Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Demissão que abalou as estruturas
- Reforços e saídas: a dança das cadeiras
- O retorno polêmico de Arboleda
- Calleri: um futuro incerto
- Preparação a todo vapor
- O que esperar do segundo semestre?
- Perguntas Frequentes
- O que motivou a demissão de Rui Costa no São Paulo?
- Calleri vai sair do São Paulo ao final do contrato?
- Arboleda foi reintegrado após depressão? Como está sua situação?
Pontos Principais
- Diretoria sofre nova baixa com a saída de Rui Costa; cargo segue sem reposição.
- Reforços como Victor Sá e Newton chegam, mas cinco jogadores são dispensados.
- Arboleda é reintegrado após afastamento polêmico e revela depressão.
- Calleri perto de sair? Negociação com o clube trava e futuro é incerto.
- Dorival Jr. usa pausa da Copa para testar time em quatro jogos-treinos.
A pausa do São Paulo durante a Copa do Mundo de 2026 foi tudo, menos um período de tranquilidade. Enquanto a bola rolava nos gramados da Copa, nos bastidores do Morumbi o clima era de terremoto: demissões que chocaram a estrutura, anúncios bombásticos de reforços e o retorno de um ídolo que parecia ter virado as costas ao clube. A calmaria do calendário serviu apenas para escancarar as feridas e as apostas de um time que busca renascer.
O Tricolor viveu dias de novela mexicana com direito a saídas inesperadas, negociações de bastidores e um drama pessoal que tocou o coração da torcida. Confira também como outros clubes lidaram com turbulências em artigo sobre a crise técnica no Corinthians — cenário que o São Paulo tenta evitar a todo custo.
Demissão que abalou as estruturas
O primeiro grande impacto veio da diretoria. Rui Costa, executivo de futebol, foi demitido em meio à preparação para o returno do Brasileirão. A saída já era esperada? Não pela forma e nem pelo momento. O profissional que havia chegado para dar cara nova ao futebol são-paulino deixou o cargo após uma série de decisões contestadas, como a demissão de Hernán Crespo quando o time era vice-líder e a aposta em Roger Machado, que durou pouco mais de um mês.
A vaga segue em aberto. Enquanto isso, Rafinha (gerente esportivo) e o advogado Felipe Carvalho assumem as negociações, mas a pressão por uma nomeação de peso só aumenta. A ausência de um comando claro nos assuntos de campo gera desconfiança no elenco e no mercado.
Reforços e saídas: a dança das cadeiras
Enquanto a poeira da diretoria não baixa, o departamento de futebol trabalhou pesado. O São Paulo anunciou a chegada do atacante Victor Sá, que desembarcou sem custos após fim de contrato com o Krasnodar, da Rússia. Ele chega para ser uma opção de velocidade e força no ataque. Além dele, o volante Newton, ex-Botafogo, está com a permanência encaminhada até 2030 — um contrato longo que mostra a aposta do clube.
Mas nem tudo são flores. Para equilibrar a folha salarial, o clube liberou cinco jogadores: o goleiro Young, o lateral-direito Cédric Soares, o zagueiro Matheus Belém, o volante Luan e o atacante Paulinho. Todos foram informados de que não fazem parte dos planos para o segundo semestre. A medida, embora dolorosa, era necessária para abrir espaço financeiro.
No setor defensivo, a diretoria tenta contratar um zagueiro, mas levou dois foras: Domingos Duarte (ex-Getafe) e o Hoffenheim negaram a negociação por Arthur Chaves. Para aprofundar em como outros times lidam com crises de elenco, veja a análise dos 40 dias de terror no Vasco.
O retorno polêmico de Arboleda
A grande bomba da intertemporada foi a reintegração de Robert Arboleda. O zagueiro equatoriano estava afastado desde maio, após não se apresentar para um jogo contra o Cruzeiro e sumir para o Equador sem justificativa. O clube tentou negociá-lo, mas não encontrou comprador. Aí veio a virada: no dia 23 de junho, Arboleda voltou aos treinos.
