Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O estrago jogo a jogo: um raio-X das lesões
- Zubeldía na corda bamba: a falta de amistosos e a transição assassina
- O fantasma de 2026 volta a assombrar?
- O que esperar do clássico contra o Vasco?
- Perguntas Frequentes
- Quais jogadores do Fluminense se lesionaram no retorno pós-Copa?
- O que Zubeldía disse sobre o excesso de lesões?
- Como está a situação de Millán e Thiago Silva?
Pontos Principais
- Desde o reinício do Brasileirão, seis jogadores do Fluminense sofreram lesões, a maioria na zaga.
- Zubeldía aponta a falta de amistosos e a transição agressiva como causas do estrago físico.
- Ignácio foi o único defensor a completar os 90 minutos contra o Bahia; outros três saíram machucados.
- Millán tem lesão grau 3 e pode ficar até seis semanas fora; Thiago Silva e Freytes ainda são dúvidas.
As lesões marcam retorno do Fluminense após parada para a Copa do Mundo de forma brutal, transformando o vestiário das Laranjeiras em uma verdadeira enfermaria. O técnico Zubeldía viu, em apenas três jogos, sua defensiva desabar – literalmente. Foram seis baixas diferentes desde a retomada do Campeonato Brasileiro, e o pior: os zagueiros estão caindo um a um, como peças de um dominó desgovernado.
Sim, as lesões marcam retorno do Fluminense após parada para a Copa do Mundo com uma tempestade de problemas musculares que já tiraram de combate nomes como Millán, Jemmes, Freytes e até o capitão Thiago Silva. A situação é tão crítica que, na partida contra o Bahia, o time escalou três duplas de zaga diferentes no mesmo jogo. Ignácio foi o único a resistir os 90 minutos – os outros três saíram mancando ou com dores.
Na entrevista coletiva pós-empate, Zubeldía não escondeu a frustração. Para ele, o curto período de preparação e a ausência de uma sequência de amistosos são os vilões. “Iniciamos os jogos oficiais com uma transição muito mais agressiva. Os zagueiros são os que mais sofrem: têm que fazer sprints, corridas longas. Acho que tem a ver com isso”, desabafou o treinador. O discurso encontrou eco entre os torcedores, que já veem o ano de 2026 como um replay do pesadelo de 2026, quando o Flu liderou o ranking de problemas médicos na Série A, com 53 ocorrências.
Para se ter uma ideia do caos, o Fluminense ficou 22 dias de folga durante a Copa, se reapresentou em 23 de junho e fez apenas dois amistosos antes de encarar o Bragantino. O resultado? Uma enxurrada de lesões que já soma seis atletas. A situação lembra o drama vivido por outros clubes brasileiros, como no caso de Lesão de Gabriel Pec escancara impunidade: relembre os casos mais chocantes de faltas graves e punições no futebol, onde a falta de preparo adequado expõe jogadores a riscos desnecessários.
O estrago jogo a jogo: um raio-X das lesões
Para entender a magnitude do problema, nada melhor que olhar para o calendário recente. Contra o Bragantino, na reestreia do Brasileirão, Jemmes e Millán deixaram o campo com lesões musculares. Contra o Grêmio, em Porto Alegre, Savarino e Castillo foram poupados por desconfortos na coxa. Já contra o Bahia, além de Arana (que já vinha de uma pancada), Freytes e Thiago Silva caíram. O saldo é alarmante.
| Jogador | Lesão | Previsão de retorno |
|---|---|---|
| Millán | Muscular grau 3 na coxa direita | 4 a 6 semanas |
| Jemmes | Grau 1 no adutor da coxa direita | Quase recuperado (15 dias) |
| Freytes | Dores no tornozelo direito | A ser avaliado |
| Thiago Silva | Dores no adutor da coxa direita | A ser avaliado |
| Castillo | Desconforto no adutor | Provavelmente disponível |
| Savarino | Incomodo na posterior da coxa esquerda | Já treina, tendência de titular |
O zagueiro colombiano Millán é o caso mais grave: lesão grau 3 significa ruptura de fibras musculares, e o Fluminense já prepara um período de recuperação que pode chegar a um mês e meio. Jemmes, com grau 1, está quase de volta e deve ser opção contra o Vasco. Já Freytes e Thiago Silva ainda passam por exames – a dupla titular que Zubeldía tanto confia pode desfalcar o time justamente no jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil, sábado.
Zubeldía na corda bamba: a falta de amistosos e a transição assassina
O técnico argentino não escondeu sua preocupação. Em tom de quem já viu o filme antes, ele listou os fatores que, na sua visão, transformaram o retorno em um verdadeiro massacre físico. “É difícil generalizar. Eu suponho que seja por não ter uma sequência de amistosos, pelo tempo curto de preparação. Nesse jogo de transição, os zagueiros são os que mais sofrem”, repetiu Zubeldía, quase como um mantra.
