Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Um gigante de joelhos: a sequência que entrou para a história
- O discurso de Coudet: autocrítica ou despedida?
- O que explica o colapso de um time que era finalista?
- O impacto da contratação de Thiago Almada e a cobrança imediata
- Tabela: os números da crise do River Plate
- O que esperar do futuro? Reflexos na próxima rodada e pressão popular
- O que está em jogo para Coudet e o elenco no restante de 2026
- Perguntas Frequentes
- Quantas derrotas seguidas o River Plate tem com Eduardo Coudet?
- Qual foi a última vitória do River Plate?
- O que Coudet disse sobre a sequência de derrotas do River Plate?
- Thiago Almada pode ser a solução para a crise do River Plate?
Pontos Principais
- River Plate chega a cinco derrotas seguidas, e Coudet admite risco real de queda após nova decepção no Campeonato Argentino.
- Time perdeu para o Tigre por 1 a 0 fora de casa e soma apenas um gol marcado em cinco jogos no retorno da temporada.
- Sequência negativa é inédita na história do clube em competições nacionais, com seis derrotas consecutivas somando o Torneio Apertura.
- Treinador, contratado em março, tem oito vitórias, oito derrotas e quatro empates em 20 partidas no comando do gigante argentino.
River Plate chega a cinco derrotas seguidas, e Coudet admite risco: “Se os resultados não vierem…” — a frase ecoou como um alerta no Monumental de Núñez e deixou o universo millonario em estado de choque. O treinador, conhecido pela intensidade e pelo estilo afrontoso, baixou a guarda após a derrota por 1 a 0 para o Tigre no sábado, e a resposta direta à pergunta que todos fazem é: sim, o cargo dele está em perigo real. A crise no River Plate não é mais apenas um mau momento; é uma hemorragia institucional que combina resultados pífios, ataque travado e um técnico que parece ter perdido o controle do próprio discurso.
O que se viu em Victoria não foi um acidente. Foi a repetição de um filme que o torcedor riverplatense já conhece de cor: posse de bola ostensiva sem profundidade, erros bisonhos na saída de jogo e um adversário que sentou no bloqueio e esperou o erro. O Tigre, com paciência cirúrgica, castigou no momento exato e empurrou o River Plate para o quinto revés consecutivo — quatro deles pelo Torneio Clausura, um pela Copa da Argentina. A matemática agora é cruel: se a equipe não vencer na próxima rodada, Coudet pode estar fora antes mesmo do apito final.
Confira também: André, ex-Flu, marca na estreia e recoloca o Wolverhampton no caminho da glória na Copa da Liga.
Um gigante de joelhos: a sequência que entrou para a história
Dizer que o River Plate vive má fase é eufemismo. Pelo que observamos na prática, desde o apito final da decisão do Torneio Apertura, quando o Belgrano virou sobre o time de Coudet por 3 a 2 em maio, o time simplesmente desabou. Para ser exato, o River não sabe o que é vencer há seis jogos em competições nacionais — algo inédito nos mais de 120 anos de história do clube mais tradicional da Argentina.
Vamos aos números que assustam: a última vitória aconteceu em 27 de maio, um 3 a 0 sobre o Blooming pela Copa Sul-Americana, na despedida antes da pausa para a Copa do Mundo. De lá para cá, o River até ensaiou uma reação em amistoso contra o Flamengo, empatando em 2 a 2 nos Estados Unidos, mas parece que aquele jogo serviu apenas para iludir. No retorno oficial, o time disputou cinco partidas e perdeu todas, marcou apenas um gol e sofreu sete. Um ataque que tinha a obrigação de protagonizar, virou coadjuvante de um drama que se arrasta rodada após rodada.
O discurso de Coudet: autocrítica ou despedida?
Na entrevista coletiva após o jogo, Coudet não se escondeu atrás de desculpas. O treinador, que já passou por Internacional e Atlético-MG no futebol brasileiro, reconheceu a gravidade do momento e, em tom de ultimato, disse: “Sempre disse que sei onde estou. É uma situação muito difícil, depois de perder tantos jogos seguidos. Sei as consequências de uma sequência assim, sei o que é o River. O primeiro que temos de fazer é cortar isso já no próximo jogo. Se os resultados não vierem, não vou fazer mal ao River, ao torcedor e a esta diretoria que confiou em mim”.
A declaração é um tiro no escuro. Quem conhece a cartilha do futebol argentino sabe que, quando um técnico fala em “não fazer mal ao clube”, ele já está com a mala pronta. Coudet foi contratado no início de março, levou o River à final do Apertura em uma arrancada impressionante, mas a queda no título coincidiu com o início de um pesadelo que parece não ter fim. Neste sábado, ele completou 20 jogos à frente do clube, com estatísticas curiosamente espelhadas: oito vitórias, oito derrotas e quatro empates. Isso é a definição de mediocridade para um clube do tamanho do River.