Em um vídeo emocionado, o jogador revelou que passava por um quadro grave de depressão na época da ausência. O perdão da diretoria, aliado à carência de zagueiros no elenco, pavimentou o caminho de volta. Ele já participou de jogos-treino e deve ser opção imediata para Dorival Jr. A torcida, dividida entre o abraço e a desconfiança, agora acompanha de perto cada passo do defensor.
Outro que voltou foi Maik, que estava fora dos treinos e também foi reintegrado. Uma segunda chance que o departamento de futebol decidiu conceder.
Calleri: um futuro incerto
Enquanto a defesa se reorganiza, o ataque vive uma novela à parte. Jonathan Calleri, artilheiro e ídolo, está com contrato até o fim de 2026 e pode assinar um pré-contrato com qualquer clube desde já. O São Paulo reformulou a proposta, mas reduziu os valores, aumentando a distância para um acerto.
A oferta foi considerada baixa pelos representantes do jogador. A chance de renovação, que antes era grande, agora é vista como remota. Calleri tem mercado na Argentina e em outros países, e a pausa da Copa só acelerou as especulações. A diretoria corre contra o tempo para não perder o centroavante de graça.
Preparação a todo vapor
Dorival Júnior, que assumiu o time em maio, teve pouco tempo para trabalhar antes da parada. Por isso, a comissão técnica usou a pausa da Copa como um mini pré-campeonato. Foram 16 dias de férias, reapresentação no dia 17 de junho e quatro jogos-treinos: empates com Bragantino (0 a 0) e Juventus (2 a 2), vitórias sobre Primavera (1 a 0) e Santo André (4 a 1).
O técnico mesclou titulares e reservas, testou formações e deu ritmo de jogo a atletas que estavam parados. A estratégia de não fazer amistosos oficiais foi proposital: mais privacidade para ajustes táticos. O primeiro teste de fogo será no dia 22, contra o Athletico Paranaense, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão.
Descubra como o PSG isolou o Brasil nas semifinais da Copa e o que isso significa para o futebol nacional neste artigo especial.
O que esperar do segundo semestre?
A pausa da Copa serviu como um reset para o São Paulo. As decisões tomadas nos bastidores — demissão de Rui Costa, chegada de dois reforços e as reintegrações — mostram um clube em movimento, mas ainda carente de identidade. A zaga continua sendo um ponto de atenção, e a saída de Calleri pode ser um golpe duro.
A diretoria promete mais uma contratação para a defesa antes da reabertura da janela. Enquanto isso, Dorival Jr. tenta encaixar as peças. O cenário é de esperança, mas o tempo é curto. O Brasileirão não perdoa, e a torcida já mostra ansiedade nas arquibancadas virtuais.
Entenda melhor a pressão sobre jogadores no Atlético-MG com o desabafo de Alexsander em nosso artigo sobre o Galo.
Perguntas Frequentes
O que motivou a demissão de Rui Costa no São Paulo?
Rui Costa foi demitido por uma série de decisões controversas, como a demissão de Hernán Crespo quando o time era vice-líder do Brasileirão e a aposta em Roger Machado, que durou pouco e resultou em eliminação na Copa do Brasil. A diretoria entendeu que era necessário uma mudança no comando do futebol para dar novo rumo ao clube.
Calleri vai sair do São Paulo ao final do contrato?
As conversas entre o clube e os representantes de Calleri estão estagnadas. O São Paulo reduziu a proposta salarial, o que afastou as partes. O atacante já pode assinar um pré-contrato com outros clubes e sua saída ao final do vínculo, em dezembro de 2026, é cada vez mais provável.
Arboleda foi reintegrado após depressão? Como está sua situação?
Sim, Arboleda foi reintegrado no dia 23 de junho. O zagueiro se afastou sem justificativa em maio e viajou para o Equador, mas depois revelou que passava por depressão. O clube aceitou as desculpas e o reintegrou por necessidade de elenco. Ele já participa de jogos-treino e pode ser titular no returno.

