Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Uma semana de fogo e suor para a decisão pelo acesso
- Contexto: a caminhada do Pantanal na Série A3 feminina
- O adversário: Planalto-GO
- O fator casa: Moreninhas pode ser o caldeirão do acesso
- O que esperar do jogo de ida?
- Precedente histórico: o fantasma de 2026
- Nos bastidores: a troca de comando técnico
- O que dizem as redes sociais
- Conclusão: a hora da verdade chegou
- Perguntas Frequentes
- Quando e onde será o jogo de ida das quartas de final do Pantanal na Série A3?
- O que o Pantanal precisa para garantir o acesso à Série A2?
- Por que a técnica Jaqueane Corrêa foi demitida antes da decisão?
Pontos Principais
- Pantanal encara o Planalto-GO nas quartas de final da Série A3; vitória garante acesso inédito à Série A2.
- Time de MS iniciou a última semana de treinos sob novo comando técnico de Juninho Morais.
- Primeira participação do clube na competição; Operário-MS caiu na mesma fase em 2026.
- Jogo de ida será no sábado (1º de agosto), no Estádio das Moreninhas, em Campo Grande.
- Partida de volta está marcada para 9 de agosto, em Goiânia.
O acesso Série A3 se tornou uma obsessão para o Pantanal. O clube de Mato Grosso do Sul vive a semana mais tensa de sua curta história no futebol feminino profissional. A decisão pelo acesso começa no próximo sábado, 1º de agosto, quando o time recebe o Planalto-GO no Estádio das Moreninhas, pela partida de ida das quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino Série A3. Quem vencer o confronto – ou avançar no placar agregado – garante uma vaga na Série A2 de 2027 e entra para a história do estado.
A preparação para esse duelo começou na segunda-feira, 27 de julho, com um treino puxado na academia e atividades táticas com bola. O técnico interino Juninho Morais, que assumiu o cargo após a saída da treinadora Jaqueane Corrêa, não esconde a ansiedade: “Recuperamos as atletas para intensificar os treinos e trabalhar a estratégia dos movimentos que vamos executar na partida”. A equipe sabe que não há margem para erro. Em 2026, o Operário-MS, maior rival do estado, chegou à mesma fase, mas foi eliminado pelo Vila Nova. Agora, o Pantanal tenta escrever um roteiro diferente.
Uma semana de fogo e suor para a decisão pelo acesso
O ditado “treino é treino, jogo é jogo” não se aplica nesta reta final. Cada repetição, cada sprint e cada jogada ensaiada podem definir o futuro da agremiação. A comissão técnica do Pantanal programou uma sequência intensa de trabalhos até sexta-feira, alternando atividades na academia, no campo e sessões de vídeo. O foco corretivo está na movimentação ofensiva – setor que mais cresceu durante a intertemporada, mas ainda precisa de ajustes finos para furar a defesa goiana.
Enquanto os holofotes se voltam para o ataque, a defesa também merece atenção. O Planalto-GO não é um adversário qualquer: a equipe goiana tem tradição em competições nacionais e conta com jogadoras experientes no meio-campo. Para conter o ímpeto rival, Juninho Morais aposta em uma marcação alta e transições rápidas. “A decisão pelo acesso exige que estejamos 100% focados”, afirmou o comandante em entrevista à equipe do ge MS. “Não podemos vacilar em casa. Precisamos de uma vantagem boa para o jogo de volta.”
A torcida pantaneira promete comparecer em peso no Estádio das Moreninhas. Os ingressos devem ser vendidos a preços populares, e a diretoria já organiza uma mobilização nas redes sociais para lotar o estádio. O apoio da arquibancada pode ser o combustível extra que o time precisa para superar a pressão. Afinal, nunca antes na história do Pantanal a chance de acesso esteve tão próxima.
Contexto: a caminhada do Pantanal na Série A3 feminina
Esta é a primeira participação do Pantanal na competição. O clube, fundado em 2010, sempre teve o futebol masculino como carro-chefe, mas nos últimos anos investiu pesado na base feminina. O resultado desse trabalho apareceu em 2026, com a conquista do Campeonato Sul-Mato-Grossense Feminino, que rendeu a vaga na Série A3 nacional. A campanha na fase de grupos foi consistente: o time terminou na segunda colocação do Grupo 7, atrás apenas do Realidade Jovem-SP, e se classificou para o mata-mata.
