O erro de Nonato na disputa de pênaltis que tirou o Fluminense da Libertadores ainda pesa para o meio-campista, mas o jogador contou que Thiago Silva o impediu de pedir desculpas. A revelação veio após a vitória tricolor por 2 a 1 sobre o Internacional, no Maracanã, quando Nonato falou pela primeira vez sobre a eliminação e sobre o acolhimento recebido no clube.
Fatos centrais da notícia
- Nonato assumiu a responsabilidade pelo erro na decisão por pênaltis da semifinal da Libertadores.
- O meia disse que Thiago Silva o apoiou e não permitiu que ele se desculpasse.
- Depois de três derrotas seguidas no Brasileirão, o Fluminense venceu o Internacional por 2 a 1, com gols de Hércules e Lucho Acosta nos acréscimos.
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Erro de Nonato ainda pesa após a eliminação
O meio-campista relatou que continua pensando no lance e que a situação chegou a afetar seu sono. A declaração expõe o impacto individual de uma eliminação decidida nos pênaltis: um erro fica associado a um jogador, embora o resultado de uma campanha seja construído pelo desempenho coletivo ao longo de várias partidas.
Nonato não tentou se afastar da responsabilidade. Ele afirmou que, dentro de campo, é preciso encarar os momentos difíceis e aceitar as consequências das próprias decisões. A postura contrasta com qualquer tentativa de transformar o episódio em desculpa ou de atribuir a derrota a um único fator externo.
O lance aconteceu na semifinal da Libertadores, disputada na quarta-feira anterior à entrevista. Com a cobrança desperdiçada, o Fluminense perdeu a chance de chegar à terceira final continental de sua história. O resultado encerrou a trajetória da equipe no torneio e deixou o jogador visivelmente emocionado ainda no estádio.
Ao mesmo tempo, a fala do meia mostra que o grupo não o isolou. Nonato disse ter recebido apoio de pessoas dentro e fora do clube. Acolhimento não apaga a falha nem altera o placar, mas pode ajudar a impedir que um episódio pontual defina a confiança de um atleta durante o restante da temporada.
Thiago Silva interrompeu o pedido de desculpas
A frase que marcou o relato foi a de que Thiago Silva o proibiu de pedir desculpas. Nonato descreveu o zagueiro como alguém que teve papel importante naquele momento, mas não detalhou as palavras ou a conversa entre os dois. O sentido central do depoimento, portanto, está no apoio recebido, e não em uma justificativa para o erro.
Em um elenco, a resposta dos líderes a uma falha pode influenciar o ambiente dos dias seguintes. Quando um jogador assume publicamente a responsabilidade, a reação dos companheiros ajuda a separar cobrança esportiva de exposição pessoal. A declaração de Nonato sugere que Thiago Silva procurou evitar que o meia transformasse a culpa em um pedido de perdão repetido.
Esse apoio também não significa que o lance deixe de ser analisado. Em decisões por pênaltis, cada cobrança tem peso imediato e a execução fica concentrada em poucos segundos. Ainda assim, o resultado não explica sozinho o caminho da equipe até a semifinal nem resume todas as contribuições de quem participou da campanha.
Nonato lembrou ainda uma reflexão atribuída a Lionel Messi sobre a importância de saber lidar tanto com as vitórias quanto com derrotas e erros. Ele disse que tenta usar essa ideia para se fortalecer. A referência ajuda a entender como o jogador está buscando processar a eliminação: reconhecer o episódio sem permitir que ele apague o restante de sua trajetória.
O erro de Nonato não apaga a evolução no meio-campo
O peso da cobrança veio em uma fase na qual Nonato havia conquistado espaço. Ele começou a temporada como opção no banco, mas ganhou a confiança da comissão técnica e passou a atuar como titular sob o comando de Marcão. Na própria semifinal, apesar do desfecho nos pênaltis, o meia esteve entre os destaques positivos da equipe.
Esse contraste é relevante para avaliar o momento do jogador. Um atleta pode ter bom desempenho durante a partida e, ainda assim, ficar marcado pelo desfecho de uma disputa. A leitura mais completa precisa considerar as duas coisas: a falha decisiva e a contribuição que o levou a ser uma peça importante na equipe.