Para aprofundar no momento do futebol argentino, veja como o escândalo envolvendo Infantino e o uso de verbas da UEFA movimenta os bastidores do futebol sul-americano.
O que explica o colapso de um time que era finalista?
Não é possível entender a queda livre do River Plate sem analisar o cenário completo. O time de Coudet tem uma das melhores defesas da liga em números absolutos, mas sofre exatamente nos momentos em que não pode sofrer. A pressão da torcida, que esgotou os ingressos para o amistoso contra o Flamengo por causa da contratação de Thiago Almada, transformou-se em cobrança implacável. O meia, aliás, nem estreou oficialmente, e a diretoria já colhe os frutos amargos de uma janela de transferências que tratou de reforçar o elenco, mas não conseguiu estancar a crise de confiança.
Na prática, o River se tornou um time previsível. Os adversários estudaram o modelo de jogo de Coudet e encontraram a fórmula: marcar alto, pressionar a saída de bola dos zagueiros e explorar as costas dos laterais. O Tigre, com um plano simples e eficaz, aplicou essa receita à risca. O River teve a bola, mas não teve ideia. Faltou intensidade, faltou agressividade, faltou, acima de tudo, um líder em campo que assumisse a responsabilidade nos momentos de tensão. E isso, no futebol argentino, é sentença de morte.
Vale olhar com atenção para os números do Clausura: em quatro derrotas, o River marcou apenas um gol. O ataque, que contava com Coty e a promessa de Almada para mudar a história, vive um apagão coletivo. Os pontas não conseguem mais quebrar linhas, o camisa 9 não recebe bola em condições e o meio-campo, antes criativo, tornou-se burocrático.
O impacto da contratação de Thiago Almada e a cobrança imediata
É impossível falar do River Plate atual sem mencionar a guerra nos bastidores. O clube venceu o Flamengo na disputa pela contratação de Thiago Almada, uma joia da seleção argentina que marcou três dos cinco gols que fez pelo país justamente no Monumental. A diretoria gastou uma fortuna para convencer o jogador e o Atlanta United, e a expectativa era que ele fosse a solução dos problemas criativos da equipe. Acontece que Almada ainda nem vestiu a camisa oficialmente, e a pressão popular já recai sobre os ombros dele como uma tonelada.
O torcedor, que lotou as redes sociais com comemorações após o anúncio da contratação, agora cobra respostas dentro de campo. E o cenário é dos piores possíveis: um treinador que admitiu publicamente a fragilidade, um elenco que parece desconectar do que é pedido e uma tabela que não dá trégua. O próximo compromisso é uma decisão de vida ou morte. Perder novamente significa não apenas aprofundar a crise, mas provavelmente selar o destino de Coudet e mudar radicalmente o planejamento do clube para o restante de 2026.
Descubra também como Messi brilha na Leagues Cup com gol histórico após a Copa do Mundo e como os craques argentinos respondem sob pressão em cenários adversos.
Tabela: os números da crise do River Plate
| Competição | Adversário | Placar | Resultado |
|---|---|---|---|
| Torneio Apertura (decisão) | Belgrano | 3 a 2 | Derrota |
| Copa da Argentina | Aldovisi | 1 a 0 | Derrota |
| Torneio Clausura | Rodada 1 | — | Derrota |
| Torneio Clausura | Rodada 2 | — | Derrota |
| Torneio Clausura | Rodada 3 | — | Derrota |
| Torneio Clausura | Tigre | 1 a 0 | Derrota |
Atualizando os dados: somando a derrota para o Belgrano em maio, são seis derrotas consecutivas em competições nacionais, a pior sequência da história centenária do clube. Em todas as partidas após a pausa da Copa do Mundo, o River marcou apenas um gol — um aproveitamento pífio para um elenco que tem contratações de peso e um dos maiores orçamentos do continente.
O que esperar do futuro? Reflexos na próxima rodada e pressão popular
A semana que se aproxima será de tensão máxima nos arredores do Monumental. Os jogadores que estiveram em campo contra o Tigre sabem que a paciência da torcida se esgotou. Os hashtags pedindo a saída de Coudet já dominam as redes sociais na Argentina, e a diretoria, que até agora se manteve ao lado do treinador, pode ser forçada a tomar uma decisão drástica. No futebol, uma declaração como a que Coudet deu funciona como um cheque em branco para a diretoria agir sem culpa.
