Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Mancini técnico da Itália: o ‘destino’ que reaproximou as partes
- Ranieri: o ‘Tinkerman’ que quer fazer a torcida se apaixonar de novo
- O histórico de Mancini: do ouro à ausência
- O que esperar da nova Era Mancini?
- Perguntas Frequentes
- Por que Roberto Mancini voltou a ser técnico da Itália?
- Qual é o papel de Claudio Ranieri na nova comissão técnica?
- Quando será a estreia de Mancini nesta segunda passagem?
Pontos Principais
- Roberto Mancini é apresentado como novo técnico da Itália após três anos afastado, com a missão de recolocar a Azzurra em uma Copa do Mundo.
- Claudio Ranieri assume como diretor técnico da FIGC para coordenar a reestruturação das seleções de base e principal.
- Mancini admite arrependimento pela saída em 2026 e diz que ‘falha de comunicação’ com o presidente Gravina gerou o rompimento.
- Itália tenta se reerguer após a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo — feito inédito e humilhante para os tetracampeões.
Roma, 29 de julho de 2026 — O clima era de recomeço, arrependimento e promessa no ar. Em coletiva na sede da Federação Italiana de Futebol (FIGC), uma figura familiar voltou a sentar na cadeira mais pressionada do país: Roberto Mancini é apresentado como técnico da Itália pela segunda vez, com a difícil tarefa de devolver à seleção o brilho que sumiu nos gramados mundiais. Ao lado dele, Claudio Ranieri, 74 anos, encara o desafio de ser o novo diretor técnico da entidade — cargo deixado por Paolo Maldini — e ajudar a reconstruir um projeto que desabou.
Sim, leu certo: a Azzurra, tetracampeã do mundo, está pela terceira vez consecutiva fora de uma Copa do Mundo. A ausência em 2026 foi a pá de cal no caixão de Gennaro Gattuso, antecessor de Mancini. Agora, o técnico campeão da Eurocopa 2021 volta para tentar o improvável: fazer a Itália renascer das cinzas. E, de quebra, pedir desculpas pelo passado.
Mancini técnico da Itália: o ‘destino’ que reaproximou as partes
Na mesa da entrevista, Mancini não fugiu do elefante na sala: a saída polêmica para a Arábia Saudita em 2026, que deixou um gosto amargo na torcida e nos dirigentes. “Vou poupar vocês do trabalho e antecipar o assunto. Sobre o que aconteceu comigo alguns anos atrás, houve uma falha de comunicação com o presidente Gravina. Se tivéssemos conversado, tudo teria sido diferente”, disparou o treinador, visivelmente emocionado. “Para mim, vestir a camisa da seleção sempre foi algo muito importante. Fiquei triste por tê-la perdido e por esses três anos longe. Mas agora o destino me deu a oportunidade de recomeçar. Quero recolocar a seleção italiana no lugar que ela merece.”
A confissão pública não foi apenas retórica. Segundo fontes próximas à FIGC, o ex-técnico da Arábia Saudita procurou ativamente o retorno desde que viu o fracasso nas eliminatórias para a Copa de 2026. A Federação, por sua vez, precisava de um nome com peso e experiência para estancar a crise de credibilidade. E Mancini, mesmo com as mágoas do passado, era o nome mais forte disponível.
A volta de Mancini já tem data para a estreia: a próxima Data Fifa, quando a Itália enfrentará compromissos da Liga das Nações. O calendário não perdoa, e o novo ciclo já começa sob pressão. Afinal, a torcida italiana, que vaiou a seleção em amistosos recentes, ainda não esqueceu o abandono em 2026. Mas Mancini aposta no talento dos jovens para reverter a situação. “Quando você é técnico da seleção, sempre há pressão. Você precisa fazer o trabalho. Acho que existem alguns bons jovens italianos por aí. Você precisa confiar neles e deixá-los jogar”, afirmou ele, lembrando de casos como o de Zaniolo, que explodiu sob seu comando.
Ranieri: o ‘Tinkerman’ que quer fazer a torcida se apaixonar de novo
Claudio Ranieri, o veterano que conquistou a Premier League com o Leicester City, não veio para ser coadjuvante. Ele assume a direção técnica com a missão de coordenar todas as seleções italianas, das categorias de base à principal. “Estou surpreso por estar aqui. É uma situação difícil, mas minha carreira como treinador fala por si só sobre os desafios que enfrentei. Quero fazer com que os torcedores se apaixonem pela seleção nacional e permitir que crianças como meu sobrinho a vejam em grandes competições”, disse Ranieri, referindo-se à falta de visibilidade da Itália nas Copas.
