Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Macau: o duelo que mexe com o passado e o futuro
- Lima: a chance de ouro do time B mostrar serviço
- Contexto: por que dois jogos no mesmo dia?
- O que está em jogo para o Brasil?
- Perguntas Frequentes
- Por que a seleção feminina de vôlei joga duas partidas no mesmo dia?
- Quem são as jogadoras convocadas para cada partida?
- O que acontece se o Brasil perder para o Japão na VNL?
Pontos Principais
- A Seleção feminina de vôlei joga duas partidas em continentes diferentes nesta quarta-feira, 22 de julho: uma na China (VNL) e outra no Peru (Copa Sul-Americana).
- Na Liga das Nações, o Brasil enfrenta o Japão nas quartas de final buscando um título inédito; na Sul-Americana, o time B tenta vaga no pré-olímpico.
- Comissão técnica divide elenco: Zé Roberto comanda o grupo principal em Macau, enquanto Wagão lidera as reservas em Lima.
- Jogos ocorrem às 8h30 (China) e 15h15 (Peru), com transmissão do sportv2.
A Seleção feminina de vôlei joga duas vezes e em continentes diferentes nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, em um feito raro que desafia a logística e testa a profundidade do elenco verde-amarelo. Enquanto a equipe principal busca um feito inédito na Liga das Nações (VNL) em Macau, na China, o time B disputa a Copa Sul-Americana em Lima, no Peru, com um objetivo claro: garantir vaga no pré-olímpico para Los Angeles 2028. Sim, é o mesmo país, Brasil, mas dois mundos paralelos no vôlei feminino — e ambos com a obrigação de vencer.
Se você pensou que era pegadinha, não é. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e a comissão técnica, liderada por José Roberto Guimarães, montaram uma estratégia ousada: escalar dois times simultaneamente em competições de pesos diferentes. Enquanto o grupo principal encara o temido Japão nas quartas da VNL — torneio que o Brasil nunca venceu —, as reservas têm missão quase obrigatória: passar por Bolívia, Peru e Chile na Sul-Americana e avançar às semifinais. Confira também: Brasil sem Gabi e Júlia Kudiess: Zé Roberto lança plano ousado e jovem promessa assume missão na VNL
Macau: o duelo que mexe com o passado e o futuro
Às 8h30 (horário de Brasília), o Brasil enfrenta o Japão nas quartas de final da VNL. Não é um jogo qualquer: as japonesas, treinadas por Masayoshi Manabe, são conhecidas pela defesa implacável e velocidade nos ataques. Zé Roberto não esconde o respeito: “Nunca será jogo fácil contra o Japão. Eles têm técnica e precisão impressionantes”, declarou o técnico antes da viagem.
Na fase classificatória, o Brasil venceu o Japão por 3 a 1, mas fora de casa. Agora, em quadra neutra na China, o cenário pode mudar. A equipe verde-amarela vem com força máxima disponível — sem Gabi Guimarães, que está de fora por lesão, e sem a central Júlia Kudiess. Quem assume o protagonismo são as ponteiras Júlia Bergmann e Ana Cristina, que carregam a responsabilidade de liderar um ataque que precisa ser eficiente contra o sistema defensivo japonês.
A VNL existe desde 2018 e o Brasil nunca ficou com o ouro. Em 2022 e 2024, chegou perto, mas caiu nas semifinais. Este ano, a torcida espera quebrar o jejum. Veja mais detalhes em: Brasil x Japão no Vôlei Feminino: Pressão Máxima na Liga das Nações Pode Definir o Futuro da Seleção
| Competição | Local | Horário (Brasília) | Adversário | Técnico | Objetivo |
|---|---|---|---|---|---|
| Liga das Nações (VNL) | Macau, China | 8h30 | Japão | Zé Roberto | Vencer as quartas e buscar título inédito |
| Copa Sul-Americana | Lima, Peru | 15h15 | Bolívia | Wagão | Vencer e avançar às semifinais; garantir vaga no pré-olímpico |
Lima: a chance de ouro do time B mostrar serviço
Enquanto Zé Roberto comanda as titulares na China, quem assume a seleção B no Peru é o auxiliar Wagão. A partida contra a Bolívia, às 15h15, é a estreia na primeira fase da Copa Sul-Americana. Depois, encara Peru e Chile. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam às semifinais — e o torneio vale quatro vagas no pré-olímpico de setembro.
O Brasil já tem vaga assegurada no pré-olímpico, assim como a Argentina, mas a competição serve como laboratório para testar jogadoras que podem ser chamadas para o time principal no futuro. Kika, líbero convocada, é uma das promessas que ganha minutos em quadra. “A seleção B é uma grande oportunidade para essas jogadoras que estão muito próximas da A poderem entrar, participar de treinamentos e jogos”, disse Zé Roberto durante a final da Superliga feminina.
A estratégia de rodar o elenco é uma resposta à necessidade de renovação. O vôlei feminino brasileiro, que dominou os anos 2000 e 2010, viu a hegemonia ser ameaçada nos últimos ciclos. Com a geração de ouro (Sheilla, Fabiana, Jaqueline) se aposentando, o país precisa de novos talentos. Acesse nosso artigo: Nalbert detona base do vôlei masculino: ‘Pagamos conta alta’ e revela crise profunda — reflexão que também serve de alerta para o feminino.
Contexto: por que dois jogos no mesmo dia?
A coincidência de calendário não é acidental. A CBV planejou a participação das duas seleções para maximizar o número de jogadoras experientes em competições internacionais. Enquanto a VNL é o palco principal, a Sul-Americana é essencial para a classificação olímpica. O pré-olímpico de setembro, no Maracanãzinho, dará vagas para Los Angeles 2028. Portanto, cada vitória conta — seja na China ou no Peru.
Vale lembrar que a seleção masculina também passa por turbulências, como mostra a recente eliminação precoce na VNL. Entenda melhor: Crise no vôlei masculino: Seleção encara pressão máxima no Rio para evitar desastre olímpico.
O que está em jogo para o Brasil?
Os dois jogos desta quarta-feira simbolizam dois problemas diferentes. Na VNL, a pressão por um título que nunca veio. Na Sul-Americana, a necessidade de dar rodagem para a base sem comprometer a vaga olímpica. Se o Brasil perder para o Japão, a temporada internacional do time principal pode terminar com um gosto amargo. Se o time B tropeçar contra Bolívia, a pressão sobre Wagão e as jogadoras crescerá.
Segundo o site oficial da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), a VNL deste ano tem recorde de audiência, e o Brasil é uma das seleções mais assistidas. Já a Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV) aposta na competição para fortalecer o voleibol regional.
Perguntas Frequentes
Por que a seleção feminina de vôlei joga duas partidas no mesmo dia?
A comissão técnica optou por dividir o elenco em dois grupos: o time principal disputa a Liga das Nações na China, enquanto a seleção B participa da Copa Sul-Americana no Peru. A estratégia visa dar experiência a novas jogadoras e maximizar o aproveitamento do calendário internacional.
Quem são as jogadoras convocadas para cada partida?
Na VNL, Zé Roberto conta com Júlia Bergmann, Ana Cristina, e outras titulares, sem Gabi Guimarães (lesionada) e Júlia Kudiess. Na Sul-Americana, Wagão comanda um elenco misto com Kika (líbero) e outras promessas. As listas completas foram divulgadas pela CBV.
O que acontece se o Brasil perder para o Japão na VNL?
Se perder, o Brasil será eliminado nas quartas de final e não chegará ao pódio. Seria a quarta eliminação precoce consecutiva da seleção na VNL, aumentando a pressão por renovação e resultados.

