Mauricio artilheiro do Palmeiras em ascensão: o meia-atacante soma 15 gols no ano, seu melhor desempenho da carreira, e virou uma alternativa decisiva para Abel Ferreira em meio às ausências no ataque. Herói da vitória sobre o Vasco pela semifinal da Copa do Brasil, ele marcou dez vezes nas 21 partidas disputadas desde o retorno da Copa do Mundo.
Fatos centrais da notícia
- Mauricio alcançou 15 gols na temporada, incluindo um pela seleção paraguaia.
- Dez dos gols foram marcados nos 21 jogos após a Copa do Mundo.
- O Palmeiras enfrenta o Remo pelo Brasileirão e depois visita o Vasco pela Copa do Brasil.
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Mauricio artilheiro: números mostram uma virada de temporada
O crescimento do camisa 18 ganhou força depois de um primeiro trecho de ano discreto. Nos 30 jogos iniciais da temporada, Mauricio fez quatro gols. Após a pausa para a Copa do Mundo, balançou a rede dez vezes em 21 partidas, sendo titular em 14 delas.
A diferença entre os dois períodos ajuda a explicar por que o meia-atacante passou a ter participação mais relevante no planejamento de Abel Ferreira. A produção recente não se resume a uma sequência isolada: ela veio acompanhada de maior presença na equipe, com mais oportunidades entre os titulares.
Ao todo, Mauricio soma 15 gols em 2026: 14 pelo Palmeiras e um pela seleção paraguaia durante a Copa do Mundo. O total supera suas melhores marcas anteriores. Em 2026, quando defendia o Internacional, anotou 11 gols; na temporada passada, já pelo Verdão, fez dez.
No elenco palmeirense, ele aparece como vice-artilheiro do ano, atrás de Flaco López, que chegou a 23 gols. A diferença reforça a importância do centroavante como principal finalizador, mas também evidencia a contribuição de Mauricio, cuja função não é a de um atacante de área tradicional.
Por que Mauricio ganhou espaço em meio aos desfalques
A sequência positiva coincide com problemas físicos entre as opções ofensivas do Palmeiras. Vitor Roque teve lesões nos dois tornozelos e participou de 39 jogos na temporada, enquanto Mauricio chegou a 51. Sosa, outro nome importante para o setor, soma 44 partidas e voltou a tratar uma lesão muscular.
Paulinho também teve participação limitada. Desde que se recuperou da segunda cirurgia na perna direita, entrou em campo apenas 11 vezes e enfrentou novos problemas musculares. Agora, está fora por causa de uma pancada na panturrilha direita.
Com esse cenário, Mauricio oferece a Abel uma alternativa que pode ocupar espaço no setor ofensivo sem depender de um centroavante de ofício. A diferença é relevante para a montagem da equipe: enquanto um atacante de referência costuma concentrar ações perto da área, um meia-atacante pode participar da construção e também aparecer para concluir as jogadas.
Essa versatilidade não elimina a necessidade de jogadores especializados nem garante que Mauricio mantenha a mesma taxa de gols. Ela amplia, porém, as possibilidades do treinador para administrar minutos e responder a ausências. O quadro de baixas do Verdão já foi tema de análise em outra cobertura sobre desfalques do Palmeiras diante do Cruzeiro, um contexto que ajuda a dimensionar o peso da profundidade do elenco em partidas decisivas.
O que os números dizem — e o que ainda não garantem
Os dez gols em 21 jogos após a Copa mostram uma mudança expressiva de rendimento, mas os números precisam ser lidos com contexto. O recorte reúne partidas em que Mauricio foi titular e outras em que entrou durante o jogo. A quantidade de gols é um indicador importante, mas não informa sozinha quantas chances foram criadas, o tempo em campo ou a participação em cada jogada.
Também é necessário separar os gols pelo clube do total da temporada. Dos 15, 14 foram marcados pelo Palmeiras; o outro veio pela seleção paraguaia. Essa distinção evita atribuir ao desempenho pelo Verdão um número que inclui compromissos internacionais.
O dado mais útil para entender sua evolução é a comparação entre os dois recortes informados: quatro gols nos primeiros 30 jogos e dez nos 21 seguintes ao retorno da Copa. A produção recente cresceu mesmo sem transformar Mauricio em centroavante. Para o Palmeiras, o desafio é aproveitar esse momento sem exigir que ele substitua, em função e características, todos os atacantes indisponíveis.
A mesma cautela vale para a sequência de partidas. Mauricio tem sido uma opção para iniciar jogos, mas Abel precisa equilibrar a necessidade de manter o ritmo ofensivo com o desgaste de quem vem atuando com frequência. A escolha pode depender do adversário, da condição dos jogadores disponíveis e da importância de cada compromisso.
Mauricio artilheiro pode ser decisivo na sequência do Verdão
O Palmeiras recebe o Remo na quinta-feira, pelo Brasileirão, no Nubank Parque. No domingo, encara o Vasco em São Januário pelo jogo que vale vaga na final da Copa do Brasil. Depois da vitória palmeirense na primeira partida da semifinal, um empate é suficiente para a equipe de Abel Ferreira avançar.
A proximidade entre os compromissos torna a gestão do elenco especialmente importante. Mauricio pode voltar a ser titular caso a comissão técnica decida poupar jogadores que têm acumulado minutos. Sua recente capacidade de marcar oferece uma alternativa ofensiva, embora a definição dependa da estratégia escolhida para cada confronto.
Contra o Vasco, o meia-atacante já mostrou que pode aparecer em um momento de pressão. O gol na semifinal aumentou o peso de sua participação justamente quando o Palmeiras precisa lidar com dúvidas físicas no ataque e defender a vantagem construída. Ainda assim, a classificação não está decidida: o time precisa sustentar o resultado em São Januário.
A discussão sobre opções de meio-campo e reposição aparece também em outros clubes, como na cobertura da baixa de Marcos Antônio no meio-campo. No caso palmeirense, a questão prática é semelhante: encontrar equilíbrio entre criação, chegada à área e conservação física dos jogadores disponíveis, sem atribuir a um único atleta toda a responsabilidade ofensiva.
O papel de Abel Ferreira na continuidade da boa fase
O próximo passo será transformar a fase goleadora em uma contribuição consistente para a reta decisiva. Para isso, a comissão técnica pode avaliar não apenas os gols, mas também a função de Mauricio em cada escalação: se participa da construção, se encontra espaços para finalizar e como se encaixa com Flaco López e os demais jogadores de frente.
O momento não apaga as limitações do cenário. Vitor Roque está em processo de retorno e entrou no segundo tempo das últimas duas partidas, contra Santos e Vasco, mas a presença gradual não significa que esteja pronto para assumir uma sequência completa. Sosa e Paulinho também seguem como dúvidas ou desfalques, conforme a condição física.
Com 15 gols na temporada e uma sequência recente superior à do primeiro semestre, Mauricio conquistou argumentos para permanecer entre as opções prioritárias do Palmeiras. A decisão de escalá-lo desde o início cabe a Abel, que precisa ponderar o calendário, a condição dos titulares e o plano para enfrentar o Vasco.
Para o Verdão, a recomendação prática é aproveitar a fase do camisa 18 sem confundir sua produção com a de um centroavante de referência: Mauricio pode aumentar a ameaça ofensiva e ajudar a administrar ausências, mas o avanço à final dependerá do desempenho coletivo e da manutenção da vantagem em São Januário.

