Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Vasco returno Brasileiro: do topo da tabela ao Z-4 em quatro meses
- Pedro Emanuel, o terceiro técnico do Vasco returno Brasileiro, estreia em casa sob pressão
- Os números do primeiro turno: um retrato da crise
- A saída de Coutinho e o ataque que não funciona
- Reforma em São Januário: palco de esperança ou pressão?
- O que esperar do Vasco no returno?
- Perguntas Frequentes
- Por que o Vasco caiu tanto no primeiro turno?
- Qual o impacto da saída de Philippe Coutinho no Vasco returno Brasileiro?
- Pedro Emanuel pode salvar o Vasco do rebaixamento?
Pontos Principais
- Vasco começa o returno do Brasileirão 2026 na zona de rebaixamento, com apenas 20 pontos.
- Com três técnicos diferentes na temporada, o clube viu o sonho da Libertadores ruir.
- A saída de Philippe Coutinho por problemas psicológicos e as contratações que não renderam agravam a crise.
- Pedro Emanuel, terceiro comandante, faz estreia em São Januário contra o Mirassol com pressão máxima.
Vasco returno Brasileiro entra em campo neste sábado (25 de julho de 2026) com o cenário mais sombrio possível. O que era para ser uma briga por vaga na Libertadores se transformou em luta desesperada contra o rebaixamento. O time abre o returno na 17ª posição, com 20 pontos, sob o comando do terceiro treinador no ano e sem seu principal craque. A diretoria prometeu revolucionar o elenco, mas o que se vê é um gigante cambaleante prestes a cair.
Na teoria, o Vasco montou um elenco de peso. Na prática, o que se viu no primeiro turno foi uma sucessão de erros técnicos, trocas de comando e uma crise mental que levou até mesmo o ídolo Philippe Coutinho a pedir para sair. Agora, com Pedro Emanuel à beira do campo, a esperança é que o português consiga, em poucos jogos, reverter um quadro que já parece crônico. Mas será que dá tempo?
Vasco returno Brasileiro: do topo da tabela ao Z-4 em quatro meses
No início de 2026, a diretoria do Vasco da Gama anunciou metas ousadas: brigar entre a 5ª e 7ª colocação, retornar à elite continental e devolver a alegria ao torcedor. O orçamento foi turbinado, contratações foram feitas, e o nome de Fernando Diniz foi escolhido para comandar o projeto. Só que o futebol, como sempre, pregou uma peça cruel.
Em apenas 19 rodadas, o Vasco trocou de técnico duas vezes, perdeu seu principal jogador por questões pessoais e viu o sistema defensivo desmoronar. Foram apenas 20 gols marcados e 32 sofridos — números de equipe que luta contra a queda, não de quem almeja voos mais altos. Confira também como outros clubes gigantes enfrentaram crises semelhantes: Alex reencontra Negrucci no Athletic e solta declaração bombástica sobre futuro do volante.
O que mais preocupa o torcedor vascaíno é a sensação de déjà vu. Mais uma vez, o clube repete o roteiro de promessas no início do ano e decepção na metade da temporada. A diferença agora é que o returno do Brasileirão começa com o time na zona de rebaixamento, e cada ponto perdido pode ser fatal.
Pedro Emanuel, o terceiro técnico do Vasco returno Brasileiro, estreia em casa sob pressão
O português Pedro Emanuel foi contratado depois da pausa para a Copa do Mundo, mas sua estreia em São Januário acontece apenas neste sábado contra o Mirassol. Ele assume um time que já teve duas identidades em 2026: a de Fernando Diniz, que durou quatro rodadas, e a de Renato Gaúcho, que comandou 14 partidas. Ambos não conseguiram dar liga ao elenco.
Renato Gaúcho, aliás, deixou o clube com um aproveitamento de apenas 35% dos pontos — pior que o de Diniz. Agora, a esperança recai sobre Pedro Emanuel, que promete um futebol mais organizado e consistente. Mas, com pouco tempo de trabalho, a torcida já se pergunta se ele conseguirá montar um time competitivo antes que a degola se confirme.
O adversário da estreia, o Mirassol, já venceu o Vasco no primeiro turno (2 a 1, em São Paulo). Naquela ocasião, Coutinho até marcou, mas não evitou a derrota. Agora, sem o camisa 11, o ataque vascaíno precisa mostrar serviço. Para aprofundar no desempenho ofensivo do Vasco, veja nossa análise: Thiago Borbas reforço do Atlético: a aposta explosiva no uruguaio que pode ser talismã ou fiasco.
Os números do primeiro turno: um retrato da crise
| Técnico | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Aproveitamento |
|---|---|---|---|---|---|
| Fernando Diniz | 4 | 1 | 1 | 2 | 33% |
| Renato Gaúcho | 14 | 4 | 3 | 7 | 35% |
| Pedro Emanuel | 0* | 0 | 0 | 0 | — |
* Dados até o início do returno.
