A recuperação de Martinelli ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, no CT Carlos Castilho: nove dias após passar por uma artroscopia no joelho esquerdo, o volante do Fluminense iniciou corridas em uma esteira antigravidade. O equipamento reduz a carga sobre o corpo durante o exercício, mas o jogador ainda precisa avançar por outras etapas antes de voltar aos treinos no campo.
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Recuperação de Martinelli avança com corrida controlada
Martinelli foi submetido a uma artroscopia para tratar uma lesão no menisco lateral do joelho esquerdo. O procedimento ocorreu em 26 de outubro e, conforme as informações divulgadas pelo clube, foi bem-sucedido. Desde então, o atleta segue o processo de reabilitação acompanhado pela estrutura médica e de preparação física do Fluminense.
O vídeo publicado pelo volante nas redes sociais mostrou a atividade na esteira especial e chamou atenção pela etapa alcançada pouco mais de uma semana depois da cirurgia. A imagem, porém, não significa que ele esteja liberado para treinar normalmente ou disputar uma partida. Correr com suporte reduzido de peso é uma atividade controlada, diferente das exigências de um treino coletivo ou de um jogo.
O prazo inicialmente estimado pelo Fluminense para o afastamento era de quase seis semanas. Uma evolução acima do esperado pode abrir a possibilidade de Martinelli voltar a atuar ainda em 2026, mas essa hipótese depende da resposta do joelho às próximas fases. O clube não confirmou uma data de retorno, e o avanço observado até aqui não elimina a necessidade de cautela.
A situação do volante se conecta ao cenário mais amplo de recuperação e disponibilidade do elenco tricolor, acompanhado em atualizações sobre Martinelli e Millán no Fluminense. Para a comissão técnica, a volta de um jogador lesionado não é definida apenas pela capacidade de correr: também envolve progressão de carga, segurança nos movimentos e retomada gradual das atividades específicas do futebol.
Como a esteira antigravidade reduz o impacto
O aparelho utilizado por Martinelli trabalha com uma bolsa pressurizada que envolve a parte inferior do corpo. Uma cinta ajustada à cintura ajuda a vedar o espaço, enquanto a pressão do ar cria uma força de sustentação. Com isso, o equipamento diminui a parcela do peso corporal que o atleta precisa suportar durante a corrida.
Na prática, a equipe pode regular o nível de suporte e permitir que o jogador se movimente com uma fração do peso habitual. A notícia sobre o treino não informou qual percentual foi aplicado a Martinelli. Portanto, não é possível concluir, apenas pelo vídeo, quanto da carga corporal foi reduzida ou qual foi a intensidade prescrita para a sessão.
Esse controle pode ser útil no início da retomada da corrida porque permite trabalhar o gesto de locomoção com menor carga sobre as articulações. A esteira também mantém o exercício em um ambiente previsível, no qual velocidade e duração podem ser ajustadas. Isso não substitui a avaliação clínica nem garante uma recuperação mais rápida por si só; funciona como uma ferramenta dentro de um plano definido pelos profissionais responsáveis.
O equipamento ficou conhecido por aparecer em sessões de Cristiano Ronaldo durante sua passagem pelo Real Madrid. No caso do Fluminense, a aquisição foi feita em parceria com a Le Forzz, empresa ligada ao fornecimento de equipamentos para preparação física e fisioterapia do clube. O custo informado para a esteira é de aproximadamente R$ 500 mil.
O investimento ajuda a ampliar as opções de trabalho disponíveis no centro de treinamento, mas a tecnologia não elimina as etapas do tratamento. Uma esteira antigravidade pode facilitar exercícios com carga ajustável; não permite, por si só, acelerar a cicatrização do menisco nem comprova que o joelho esteja pronto para mudanças bruscas de direção, disputa física ou aceleração máxima.
Corrida na esteira não significa retorno imediato
O próximo passo previsto para Martinelli é avançar para atividades físicas mais intensas e, depois, correr normalmente no campo. Essa transição é relevante porque o gramado e os exercícios do futebol impõem desafios distintos dos de uma corrida controlada: há mudanças de ritmo, deslocamentos laterais, frenagens e movimentos que exigem resposta rápida do atleta.
