Renato convive com desfalques no Vasco e completa dois meses sem repetir escalação no Brasileiro. A instabilidade no elenco tem sido a tônica do técnico Renato Gaúcho no comando do Cruzmaltino no campeonato nacional. Desde o início da competição em 2026, o treinador tem enfrentado um verdadeiro quebra-cabeça para montar a equipe titular, o que o impede de manter uma formação regular há exatos 60 dias.
A necessidade de conciliar a disputa do Brasileirão com outras competições, como a Copa Sul-Americana, forçou uma estratégia de rodízio intenso no elenco. No entanto, a rotatividade tem sido acentuada por uma série de fatores que vão além da gestão de carga dos atletas. Lesões inesperadas, suspensões por cartões e a busca por ajustes táticos pontuais têm levado Renato Gaúcho a mudar a escalação em cada partida do Campeonato Brasileiro.
O Desafio da Regularidade no Vasco
Desde o início do Brasileirão de 2026, o Vasco só conseguiu repetir a mesma formação titular em duas ocasiões. Foram elas nas vitórias contra o Fluminense e o Grêmio, ambas no mês de março. Naquelas partidas, a equipe que entrou em campo foi composta por Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan e Cuiabano; Hugo Moura, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Nuno Moreira, Andrés Gómez e David.
De lá para cá, o cenário mudou drasticamente. Oito jogos consecutivos foram disputados com escalações distintas. A ausência de Cuiabano, que sofreu um edema na coxa esquerda e está afastado dos gramados desde o revés para o Corinthians, foi um dos primeiros golpes. Mais recentemente, Paulo Henrique também se juntou ao departamento médico, com uma entorse no tornozelo direito, com previsão de retorno apenas após a pausa para a Copa do Mundo.
Defesa em Construção: Zaga e Laterais Sob Pressão
A linha defensiva do Vasco tem sido um dos setores mais afetados pelas mudanças. Enquanto Robert Renan se consolidou como titular absoluto em todas as 12 aparições de Renato no Brasileirão, os outros zagueiros enfrentam dificuldades para se firmar. Saldivia e Cuesta, por exemplo, têm alternado atuações abaixo do esperado, impedindo a formação de uma dupla de zaga consistente para acompanhar Robert Renan.
A lateral direita, em particular, tem sido um ponto de interrogação constante. Nos primeiros quatro jogos, Nuno Moreira foi escalado na posição. Em seguida, Rojas assumiu a titularidade, mas Hinestroza e Brenner também tiveram suas chances, sem conseguir se firmar definitivamente. A esperança de uma solução surgiu com Adson, que teve uma boa atuação como titular na vitória sobre o Athletico-PR. Contudo, o meia já passa por um controle de carga, ficando de fora do duelo contra o Internacional por precaução, após demonstrar sinais de fadiga, algo compreensível dada sua recuperação de um longo período afastado dos gramados.
Escalações do Vasco no Brasileirão: Um Panorama da Instabilidade
Para ilustrar a constante metamorfose do time, apresentamos um resumo das escalações de Renato Gaúcho nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro:
- Vasco 2 x 1 Palmeiras: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Lucas Piton; Hugo Moura, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Nuno Moreira, David, Andrés Gómez.
- Cruzeiro 3 x 3 Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Hugo Moura, Barros, Tchê Tchê; Nuno Moreira, David, Andrés Gómez.
- Vasco 3 x 2 Fluminense: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Hugo Moura, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Nuno Moreira, David, Andrés Gómez.
- Vasco 2 x 1 Grêmio: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Hugo Moura, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Nuno Moreira, David, Andrés Gómez.
- Coritiba 1 x 1 Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Lucas Piton; Hugo Moura, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Nuno Moreira, Marino, Hinestroza, David.
- Vasco 1 x 2 Botafogo: Léo Jardim; Puma Rodríguez, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Barros, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Johan Rojas, David, Andrés Gómez.
- Remo 1 x 1 Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Barros, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Johan Rojas, David, Andrés Gómez.
- Vasco 2 x 1 São Paulo: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan, Cuiabano; Barros, Thiago Mendes, Tchê Tchê; Johan Rojas, David, Andrés Gómez.
- Corinthians 1 x 0 Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan, Cuiabano; Barros, Tchê Tchê, Thiago Mendes; Andrés Gómez, David, Brenner.
- Flamengo 2 x 2 Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan, Lucas Piton; Barros, Thiago Mendes, Johan Rojas; Brenner, David, Andrés Gómez.
- Vasco 1 x 0 Athletico-PR: Léo Jardim; Puma Rodríguez, Carlos Cuesta, Robert Renan, Lucas Piton; Hugo Moura, Thiago Mendes, Johan Rojas; Adson, Andrés Gómez, Spinelli.
- Internacional 4 x 1 Vasco: Léo Jardim; Puma Rodríguez, Carlos Cuesta, Robert Renan, Lucas Piton; Barros, Hugo Moura, Tchê Tchê; Nuno Moreira, Brenner, Andrés Gómez.
A busca por uma formação sólida e a gestão dos desfalques continuam sendo os principais desafios para Renato Gaúcho e sua comissão técnica. A expectativa é que, com o passar do tempo e a recuperação de atletas importantes, o Vasco consiga encontrar maior regularidade em suas escalações e, consequentemente, em seu desempenho em campo. Para aprofundar sobre as estratégias táticas e o desempenho de outras equipes no Brasileirão, confira também o caso da joia do Botafogo e os planos do goleiro Kaique do Palmeiras.
Renato convive com desfalques no Vasco e completa dois meses sem repetir escalação no Brasileiro: O Caminho para a Estabilidade
Ainda que o cenário atual apresente desafios, a capacidade de adaptação de Renato Gaúcho é um ponto a ser observado. A gestão do elenco, especialmente com a quantidade de competições em disputa, exige decisões complexas. O torcedor vascaíno espera que, em breve, o treinador consiga encontrar a formação ideal que traga a consistência necessária para as ambições do clube no restante da temporada. Para entender melhor o impacto das eliminações, leia a declaração de Leila Pereira sobre a eliminação do Verdão. E para uma visão sobre confrontos marcantes, descubra o protagonismo de Pedro contra o Palmeiras.
A oscilação de desempenho e a dificuldade em manter uma espinha dorsal fixa no time são reflexos diretos dessa conjuntura. A esperança reside na recuperação física dos atletas e na possibilidade de o treinador ter mais opções para montar a equipe a cada rodada. Entenda também a história da casa do Peñarol, o Campeón del Siglo.

