Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O que mudou (ou não) no Remo durante a pausa da Copa
- Jajá de volta: a única novidade que não é novidade
- O desafio contra o Corinthians: teste de fogo no retorno
- O elenco que o Remo levou para São Paulo
- A aposta em Alef Manga e o esquema tático
- O que esperar do Remo nos próximos jogos
- Perguntas Frequentes
- Qual é a provável escalação do Remo contra o Corinthians?
- Quantos reforços o Remo contratou durante a pausa da Copa do Mundo?
- Por que o técnico Léo Condé manteve o time titular sem mudanças?
Pontos Principais
- Remo titular sem mudanças: Léo Condé mantém base que perdeu para Athletico-PR
- Poucos reforços: apenas três jogadores chegaram, nenhum com status titular
- Mudança tática: Alef Manga ganha vaga de centroavante, Gabriel Taliari vira reserva
- Estreia contra o Corinthians nesta quinta-feira (20) em São Paulo
O Remo titular sem mudanças é a grande aposta do técnico Léo Condé para o retorno do time ao Campeonato Brasileiro após a pausa forçada pela Copa do Mundo. O Leão azulino encerrou a preparação em São Paulo com um time praticamente idêntico ao que entrou em campo nas últimas rodadas antes da paralisação. A torcida, no entanto, já começa a esfregar os olhos: será que repetir a escalação que vinha amargando resultados negativos é realmente a melhor estratégia?
Confira também: Bragantino faz treino tático de última hora e já embarca para duelo que pode salvar a temporada na Sul-Americana — uma história de pressão e desespero que ecoa o clima no Remo.
Durante o mês de paralisação, o clube perdeu seis atletas e contratou apenas três. Nenhum reforço chega com status de titular absoluto. A estrutura do time, que já vinha sendo criticada pela falta de criatividade ofensiva, permanece de pé. Léo Condé preferiu não ousar. O resultado? Uma escalação que, salvo o retorno de Jajá (que cumpriu suspensão), é a mesma que foi derrotada pelo Athletico-PR no Mangueirão na 17ª rodada.
O goleiro Marcelo Rangel, lesionado, segue fora. Ivan assume a meta. Na defesa, Marcelinho, Marllon, Tchambá e Mayk formam a linha de quatro. No meio, Zé Welison e Patrick são os volantes, com Vitor Bueno mais adiantado. O ataque é composto por Pikachu pela direita, Jajá centralizado e Alef Manga como centroavante.
O único fruto do período de treinos foi a inversão de funções no ataque: Gabriel Taliari perdeu a vaga para Alef Manga, que saiu da ponta e virou referência na área. “Ele tem características de área, finaliza bem”, justificou Condé em entrevista coletiva. Mas, no fim das contas, a espinha dorsal do time é a mesma.
O que mudou (ou não) no Remo durante a pausa da Copa
Seis saídas, três chegadas. Balanço frio: o elenco encolheu e a profundidade do banco continua sendo um ponto de interrogação. Os reforços — zagueiros Matheus Felipe e Zé Ivaldo, além do volante Edson Fernando — ainda não convenceram nos treinos. Nenhum deles aparece no provável time titular para a partida desta quinta-feira contra o Corinthians.
Enquanto o mundo do futebol se movimenta com contratações bombásticas, o Remo parece ter ficado parado no tempo. A diretoria alega questões financeiras e prazo curto, mas a torcida já começa a cobrar postura mais agressiva. Para aprofundar no impacto financeiro no futebol, veja: Premiação milionária da Espanha após título mundial revela cifras astronômicas no futebol — um contraste gritante com a realidade azulina.
Jajá de volta: a única novidade que não é novidade
O meia Jajá, que estava suspenso na última partida oficial diante do São Paulo, reassume a vaga no meio-campo. Zé Ricardo, que atuou na ocasião, volta ao banco. A troca é a única alteração em relação ao time que enfrentou o Tricolor paulista na rodada anterior.
Nos jogos-treinos realizados no período — contra Tuna Luso e Ituano —, a equipe principal atuou por 45 minutos em cada um. Contra a Tuna, o time foi exatamente o mesmo que deve começar contra o Corinthians. Contra o Ituano, Léo Condé testou variações, mas manteve a base. O discurso é de confiança no grupo, mas o desempenho nos amistosos não empolgou. “Boa movimentação”, resumiu o técnico, ignorando os erros defensivos que continuam aparecendo.
Para quem esperava uma reformulação, a resposta veio na forma de repetição. O Remo titular sem mudanças é uma aposta alta. O time que termina a preparação é o mesmo que, antes da parada, ocupava a zona de confusão na tabela — nem brigando por algo, mas também não se livrando do rebaixamento. A distância para a degola era de apenas dois pontos.
O desafio contra o Corinthians: teste de fogo no retorno
O adversário da estreia pós-Copa não poderia ser mais indigesto. O Corinthians, mesmo com suas próprias turbulências, tem elenco mais robusto e manda o jogo em São Paulo. O Leão vai precisar de mais do que repetição para vencer.