Em uma reabilitação, a progressão costuma considerar a tolerância à carga e a resposta do local tratado ao exercício. No caso do volante, os dados disponíveis não detalham critérios clínicos, testes funcionais ou parâmetros usados pela equipe médica. Por isso, não cabe transformar a primeira corrida em uma previsão fechada sobre a volta aos jogos.
A artroscopia é um procedimento cirúrgico realizado com instrumentos introduzidos por pequenas incisões, e foi usada para corrigir o problema no menisco lateral. Mesmo com a evolução inicial relatada, a recuperação depende da resposta individual do jogador e da liberação progressiva para tarefas mais exigentes. A equipe precisa equilibrar o desejo de contar com o atleta e o cuidado para não expor o joelho a uma carga incompatível com o estágio do tratamento.
Esse tipo de cautela aparece em lesões de diferentes modalidades e posições. O caso de Rodri, por exemplo, também mostra como uma lesão pode afetar o planejamento de uma equipe, embora se trate de outro jogador e de um contexto médico próprio, detalhado na lesão muscular que tirou Rodri do Barcelona. Cada diagnóstico exige avaliação individual; comparações servem para entender o impacto esportivo, não para projetar prazos iguais.
O que a evolução muda para o Fluminense
Martinelli ficou fora dos últimos compromissos do Fluminense por causa do problema no joelho. Como volante, sua função envolve participação na saída de bola, cobertura dos espaços centrais e disputa por segundas bolas. A ausência pode exigir ajustes na escalação e na distribuição das tarefas, mas a notícia da corrida não confirma quando o jogador poderá reassumir essas responsabilidades em campo.
Para o clube, a atividade representa um sinal positivo dentro do processo: o atleta já consegue realizar um exercício de corrida sob condições controladas. Esse avanço oferece uma referência concreta de evolução, mas ainda não responde às perguntas decisivas para a comissão técnica, como a tolerância a sessões mais intensas, a capacidade de treinar com o grupo e a liberação para contato.
Também existe uma diferença importante entre estar apto a correr e estar pronto para competir. Uma partida exige repetição de esforços, acelerações e desacelerações, além de decisões tomadas em alta velocidade. A volta precisa considerar a capacidade de sustentar essas ações sem que o joelho apresente uma resposta que obrigue a interromper a progressão.
Por isso, a possibilidade de Martinelli atuar ainda em 2026 deve ser tratada como uma chance condicionada à evolução, e não como uma previsão confirmada. O prazo inicial de quase seis semanas serve como referência, mas o clube pode reavaliar o planejamento conforme o andamento da recuperação. A data de retorno só ganha consistência quando o jogador atravessa as etapas seguintes e recebe autorização para aumentar a carga.
Recuperação de Martinelli ainda depende das próximas etapas
A corrida na esteira antigravidade é um passo relevante porque permite retomar a locomoção com suporte ajustável após a cirurgia no menisco. O dado central, porém, continua sendo o caminho que vem depois: trabalhos físicos mais intensos, corrida no campo e avaliação para atividades com as demandas do futebol. Cada fase precisa ser cumprida antes de uma decisão sobre jogos.
O Fluminense ganha um motivo para acompanhar a evolução com otimismo, mas a prioridade é evitar que a pressa transforme um avanço parcial em risco desnecessário. A recomendação prática é considerar a atividade como progresso na reabilitação, não como anúncio de retorno iminente. A volta de Martinelli dependerá da resposta do joelho e da liberação da equipe responsável pelo tratamento.
Enquanto isso, a situação do elenco segue relevante para o planejamento tricolor, como mostra o noticiário sobre retornos e ausências no elenco do Fluminense. Para Martinelli, o próximo marco será a transição para a corrida normal no campo; só depois dessa etapa será possível medir com mais clareza a distância entre a recuperação atual e a volta à competição.