O cenário lembra o drama vivido pelo Operário-MS em 2026. Na ocasião, o time da capital caiu justamente nas quartas de final, para o Vila Nova, por 2 a 1 no agregado. A eliminação doeu no coração dos sul-mato-grossenses, que viram a chance de ter um representante na Série A2 escapar. Desta vez, o Pantanal carrega a bandeira do estado. “Sabemos da responsabilidade. Se avançarmos, estaremos na Série A2 de 2027 e abrimos portas para todo o futebol feminino de MS”, destacou o presidente do clube, em contato com nossa reportagem.
O adversário: Planalto-GO
O Planalto-GO chega com moral para a decisão. A equipe goiana foi campeã do Grupo 6 com folga, perdendo apenas uma partida na primeira fase. O estilo de jogo é baseado na posse de bola e na paciência para construir as jogadas. Para o técnico Juninho Morais, o segredo está em quebrar o ritmo do adversário. “Eles gostam de ter a bola, mas não gostam de correr atrás. Se pressionarmos forte nos primeiros minutos, podemos definir o jogo”, analisou.
O duelo promete ser de alta temperatura. O jogo de ida será no sábado, 1º de agosto, às 16h (horário de MS), no Estádio das Moreninhas. A volta está marcada para 9 de agosto, domingo, às 15h (MS), no Estádio Aníbal de Toledo, em Aparecida de Goiânia. Quem passar enfrentará na semifinal o vencedor de Realidade Jovem-SP ou Coritiba.
O fator casa: Moreninhas pode ser o caldeirão do acesso
Poucos estádios em Mato Grosso do Sul têm a atmosfera do Estádio das Moreninhas. Com capacidade para cerca de 5 mil pessoas, o local se transforma em um caldeirão quando o Pantanal joga decisões. A diretoria espera bater o recorde de público feminino do estado, algo em torno de 3,5 mil torcedores que compareceram na final estadual de 2026. A presença da torcida pode ser um diferencial, mas também traz pressão extra para as atletas.
Para ajudar na preparação mental, o clube contratou uma psicóloga esportiva que vem trabalhando individualmente com as jogadoras desde o início da semana. O foco é controlar a ansiedade e manter a concentração nos 90 minutos. “A emoção pode atrapalhar se não for bem gerenciada. Estamos treinando também a mente”, revelou uma das atacantes, que pediu para não ser identificada.
O que esperar do jogo de ida?
Se depender da preparação, o Pantanal chega com vantagem física. O time passou por uma intertemporada de duas semanas durante a pausa para a Copa do Mundo Feminina, e os resultados nos testes físicos foram animadores. Já o Planalto-GO não teve o mesmo período de treinos, pois disputou jogos amistosos no intervalo. Os goianos, porém, contam com a experiência de jogadoras que já atuaram em clubes de Série A1, como a meia Ana Clara, ex-São Paulo.
A tática de Juninho Morais para o duelo de ida é clara: marcar cedo, explorar os contra-ataques e, se possível, sair com uma vantagem de dois gols para Goiânia. Mas o técnico sabe que na prática tudo pode mudar. “Futebol é imprevisível. A decisão pelo acesso pode ser resolvida em um lance, um erro de arbitragem ou uma jogada de gênio. Por isso temos que estar preparados para tudo”, filosofou.
Para aprofundar sobre outras reviravoltas no futebol brasileiro, confira este artigo sobre o mistério do jogador que “tirou da toca” e chocou o futebol. Além disso, se você quer entender como a tecnologia vem impactando o esporte, veja o concurso global de camisetas com IA do Lenovo e Grêmio Osasco Audax.
| Jogo | Data | Horário (MS) | Local |
|---|---|---|---|
| Pantanal x Planalto-GO (ida) | 01/08/2026 | 16h | Estádio das Moreninhas, Campo Grande |
| Planalto-GO x Pantanal (volta) | 09/08/2026 | 15h | Estádio Aníbal de Toledo, Aparecida de Goiânia |
Precedente histórico: o fantasma de 2026
O futebol feminino sul-mato-grossense ainda não conseguiu emplacar um representante na Série A2. A última tentativa, em 2026, parou nas quartas de final com o Operário-MS. Agora, com o Pantanal, a esperança renasce. Mas a pressão é dobrada: além de buscar o acesso, o time precisa provar que o futebol feminino do estado tem força para competir em alto nível. Se conseguir, será um marco que pode atrair mais investimentos e patrocínios para a modalidade na região.