A análise faz sentido: após 22 dias parados, os atletas foram jogados direto no fogo cruzado do Brasileirão, contra equipes fortes como Bragantino, Grêmio e Bahia. A intensidade dos jogos oficiais, somada à falta de um choque de realidade nos amistosos, criou um cenário propício para estiramentos e dores musculares. Curiosamente, em 2026 o Fluminense havia reduzido o número de problemas médicos para 44 (contra 53 em 2026), graças a uma pré-temporada completa e mudanças no estilo de jogo. Mas essa evolução parece ter ido por água abaixo com a parada da Copa.
O treinador ainda revelou que poupou peças como Hércules e Guga contra o Bahia justamente pensando na sequência. “Foi planejado”, garantiu. Mas o plano foi por terra quando os titulares começaram a cair. A situação levanta um debate que vai além do Fluminense: será que os clubes brasileiros estão preparados para gerenciar o desgaste dos atletas em meio a um calendário maluco? Paulo Autuori Escancara Verdade sobre Série B e Promete Revolucionar o Fortaleza mostra como um técnico experiente enxerga a preparação física como pilar do sucesso – lição que Zubeldía tenta aplicar, mas sem sucesso até agora.
O fantasma de 2026 volta a assombrar?
Em 2026, o Fluminense foi o clube que mais sofreu com problemas médicos na Série A: 53 ao todo, segundo levantamento do Gato Mestre. Um recorde negativo que manchou a campanha e gerou críticas ao departamento médico. Em 2026, a diretoria investiu em mudanças, e o número caiu para 44. Mas, com este começo de 2026 pós-Copa, o fantasma do passado parece ter voltado.
Dos seis lesionados, três são zagueiros titulares ou reservas imediatos. Ignácio, que começou a temporada como opção, virou titular por necessidade. A falta de entrosamento entre as duplas de zaga é outro fator de risco: contra o Bahia, o time jogou com Freytes e Ignácio, depois Ignácio e Thiago Silva, e por fim Igor Rabello e Ignácio. Uma verdadeira dança das cadeiras defensiva.
A torcida, claro, já começa a pressionar. Nas redes sociais, o assunto “lesões do Fluminense” virou trending topic. Muitos apontam o dedo para a preparação física, outros para a sequência de jogos decisivos. O fato é que o clube entra em campo contra o Vasco no sábado com o DM lotado e a pressão nas alturas.
O que esperar do clássico contra o Vasco?
Zubeldía deve ter retornos importantes: Jemmes, Castillo e Savarino são as principais esperanças. Já Millán, Freytes e Thiago Silva são dúvidas. O treinador terá que reinventar o sistema defensivo para segurar o ataque vascaíno. A partida vale vaga nas quartas da Copa do Brasil, e um resultado negativo pode custar caro – não só no torneio, mas na moral do elenco.
Vale lembrar que o Fluminense já mostrou superação em momentos difíceis. Cruzeiro quebra hegemonia portenha com drama e desobediência: a reviravolta que parou o Brasil é um exemplo de como um time pode dar a volta por cima quando tudo parece perdido. Mas, para isso, é preciso que o DM pare de receber novos pacientes.
Perguntas Frequentes
Quais jogadores do Fluminense se lesionaram no retorno pós-Copa?
Até o momento, seis atletas: Millán, Jemmes, Freytes, Thiago Silva, Castillo e Savarino. A maioria são zagueiros ou laterais, o que afeta diretamente o sistema defensivo.
O que Zubeldía disse sobre o excesso de lesões?
O técnico argentino atribuiu o problema à falta de uma sequência de amistosos e ao tempo curto de preparação. Ele destacou que a transição agressiva dos jogos oficiais sobrecarrega os zagueiros, que precisam fazer sprints e corridas longas sem a base física adequada.
Como está a situação de Millán e Thiago Silva?
Millán sofreu lesão muscular de grau 3 na coxa direita e deve ficar de quatro a seis semanas fora. Thiago Silva sentiu dores no adutor da coxa direita e ainda passa por avaliação para saber a gravidade e o tempo de recuperação.
Para mais informações sobre lesões no futebol brasileiro, confira também: Lesão de Gabriel Pec escancara impunidade: relembre os casos mais chocantes de faltas graves e punições no futebol. Acompanhe também nossa análise sobre o desafio da altitude enfrentado pelo Botafogo, outro fator que pode gerar lesões.
Fontes: ge.globo, CBF, site oficial do Fluminense.