Nos jogos recentes, Nonato vem formando dupla no meio-campo com Hércules. O companheiro também ganhou protagonismo ao marcar na vitória sobre o Internacional, em uma partida que terminou com virada tricolor nos acréscimos. A parceria oferece ao Fluminense uma combinação de jogadores que têm dividido responsabilidades na construção e na sustentação do setor.
Nonato elogiou Hércules e destacou o ambiente de proximidade entre os meio-campistas. Também citou Martinelli, Otávio e Ruan, jovem que vem subindo das categorias de base. A menção ao grupo aponta para uma questão prática do calendário: com muitos jogos e desgaste acumulado, manter alternativas disponíveis pode ser tão importante quanto definir uma dupla titular.
O meia ainda desejou recuperação rápida a Martinelli. A fala reforça que a disputa por espaço ocorre dentro de um setor em que lesões, cansaço e escolhas da comissão técnica podem mudar a formação. Para o Fluminense, ter opções de características diferentes permite ajustar a escalação sem depender de um único nome, embora a continuidade também seja importante para criar entrosamento.
A virada contra o Internacional teve outro protagonista decisivo: Lucho Acosta marcou e ajudou a transformar uma noite de pressão em alívio. A reação do time e o papel do argentino foram detalhados na análise sobre como Lucho Acosta reacendeu a esperança tricolor. O triunfo não reverteu a eliminação continental, mas ofereceu ao elenco uma resposta imediata dentro do Brasileirão.
Vitória sobre o Inter alivia, mas não apaga a pressão
Antes de receber o Internacional, o Fluminense vinha de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Vencer por 2 a 1, com gols de Hércules e Lucho Acosta nos acréscimos, interrompeu a sequência negativa e devolveu algum fôlego ao grupo. O resultado também mostrou que a equipe conseguiu reagir depois de uma semana marcada pela frustração na Libertadores.
O alívio, porém, não equivale a uma solução completa. Uma vitória pode mudar o ambiente e oferecer confiança, mas a consistência precisa aparecer nos jogos seguintes. Para Nonato, a partida foi uma oportunidade de voltar ao campo após a eliminação e mostrar que o erro na disputa não encerrou sua participação positiva na temporada.
O calendário deu ao Fluminense dez dias até o compromisso seguinte. A equipe voltará a jogar na sexta-feira, 6 de novembro, diante do Vitória, no Barradão, às 20h, pela 34ª rodada do Brasileirão. Esse intervalo pode favorecer recuperação física e preparação, mas também deixa a expectativa concentrada na capacidade de transformar o resultado contra o Inter em continuidade.
A reta final do campeonato tem pressão própria, com cada rodada alterando o cenário das equipes. A sequência difícil do Botafogo como visitante, por exemplo, mostra como resultados fora de casa podem pesar no encerramento do Brasileirão, sem que isso represente uma comparação direta entre as situações dos clubes. O panorama foi abordado na matéria sobre o jejum do Botafogo como visitante.
Fluminense precisa converter apoio em resposta esportiva
O depoimento de Nonato não transforma a falha em algo menor, mas revela como o jogador e o elenco estão lidando com ela. O meia assumiu o erro, falou sobre o impacto emocional e reconheceu o suporte de Thiago Silva e de outras pessoas. Essa combinação evita dois extremos: tratar a cobrança como irrelevante ou reduzir toda a temporada do atleta a uma cobrança perdida.
Para a equipe, o desafio imediato é sustentar a reação iniciada contra o Internacional. A vitória encerrou uma série de derrotas e os gols no fim deram novo fôlego, mas o próximo compromisso será o primeiro teste depois do intervalo de dez dias. A comissão técnica terá de administrar o desgaste do meio-campo e definir como aproveitar a boa fase de Hércules e a evolução de Nonato.
A decisão mais útil agora é avaliar o jogador pelo conjunto de suas atuações, sem ignorar a responsabilidade assumida na Libertadores. Nonato já deixou claro que não pretende fugir do episódio; Thiago Silva, segundo o relato, impediu que ele se desculpasse. Cabe ao Fluminense converter esse apoio em desempenho consistente, começando pela visita ao Vitória.

