etapa da minha vida competitiva, mas jamais deixar de ser judoca. Não tem como deixar. E ansiosa, uma ansiedade boa, pros próximos capítulos da minha história”, afirmou. A transição de carreira está sendo conduzida com o apoio do COB e da Confederação Brasileira de Judô.
Para quem deseja se aprofundar no impacto das decisões de atletas, veja: Atlético-MG x Bahia: Duelo Explosivo que Pode Incendiar o Brasileirão. Embora em contextos diferentes, a paixão pelo esporte sempre encontra novos rumos.
Perguntas Frequentes
Por que Ketleyn Quadros decidiu parar agora?
Aos 38 anos, a judoca sentiu que era o momento certo para realizar o sonho da maternidade. Ela já havia planejado a transição de carreira desde antes de Tóquio 2020, e agora, com o apoio do marido e da família, decidiu dar esse passo. “Minha próxima medalha olímpica é minha família”, disse ela.
Qual foi a reação do marido Alex Pombo?
Alex Pombo, também judoca olímpico, sempre apoiou Ketleyn. Inicialmente, ele a incentivou a continuar competindo após Tóquio, mas quando ela manifestou o desejo de ser mãe, ele foi o primeiro a apoiar. “Ter um parceiro que sonha a mesma coisa que eu, que sabe como é essa vida de atleta, é super importante”, destacou a atleta.
Qual o legado de Ketleyn para o judô feminino no Brasil?
Ketleyn é um símbolo de superação e representatividade. Ela abriu portas para que outras meninas acreditassem que é possível chegar ao pódio olímpico, mesmo vindo de uma região periférica. Além disso, foi a primeira mulher negra a ser porta-bandeira do Brasil, inspirando novas gerações dentro e fora do esporte. Sua trajetória mostra que o sucesso não se mede apenas por medalhas, mas também pela capacidade de sonhar e realizar.