A tendência, pelo que vimos em casos semelhantes no futebol sul-americano, é que a diretoria espere o próximo jogo para avaliar a situação. Se a equipe vencer e mostrar reação, Coudet ganha um respiro. Se tropeçar novamente, a troca de comando será inevitável. O problema é que o time não demonstra nenhum sinal de reação há cinco jogos. Pelo contrário, o desempenho coletivo cai a cada partida, e a impressão é que o vestiário já não responde mais às ordens do treinador.
Nós analisamos o comportamento do elenco nos três últimos jogos e a leitura é preocupante: a distância entre as linhas de marcação aumentou, os volantes não conseguem mais fazer a transição defesa-ataque com qualidade e o time se tornou excessivamente dependente de lances individuais. Isso não é um problema tático; é um problema de confiança. E confiança, em futebol, só se recupera com vitórias.
O cenário externo também não ajuda. A liderança do Campeonato Argentino está abrindo vantagem, e o River, que sonhava em brigar pelo título do Clausura, agora olha para trás e vê adversários como Tigre e Aldovisi batendo na porta. O risco de terminar o ano sem nenhum título e com a pior sequência da história é real e assombroso.
Confira também o que acontece nos bastidores quando a pressão aperta: Vozinha no Colo-Colo quebra o silêncio e manda recado forte sobre a pressão no Chile.
O que está em jogo para Coudet e o elenco no restante de 2026
O treinador sabe que o próximo resultado define seu futuro. A diretoria, que investiu pesado na janela de transferências com as chegadas de reforços de peso, não vai aceitar uma eliminação precoce ou uma sequência ainda pior. Coudet, que construiu sua carreira no futebol argentino com um estilo intenso e times ofensivos, vê sua reputação ser colocada à prova no maior desafio de sua trajetória.
Existe também um fator de mercado. O River Plate é um clube que negocia jogadores para a Europa constantemente, e uma temporada desastrosa desvaloriza o elenco e afasta compradores. As joias da base, que normalmente são vendidas por valores astronômicos, passam a ser negociadas com desconto quando o time está em crise. Os números da queda de desempenho devem ser observados com lupa pela diretoria nos próximos meses.
O calendário não perdoa: enquanto o River tenta sair do buraco no Clausura, a Copa da Argentina e a Sul-Americana seguem como válvulas de escape. A partida contra o Tigre foi um lembrete amargo de que não existe jogo fácil quando se está em crise. O elenco precisa urgentemente de um líder, alguém que assuma a responsabilidade e arraste os companheiros para fora dessa zona de turbulência. Thiago Almada pode ser esse nome, mas a pressão sobre ele já começa a ficar insustentável antes mesmo da estreia.
Para atravessar esse momento, a postura precisa mudar dentro e fora de campo. A diretoria precisa mostrar plano, os jogadores precisam mostrar alma, e o treinador precisa mostrar que o discurso de autocrítica se transforma em ação. Caso contrário, a história de 2026 no River Plate será lembrada por todos os motivos errados.
Curioso para entender como as contratações podem salvar um time em crise? Entenda como o Trabzonspor fechou acordo para contratar Salah e chocou o planeta da bola.
Perguntas Frequentes
Quantas derrotas seguidas o River Plate tem com Eduardo Coudet?
O River Plate chegou a cinco derrotas consecutivas após o revés para o Tigre no Torneio Clausura. Considerando a derrota para o Belgrano na decisão do Apertura, o clube soma seis tropeços seguidos em competições nacionais, algo inédito em sua história.
Qual foi a última vitória do River Plate?
A última vitória do River Plate aconteceu em 27 de maio, em um 3 a 0 sobre o Blooming pela Copa Sul-Americana, que marcou a despedida do time antes da pausa para a Copa do Mundo. Desde a volta da temporada, o clube empatou um amistoso contra o Flamengo e perdeu os cinco jogos oficiais seguintes.
O que Coudet disse sobre a sequência de derrotas do River Plate?
Coudet afirmou que sabe das consequências de uma sequência de derrotas em um clube como o River Plate. Ele admitiu que, se os resultados não vierem, ele não vai fazer mal ao clube nem à diretoria, sinalizando publicamente que está disposto a abrir mão do cargo caso a equipe não reaja.
Thiago Almada pode ser a solução para a crise do River Plate?
A torcida deposita esperanças em Thiago Almada, contratado após disputa com o Flamengo. O jogador vem de ótimas atuações pela seleção argentina e conhece o Monumental, onde marcou três de seus cinco gols pelo país. No entanto, ele ainda não estreou oficialmente pelo clube, e a pressão por resultados imediatos pode pesar antes mesmo de sua primeira partida.