A saída de Coutinho e o ataque que não funciona
Um dos maiores baques do primeiro turno foi a saída de Philippe Coutinho. O meia-atacante, que voltou ao clube em 2026 com status de ídolo, atuou em apenas três partidas do Brasileirão 2026 antes de pedir para deixar o elenco por questões de saúde mental. A notícia chocou o torcedor e deixou o time sem sua principal referência técnica. Em campo, o que se viu foi um ataque desorganizado e dependente de lampejos individuais.
Johan Rojas, que herdou a camisa 10, tem alternado boas atuações com partidas apagadas. Marino Hinestroza, contratado para ser a estrela da ponta, ainda não desencantou. E Brenner e Spinelli não conseguem se firmar na briga pela camisa 9. A equipe soma apenas 20 gols no campeonato, a quarta pior marca entre os 20 clubes. Descubra como outros times reagiram a saídas de craques: Cruzeiro Concretiza Contratação de Zé Lucas em Acordo de R$ 25,5 Milhões.
O Vasco precisa urgentemente de soluções ofensivas. Pedro Emanuel já indicou que pode mudar o esquema tático, mas o tempo é curto. O returno começa com uma sequência de jogos contra times da parte de baixo da tabela, o que poderia ser uma oportunidade — mas também uma armadilha para quem não decolar rapidamente.
Reforma em São Januário: palco de esperança ou pressão?
A estreia de Pedro Emanuel em casa ocorre em meio a polêmicas fora de campo. A reforma do estádio São Januário, que deveria impulsionar a arrecadação e a modernização, virou um imbróglio político. Saiba mais sobre essa briga de bastidores: Bomba em São Januário! Presidente da Assembleia Geral assume controle da reforma e promete reviravolta.
Enquanto a diretoria briga entre si, o time sofre dentro das quatro linhas. O torcedor, que lotou São Januário no início do ano, agora vai com o coração apertado, temendo mais uma humilhação. Contra o Mirassol, a exigência é clara: três pontos para respirar e começar a reconstrução.
O que esperar do Vasco no returno?
Se algo pode salvar o Vasco da degola, é a recuperação emocional. O clube precisa de um líder técnico que consiga organizar a defesa (já são 32 gols sofridos) e dar confiança ao ataque. Pedro Emanuel tem experiência em situações de crise na Europa, mas o Brasileirão é um campeonato impiedoso.
As próximas cinco rodadas serão decisivas. O time enfrenta concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento, como o próprio Mirassol, e precisa somar pelo menos 10 pontos para deixar o Z-4. A meta de Libertadores já virou piada entre os analistas — agora, o objetivo é sobreviver na elite.
Segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol, times que iniciam o returno na zona de rebaixamento com 20 pontos têm cerca de 40% de chance de escapar. Ou seja, ainda há esperança, mas o trabalho precisa começar ontem.
Leia também sobre outro jogador que pode ser fundamental na reta final do campeonato: O segredo explosivo por trás dos passes para finalizações de Lucho Acosta no Fluminense.
Perguntas Frequentes
Por que o Vasco caiu tanto no primeiro turno?
Vários fatores se combinaram para transformar o sonho da Libertadores em pesadelo de Z-4. As trocas constantes de técnico impediram a formação de um padrão tático. As contratações, como Johan Rojas e Marino Hinestroza, não renderam o esperado. E a saída de Philippe Coutinho, por questões psicológicas, tirou do time sua principal criatividade. Além disso, o sistema defensivo falhou repetidamente, com 32 gols sofridos em 19 rodadas.
Qual o impacto da saída de Philippe Coutinho no Vasco returno Brasileiro?
O impacto foi devastador. Coutinho era o jogador mais talentoso do elenco, capaz de decidir partidas sozinho. Sua saída deixou um vácuo técnico e emocional. O time perdeu sua referência no ataque e a torcida perdeu a esperança de ver um ídolo brilhar. Em campo, a ausência de um criador de jogadas fez com que o Vasco se tornasse previsível e dependente de chutões e jogadas individuais.
Pedro Emanuel pode salvar o Vasco do rebaixamento?
É possível, mas o desafio é enorme. Pedro Emanuel tem currículo vitorioso em Portugal e experiência em competições de mata-mata, mas o Brasileirão é uma prova de regularidade. Ele precisa rapidamente organizar a defesa e encontrar uma dupla de ataque que funcione. A estreia contra o Mirassol será um termômetro. Se ele conseguir 100% dos pontos nos primeiros jogos, a confiança renasce. Caso contrário, a pressão pode ser fatal.

