Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O elo que virou máquina de fazer dinheiro
- Xerém invade Salvador: a base que virou elo
- Amistoso de meio de ano e o patrocinador comum
- O outro lado da moeda: quando a rivalidade fala mais alto
- Perguntas Frequentes
- Quanto Fluminense e Bahia já movimentaram em negociações nos últimos anos?
- Qual foi o maior negócio entre Fluminense e Bahia?
- Que profissionais da base do Fluminense foram para o Bahia?
Pontos Principais
- Fluminense e Bahia movimentaram cerca de R$ 28 milhões em transferências de jogadores nos últimos anos
- Biel é o grande exemplo: comprado por R$ 10,5 milhões e revendido por R$ 48 milhões ao futebol europeu
- A parceria vai além do profissional: profissionais de Xerém reforçaram a base do Bahia do Grupo City
- Everaldo teve ida e volta relâmpago entre os clubes em menos de um ano
- Nesta quarta, os times se enfrentam pelo Brasileirão com apenas dois pontos de diferença na tabela
A relação Fluminense Bahia não é uma daquelas parcerias que ficam só no discurso bonito. Nos últimos anos, os clubes transformaram rivalidade de gramado em negócios de milhões — e o resultado disso está escancarado nos números. Juntas, as duas diretorias já movimentaram aproximadamente R$ 28 milhões em negociações de atletas, além de trocarem profissionais de base, realizarem amistosos e, de quebra, verem o atacante Biel render um lucro que deixaria qualquer torcedor de queixo caído. Mas prepare o coração: nesta quarta-feira, no Maracanã, a história é de confronto puro.
O elo que virou máquina de fazer dinheiro
Enquanto muitos clubes brasileiros se estranham em negociações, Fluminense e Bahia descobriram que dá para lucrar juntos. O case mais emblemático é o de Biel. Em 2026, o atacante foi comprado pelo Bahia por R$ 10,5 milhões junto ao Tricolor carioca. Depois de duas temporadas em Salvador, o jogador explodiu e foi vendido para o futebol europeu por impressionantes R$ 48 milhões — uma das maiores vendas da história recente do clube baiano. O lucro? Mais de R$ 37 milhões em dois anos. Leia também: Cruzeiro dá chapéu no Flamengo e leva joia de R$ 25,5 milhões cobiçada até pelo Barcelona
Mas não para por aí. O volante Yago Felipe foi vendido em definitivo por cerca de R$ 10 milhões. O goleiro Marcos Felipe, que chegou por empréstimo, foi comprado depois por R$ 2,7 milhões. Já Everaldo fez o caminho inverso: deixou o Bahia rumo ao Fluminense por R$ 4,5 milhões em 2026, mas não se firmou no Rio e voltou rapidamente a Salvador por empréstimo, com divisão de salários. Um verdadeiro vai e volta que mostra como as portas estão abertas entre os dois clubes.
| Jogador | Transação | Valor (aproximado) |
|---|---|---|
| Biel | Comprado pelo Bahia e revendido | R$ 10,5 mi (compra) / R$ 48 mi (venda) |
| Yago Felipe | Venda definitiva para o Bahia | R$ 10 mi |
| Marcos Felipe | Empréstimo e compra | R$ 2,7 mi |
| Everaldo | Venda ao Fluminense e retorno por empréstimo | R$ 4,5 mi (ida) |
Xerém invade Salvador: a base que virou elo
A relação Fluminense Bahia não se limita ao elenco profissional. Desde que o Bahia passou a integrar o Grupo City, o clube baiano foi buscar em Xerém — o celebrado celeiro de talentos do Fluminense — profissionais para fortalecer a própria base. O nome mais forte é Marcelo Teixeira, atual diretor-executivo das categorias de base do Bahia, que trabalhou anos no Flu. Mas ele não está sozinho: Edgard Maba (gerente de operações), Guilherme Torres (coordenador metodológico), Pedro Andrade (coordenador de captação), João Milanez (técnico do sub-15) e até Nathan de Lima (assessor de imprensa) também migraram das Laranjeiras para a Cidade Tricolor.
Essa troca de conhecimento é rara no futebol brasileiro, onde a concorrência muitas vezes impede a circulação de talentos. Aqui, a aposta foi em unificar filosofias de formação, o que pode render frutos no médio prazo. Confira também: Bomba no Galo: Cassierra ou Borbas? A Disputa que Pode Explodir o Ataque do Atlético-MG
Amistoso de meio de ano e o patrocinador comum
A parceria foi além das transações. Durante a pausa para a Copa do Mundo, os dois times aproveitaram o período sem jogos oficiais para disputar um amistoso no Maracanã. Quem levou a melhor foi o Fluminense, que venceu por 2 a 0. O encontro só foi possível graças a um patrocinador em comum, que bancou a logística. Em um calendário cada vez mais apertado, um jogo como esse fortalece os laços e ainda gera receita extra.
Enquanto isso, dentro de campo, a briga pelo G4 está pegando fogo. O Bahia ocupa o sexto lugar, com 31 pontos, dois a menos que o Fluminense, que está em quarto. O duelo desta quarta-feira vale posição e ânimo para a reta final do Brasileirão. Descubra: Urgência na Neo Química: o drama do improviso na lateral esquerda que pode mexer com o Corinthians de Diniz
O outro lado da moeda: quando a rivalidade fala mais alto
Apesar de toda a sintonia fora das quatro linhas, quando a bola rola, cada um quer seu pedaço. O Fluminense busca se firmar no G4, enquanto o Bahia tenta encostar nos primeiros colocados. A partida promete emoção e, quem sabe, novas conversas de negócio no futuro. Afinal, a relação Fluminense Bahia já provou que pode render milhões para ambos os lados. Agora, é ver quem leva os três pontos.
Para quem acha que parceria no futebol é só enganação, esse case mostra que é possível construir pontes sem derrubar a competitividade. O próximo capítulo dessa história será escrito no Maracanã — com muita garra, suor e, claro, os olhos nos próximos negócios.
Perguntas Frequentes
Quanto Fluminense e Bahia já movimentaram em negociações nos últimos anos?
Segundo levantamento do ge, as transações entre os clubes somam aproximadamente R$ 28 milhões, considerando as vendas de Biel, Yago Felipe, Marcos Felipe e Everaldo. O valor não inclui possíveis luvas ou bônus futuros.
Qual foi o maior negócio entre Fluminense e Bahia?
O maior negócio envolveu o atacante Biel. O Bahia o comprou do Fluminense por R$ 10,5 milhões em 2026 e, após duas temporadas, o revendeu para o futebol europeu por cerca de R$ 48 milhões, gerando um lucro superior a R$ 37 milhões.
Que profissionais da base do Fluminense foram para o Bahia?
Pelo menos seis profissionais migraram de Xerém para a base do Bahia, entre eles Marcelo Teixeira (diretor-executivo), Edgard Maba (gerente de operações), Guilherme Torres (coordenador metodológico), Pedro Andrade (coordenador de captação), João Milanez (técnico sub-15) e Nathan de Lima (assessor de imprensa).

