A recente demissão do técnico Roger Machado abriu uma nova e intensa crise nos bastidores do São Paulo Futebol Clube, e a pergunta que ecoa entre torcedores e dirigentes é: Rui Costa fica? Entenda situação de executivo do São Paulo após demissão de Roger Machado. O diretor-executivo de futebol, figura central nas recentes decisões do departamento, vê sua permanência no cargo seriamente questionada.
O Futuro de Rui Costa sob o Holofote Tricolor
A saída de Roger Machado, cujo trabalho não atendeu às expectativas, colocou Rui Costa em uma posição delicada. Sendo o principal articulador da contratação do agora ex-treinador, o dirigente já vinha sendo alvo de descontentamento por parte da torcida. A continuidade de Costa após a demissão de Machado intensificou a pressão interna e externa sobre sua gestão.
O presidente do clube, Harry Massis, encontra-se sob forte pressão para tomar uma decisão definitiva em relação ao executivo. O Conselho Deliberativo e as arquibancadas têm manifestado publicamente seu desejo por mudanças, tornando este o momento de maior escrutínio para Rui Costa desde que assumiu suas funções.
Aposta de Alto Risco e a Busca por um Novo Comandante
Internamente, a contratação de Roger Machado foi vista como um movimento de “all-in” por parte de Rui Costa. A aposta era clara: sucesso traria reconhecimento, enquanto o fracasso poderia custar seu cargo. A diretoria, incluindo o presidente e o gerente esportivo Rafinha, ainda deposita confiança na experiência de Costa, que é o membro mais experiente na gestão de futebol entre os três. Massis assumiu a presidência em janeiro de 2026, e Rafinha está em sua primeira experiência em cargos de liderança.
Apesar da turbulência, Rui Costa segue no clube e lidera a busca pelo novo treinador. Sua atuação tem sido discreta, mas fundamental. Ele sequer retornou com a delegação para São Paulo após a derrota para o Juventude em Caxias do Sul. Em vez disso, dirigiu-se a Florianópolis, acompanhado por Rafinha, para iniciar as negociações com Dorival Júnior, um nome de peso no cenário nacional.
Mesmo à distância, a torcida organizada do clube demonstrou seu descontentamento com protestos em frente ao CT da Barra Funda na noite de quinta-feira, evidenciando que a insatisfação transcende a localização geográfica.
Rui Costa: Responsabilidade e Autonomia Crescente no São Paulo
Rui Costa tem se posicionado de forma transparente sobre sua responsabilidade nas decisões do departamento de futebol. Em declarações passadas, ele afirmou: “Jogadores também precisam ser responsabilizados”. Ele reafirmou seu compromisso, declarando: “Eu sou responsável quando a gente erra, e sou responsável quando conquistamos. Nunca me ausentarei dessa responsabilidade, por isso estou aqui hoje.”
O executivo também abordou a questão da comunicação, explicando que algumas decisões, como a demissão de Crespo, foram tomadas em conjunto e que, por uma questão de ética e preservação, nem todos os detalhes foram publicamente divulgados. “Talvez, do ponto de vista de preservação pessoal, eu pudesse ter dado alguns detalhes da demissão do Crespo, até o Rafinha, que conviveu comigo. Mas eu não farei isso”, disse Rui Costa após anunciar a saída de Roger Machado.
Ele ressaltou a necessidade de mudanças, comparando a situação atual com a anterior: “Talvez, por motivos distintos, chegou o momento de também fazer essa mudança agora. Eu não me isento de responsabilidade. Divido ela com as pessoas que estão aqui hoje.”
A Trajetória de Rui Costa no Tricolor Paulista
Contratado em 2021, durante a gestão de Julio Casares, Rui Costa inicialmente dividiu o comando do futebol com Carlos Belmonte. Com a saída de Belmonte em novembro de 2026, Rui Costa passou a ter maior autonomia e a ser uma figura central nas decisões estratégicas do departamento. Sua atuação nos bastidores sempre foi bem avaliada internamente.
A diretoria considera que a plena dimensão de seu trabalho só pode ser avaliada a partir de janeiro de 2026, com a ascensão de Harry Massis à presidência e a consequente ampliação de seu poder decisório. Massis, anteriormente vice-presidente, assumiu o cargo após a renúncia de Casares, que enfrentou um processo de impeachment por gestão temerária.
Ao lado de Rafinha, o gerente esportivo que assumiu suas funções nesta temporada, Rui Costa tem defendido as estratégias que visam o fortalecimento do clube. A busca por Dorival Júnior, experiente técnico com passagens de sucesso pelo futebol brasileiro, reflete essa busca por estabilidade e resultados.
O Riscos Calculados na Contratação de Treinadores
Rui Costa sempre demonstrou convicção em suas apostas. Ao apresentar Roger Machado em março de 2026, ele destacou a crença do treinador no potencial do São Paulo de ser campeão. “Eu perguntei ao Roger: você acredita que o São Paulo pode ser campeão? Ele acreditou que é possível”, declarou Costa.
Na coletiva de apresentação de Roger Machado, Rui Costa fez questão de estar ao lado do treinador, ressaltando que a decisão de contratá-lo ia além de um simples resultado imediato, baseando-se em uma convicção de trabalho. Ele antecipou os riscos envolvidos:
“Primeiro ponto: nós entendemos que era necessária a mudança. E poderia ser muito mais fácil, no objetivo de autopreservação profissional, porque eu estou sendo muito criticado, eu, o Rafinha e o presidente, esperar que as coisas acontecessem como normalmente acontece: que os resultados fossem ruins, que fossem inconstantes, para fazer a mudança na comissão”, pontuou o dirigente na ocasião.
Desde o início das críticas, Costa sabia que o desempenho de Roger Machado impactaria diretamente sua própria permanência. Ele praticamente vinculou seu futuro ao sucesso do treinador. “Estar associado ao Roger é um orgulho. Se ele não for bem, eu corro risco? Isso não é problema, sempre corri risco no futebol, e por isso sou executivo há muitos anos”, afirmou.
A torcida, no entanto, demonstra impaciência. Os protestos, como o ocorrido em frente ao CT, evidenciam que a cobrança por resultados é implacável. A gestão de Rui Costa no São Paulo está em um momento crucial, e a definição do novo comandante será determinante para seu futuro no clube. Para aprofundar sobre a pressão por resultados no futebol brasileiro, confira nosso artigo sobre a temporada frustrante do Botafogo.
A Busca por Estabilidade e um Novo Rumo
A situação de Rui Costa é emblemática no futebol brasileiro, onde os executivos de futebol frequentemente carregam o peso das decisões técnicas. A busca por um treinador que traga estabilidade e consiga extrair o melhor do elenco é o principal desafio de Costa e da diretoria neste momento. A escolha de Dorival Júnior, se concretizada, pode representar um novo capítulo para o São Paulo em 2026, mas a sombra da demissão de Roger Machado e a pressão sobre o executivo de futebol permanecem.
Para entender outros cenários de gestão e transições no futebol, saiba mais sobre o acordo que pode marcar a saída de Yuri Alberto do Corinthians. E se você quer saber sobre a recuperação de clubes em momentos difíceis, confira a trajetória do Cruzeiro da Série B.
A gestão de futebol é um campo de constantes desafios. Acompanhe as próximas movimentações do São Paulo e o desfecho dessa história que envolve Rui Costa, a diretoria e a apaixonada torcida tricolor. Para entender como a estrutura do clube pode impactar o desempenho, leia sobre o impacto do gramado de São Januário no Vasco.