Do outro lado, o Planalto-GO também tem sua própria história. O clube goiano já disputou a Série A3 em 2026 e caiu na mesma fase, para o próprio Operário-MS. Ou seja, ambos os times têm contas a acertar com o destino. Em campo, joga-se muito mais do que uma vaga: joga-se o orgulho de duas torcidas apaixonadas.
Nos bastidores: a troca de comando técnico
Uma das reviravoltas mais impactantes na reta final foi a demissão da técnica Jaqueane Corrêa, anunciada há duas semanas. A saída pegou muitos de surpresa, já que o time vinha bem na competição. Em nota, a diretoria alegou “divergências metodológicas”. Jaqueane se pronunciou publicamente: “Desejo muita sorte nos próximos jogos”. Quem assumiu foi Juninho Morais, auxiliar que já conhecia o grupo. A mudança no comando, segundo relatos internos, trouxe um “choque de energia” ao elenco.
“Às vezes uma mudança no comando renova a motivação. O Juninho é um técnico mais enérgico, cobra muito, mas também dá confiança”, comentou uma jogadora que preferiu não se identificar. O treinador sabe que seu nome estará ligado ao resultado: se o acesso vier, será o herói; se falhar, a pressão recairá sobre ele. Uma situação típica de roteiro de filme de drama esportivo.
O que dizem as redes sociais
Nas últimas 48 horas, as hashtags #PantanalNoA2 e #ForçaPantanal dominaram os trending topics locais no X (Twitter). Torcedores criaram memes, montagens e mensagens de apoio. A jogadora mais seguida do time, a atacante Letícia, postou um vídeo do treino com a legenda: “A semana mais importante das nossas vidas. Vamos juntos!”. O engajamento nas redes mostra que o futebol feminino em MS ganhou visibilidade e paixão. Se o acesso for conquistado, a tendência é que o crescimento seja exponencial.
Para quem quer entender o impacto de outras decisões no futebol nacional, saiba como a contratação de um técnico português no sub-17 do Palmeiras acendeu alerta nos rivais. E também não deixe de conferir a reviravolta no mercado: Botafogo de olho em zagueiro da RD Congo que brilhou na Copa.
Conclusão: a hora da verdade chegou
O Pantanal está a 180 minutos (no mínimo) de realizar um sonho. O acesso à Série A2 não é apenas uma conquista esportiva; é a materialização de anos de trabalho, suor e superação. Em Campo Grande, a expectativa é palpável. Nos treinos, a concentração é absoluta. Nos corredores do clube, todos cruzam os dedos. E, no gramado, a bola vai rolar. Resta saber se o destino reserva um final feliz para essa história ou se o fantasma da eliminação voltará a assombrar o futebol feminino do Mato Grosso do Sul.
De qualquer forma, uma coisa é certa: a decisão pelo acesso já entrou para a história do Pantanal. E, como costuma dizer o velho ditado do futebol, “a bola não entra por acaso”. Nós, da redação, estaremos de olho em cada lance. Que vença o melhor – e que o melhor seja o Pantanal.
Perguntas Frequentes
Quando e onde será o jogo de ida das quartas de final do Pantanal na Série A3?
O jogo de ida será no sábado, 1º de agosto de 2026, às 16h (horário de MS), no Estádio das Moreninhas, em Campo Grande. O Pantanal recebe o Planalto-GO em partida válida pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro Feminino Série A3.
O que o Pantanal precisa para garantir o acesso à Série A2?
Para garantir o acesso, o Pantanal precisa vencer o confronto no agregado (ida e volta) contra o Planalto-GO. A vantagem de jogar em casa na ida pode ser decisiva para construir um placar favorável. Se avançar, o time garante vaga na Série A2 de 2027, independentemente do resultado da semifinal.
Por que a técnica Jaqueane Corrêa foi demitida antes da decisão?
A diretoria do Pantanal anunciou a saída de Jaqueane Corrêa duas semanas antes do jogo decisivo, alegando “divergências metodológicas”. O auxiliar Juninho Morais assumiu interinamente. A ex-técnica desejou sorte ao time e não detalhou os motivos da demissão. A troca gerou surpresa, mas o elenco afirmou estar focado no objetivo do acesso.