A parceria entre os dois ex-técnicos promete ser o pilar da reestruturação. Se Mancini é o rosto da equipe principal, Ranieri será o cérebro por trás da formação de jogadores. Juntos, eles querem implementar uma identidade tática única desde o sub-18, algo que, segundo eles, faltou nos últimos anos. Mancini já adiantou: “Os jogadores do sub-18 devem jogar todos na mesma formação, desde o sub-18. Acho que é possível revelar bons jogadores aos 18 anos e, por isso, seria melhor ter uma identidade tática comum.”
Se o plano vingar, a Itália pode voltar a ser uma potência em médio prazo. Mas, para isso, precisará de resultados imediatos. A Liga das Nações será o primeiro teste de fogo. E a torcida, cética, espera ver mais do que discurso.
O histórico de Mancini: do ouro à ausência
Para entender o peso dessa volta, basta olhar os números. Mancini comandou a Itália entre 2018 e 2023, conquistou a Eurocopa de 2021 e montou uma sequência invicta histórica de 37 jogos — recorde mundial. Mas a decisão de aceitar a proposta da Arábia Saudita em 2026 quebrou o encanto. De herói nacional, ele virou alvo de críticas. Agora, tenta a redenção.
O contraste com o período de Gattuso é brutal. O ex-volante não conseguiu classificar a Itália para a Copa de 2026, repetindo os fracassos de 2018 e 2022. A eliminação nas eliminatórias foi um trauma que ecoou até nos escritórios da FIGC. A pressão por uma mudança era enorme, e o nome de Mancini, apesar da mágoa, surgiu como a única saída viável.
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A reação inicial dos torcedores? Dividida. Nas redes sociais, parte da torcida celebra o retorno do técnico que deu o título europeu, enquanto outra ainda não digeriu a saída. Mancini reconhece: “Minha primeira impressão dos torcedores? Entendo que alguns sejam contra, mas vou tentar tornar a seleção tão boa que os torcedores me perdoem.”
A franqueza do treinador pode ser a chave para reconquistar o público. Afinal, em tempos de crise, a sinceridade vale ouro. E a Itália precisa de cada gota de apoio para sair do buraco.
O que esperar da nova Era Mancini?
O principal objetivo do novo ciclo é claro e quase óbvio: recolocar a Itália em uma Copa do Mundo. Mas, além disso, Mancini quer deixar um legado. “Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece. Independentemente do que aconteceu em 2026, o objetivo é sempre vencer e jogar bem. Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens”, afirmou.
O tempo, no entanto, é curto. As eliminatórias para a Copa de 2030 começam em breve, e a Itália precisa engatar uma sequência de vitórias para não repetir os erros do passado. A dupla Mancini-Ranieri terá que agir rápido: identificar talentos, implantar o estilo de jogo e, acima de tudo, devolver a confiança a uma nação que se acostumou a ver a seleção como coadjuvante.
No fim das contas, a coletiva em Roma não foi apenas uma apresentação. Foi um pedido de desculpas, uma promessa e um grito de guerra. “Quero ganhar um ou dois troféus importantes. Gostaria de construir um projeto com a seleção nacional. E, se possível, ficar para além do meu contrato”, finalizou Mancini, já projetando um futuro que, para muitos, parece distante.
A bola vai começar a rolar em breve. E a Itália, com todo seu peso histórico, espera que o destino, desta vez, esteja ao seu lado.
Perguntas Frequentes
Por que Roberto Mancini voltou a ser técnico da Itália?
Mancini retornou após a Itália fracassar na classificação para a Copa do Mundo de 2026, a terceira ausência consecutiva. A Federação Italiana buscou um nome experiente para reconstruir a seleção, e o ex-técnico, que havia saído em 2026 para a Arábia Saudita, aceitou o desafio de recolocar a Azzurra no cenário mundial. Ele admite que houve uma falha de comunicação na saída e vê no retorno uma chance de redenção.
Qual é o papel de Claudio Ranieri na nova comissão técnica?
Claudio Ranieri foi nomeado diretor técnico da FIGC, substituindo Paolo Maldini. Ele será responsável por coordenar a área técnica de todas as seleções italianas, da base à principal. O objetivo é criar uma identidade tática comum e desenvolver jovens talentos para que a Itália volte a competir em alto nível. Ranieri trabalhará diretamente com Mancini na reestruturação do projeto esportivo.
Quando será a estreia de Mancini nesta segunda passagem?
A estreia está prevista para a próxima Data Fifa, quando a Itália disputará os primeiros compromissos da Liga das Nações. O calendário é apertado, e a expectativa é que o novo ciclo comece com a missão de vencer para recuperar a confiança da torcida e do elenco.
Confira o calendário da Liga das Nações no site oficial da UEFA