Léo Condé sabe que a pressão está alta. A torcida, que tem paciência histórica, já começa a perder o crédito. A diretoria, por outro lado, aposta no entrosamento como trunfo. “Conhecemos o time, os jogadores se entendem em campo”, defendeu um membro da comissão técnica. Mas o futebol moderno não perdoa times previsíveis. E o Remo, com essa escalação, grita previsibilidade.
Enquanto isso, em outras frentes do futebol brasileiro, situações semelhantes também preocupam. Direção do Grêmio blinda Luís Castro e aponta culpados por crise no Brasileirão — uma história que mostra como apostar na mesma base pode ser uma faca de dois gumes.
O elenco que o Remo levou para São Paulo
| Posição | Titular provável | Reserva imediato |
|---|---|---|
| Goleiro | Ivan | Lucas |
| Lateral-direito | Marcelinho | Caio |
| Zagueiro | Marllon | Matheus Felipe |
| Zagueiro | Tchambá | Zé Ivaldo |
| Lateral-esquerdo | Mayk | Leonardo |
| Volante | Zé Welison | Edson Fernando |
| Volante | Patrick | Lucas Siqueira |
| Meia | Vitor Bueno | Zé Ricardo |
| Atacante | Pikachu | Rodrigo |
| Meia/Atacante | Jajá | Gabriel Taliari |
| Centroavante | Alef Manga | — |
A tabela acima mostra a falta de opções de peso no banco. Apenas uma troca por posição. E, em muitas dessas, o reserva não tem nem 10 jogos pelo clube. É um elenco enxuto e, para alguns, enxuto demais para um calendário que ainda reserva clássicos regionais e jogos fora de casa contra times de ponta.
A aposta em Alef Manga e o esquema tático
O reposicionamento de Alef Manga como centroavante é a única verdadeira aposta tática de Léo Condé. O jogador, que antes atuava pelos lados, ganhou a referência no ataque. Contra o Ituano, mostrou boa movimentação e até finalizou com perigo. Mas a pergunta que não quer calar: ele é capaz de segurar bola, fazer pivô e finalizar com a frequência que um time da Série A exige?
Gabriel Taliari, antes titular, agora é opção no banco. O atacante vinha de uma sequência irregular, com mais gols perdidos do que convertidos. A troca é vista como necessária por parte da torcida, mas também expõe a falta de um artilheiro nato no grupo. Enquanto isso, Pikachu e Jajá são os principais criadores de jogadas, mas a dependência deles é quase total.
Para entender melhor como times da Série D lidam com pressão e falta de elenco, Duelo de gigantes na Série D coloca em xeque o destino do América-RN contra o Gama — uma leitura que mostra que o drama da escassez de reforços não é exclusivo da elite.
O que esperar do Remo nos próximos jogos
O calendário pós-Copa é cruel: além do Corinthians fora de casa, o Remo enfrenta times como Flamengo e Palmeiras nas rodadas seguintes. Com um time que não muda e poucas opções no banco, a sequência pode ser desastrosa. A diretoria prometeu buscar mais reforços na janela de meio de ano, mas as negociações andam a passos lentos.
Enquanto isso, Léo Condé tenta blindar o grupo. “Confio em todos os jogadores que estão aqui. Sabemos da dificuldade, mas vamos lutar até o fim”, disse o treinador. Palavras bonitas, mas que esbarram na dura realidade de um time que não se renovou.
Em outros cantos do país, clubes menores como o Flamengo-PI também buscam a reação. Flamengo-PI monta ofensiva de peso e pressiona por retorno à elite estadual — um exemplo de movimentação no mercado que o Remo parece ter perdido.
A torcida azulina, que já encheu o Mangueirão em dias de glória, hoje vive a ansiedade do déjà vu. Ver o mesmo time entrando em campo, com as mesmas caras e os mesmos problemas, é um exercício de fé. A pergunta que ecoa nas arquibancadas virtuais: até quando?
Perguntas Frequentes
Qual é a provável escalação do Remo contra o Corinthians?
De acordo com os treinos realizados em São Paulo, a escalação provável é: Ivan; Marcelinho, Marllon, Tchambá, Mayk; Zé Welison, Patrick, Vitor Bueno; Pikachu, Jajá e Alef Manga. A única mudança em relação ao último jogo oficial é a entrada de Jajá no lugar de Zé Ricardo.
Quantos reforços o Remo contratou durante a pausa da Copa do Mundo?
O Remo contratou três jogadores: os zagueiros Matheus Felipe e Zé Ivaldo, e o volante Edson Fernando. Nenhum deles tem status de titular no momento. Seis atletas deixaram o clube no mesmo período.
Por que o técnico Léo Condé manteve o time titular sem mudanças?
Léo Condé aposta no entrosamento e no conhecimento do grupo. Ele acredita que o tempo de treino foi suficiente para corrigir falhas, mas a torcida vê a repetição como falta de ousadia e planejamento. A diretoria também não conseguiu trazer nomes de peso para reforçar o elenco.

