Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A tática da velocidade: fugir do bloqueio e surpreender
- “Gigantes” por opção: a força do emocional dentro das areias
- Do sonho “baixo” ao topo: a trajetória meteórica
- Próximos passos: quinta etapa do Circuito Brasileiro
- Perguntas Frequentes
- Como a dupla de 1,70m consegue competir com adversárias mais altas?
- Qual a importância da velocidade no vôlei de praia?
- Quais são os próximos desafios de Verena e Thainara?
Pontos Principais
- Verena (1,67m) e Thainara (1,73m) lideram o ranking brasileiro de vôlei de praia em 2026 com apenas sete meses de parceria.
- A velocidade é o trunfo principal para compensar a baixa estatura e superar adversárias com até 17cm a mais de altura.
- A dupla já venceu o Circuito Sul-Americano Finals e mira a Copa do Mundo do ano que vem como próximo grande objetivo.
Velocidade no topo do ranking de vôlei de praia não é apenas uma expressão: é a realidade da dupla Verena e Thainara, que com apenas 1,70m de altura cada, lideram o Circuito Brasileiro em 2026. A resposta para o sucesso é direta: apostar em uma movimentação explosiva e jogadas rápidas para desmontar bloqueios altos e defesas das rivais. Leia também: Itália vira maior desafio do Brasil no vôlei e ameaça domínio na semifinal da VNL.
Na quinta etapa do Circuito Brasileiro, disputada nesta semana, a dupla estreou com uma vitória arrasadora sobre Fer Battistetti e Mayara por 2 sets a 0 (21/10 e 21/12). Durante a partida, as duas se chamavam de “gigantes” — um apelido que virou mantra e traduz a confiança que transborda dentro de quadra.
A tática da velocidade: fugir do bloqueio e surpreender
Verena, carioca radicada no Ceará, de 1,67m, e Thainara, potiguar que também vive no Ceará, de 1,73m, formam uma das duplas mais baixas do circuito profissional. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a altura não é um obstáculo — é um combustível. “A gente tenta jogar sempre na velocidade. Já que não temos tanta altura, trabalhamos bastante a parte de velocidade nos treinos. Nosso objetivo é jogar na velocidade, fazer jogada, fugir do bloqueio, e isso acaba sendo um ponto forte do nosso time”, explica Verena.
A diferença de estatura para as três melhores duplas brasileiras no ranking mundial é de, em média, 17 centímetros. Enquanto Verena e Thainara têm média de 1,70m, as rivais de ponta ostentam cerca de 1,87m. Para compensar, a dupla aposta em um ritmo alucinante de trocas de bola, ataques rápidos e variações de direção que desorientam a defesa adversária.
| Dupla | Altura Média | Diferença para Verena/Thainara |
|---|---|---|
| Verena e Thainara | 1,70 m | – |
| Top 3 brasileiras no ranking mundial | 1,87 m | +17 cm |
| Shelda Bedê (referência histórica) | 1,65 m | -5 cm |
Shelda Bedê, com 1,65m, é a prova viva de que altura não define talento: conquistou duas pratas olímpicas (Sydney 2000 e Atenas 2004), bicampeonato mundial e mais de 100 títulos ao lado de Adriana Behar (1,78m). Verena e Thainara bebem dessa fonte de inspiração.
“Gigantes” por opção: a força do emocional dentro das areias
Thainara revela que o hábito de se chamarem de gigantes é uma estratégia mental. “A gente impõe muito isso: colocar a outra para cima, chamar a outra de gigante, de melhor do mundo, porque ali a gente está realmente entregue uma para a outra. A gente se chama e estimula dessa forma”, conta a atleta. A motivação constante é um dos pilares que transformam a estatura em vantagem psicológica.
Mas a velocidade no topo do ranking de vôlei de praia também exige entrosamento. A amizade entre as duas existia antes da formação da dupla, o que acelerou a sintonia. “Ter uma pessoa que está ali passando informação já facilita muito, principalmente quando a gente está sob pressão”, destaca Thainara sobre a visão de jogo de Verena.
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Do sonho “baixo” ao topo: a trajetória meteórica
Em menos de sete meses de parceria, a dupla já conquistou o Circuito Sul-Americano Finals em Iquique, no Chile, em maio de 2026. Na final, 100% brasileira, venceram Kyce e Talita por 2 a 0 (21/10 e 21/17). Apesar de atualmente ocuparem a 26ª posição no ranking mundial, o foco é interno: terminar o ano no top 3 nacional.
As “pequenas gigantes”, como foram chamadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em uma postagem que viralizou, não escondem a ambição. A Copa do Mundo do ano que vem é a meta principal. O Brasil é o país com mais medalhas na história do torneio, e elas querem escrever seu nome nessa trajetória.
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Próximos passos: quinta etapa do Circuito Brasileiro
A competição segue nesta sexta-feira (24) com jogos classificatórios e oitavas de final. No sábado (25), serão definidas as semifinais, e no domingo (26), as finais, com transmissão ao vivo pelo sportv2 a partir das 10h. Verena e Thainara chegam embaladas e prontas para mostrar que velocidade não é só atributo — é identidade.
Com uma campanha que mistura superação, amizade e tática, a dupla prova que no vôlei de praia o tamanho do coração e a rapidez dos movimentos podem superar qualquer centímetro de desvantagem.
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Perguntas Frequentes
Como a dupla de 1,70m consegue competir com adversárias mais altas?
A principal estratégia é a velocidade. Verena e Thainara priorizam treinos de explosão, movimentação rápida e ataques que fogem do bloqueio adversário. Além disso, o entrosamento e a motivação constante entre elas compensam a diferença de estatura.
Qual a importância da velocidade no vôlei de praia?
A velocidade é um diferencial decisivo no vôlei de praia porque permite surpreender a defesa adversária, reduzir o tempo de reação das rivais e criar jogadas imprevisíveis. Duplas mais baixas, como a de Verena e Thainara, transformam a rapidez em sua principal arma ofensiva.
Quais são os próximos desafios de Verena e Thainara?
Após liderar o ranking nacional, o próximo grande objetivo é a Copa do Mundo do ano que vem. A dupla também quer se consolidar no top 3 do Circuito Brasileiro e, a médio prazo, sonha com uma vaga olímpica, embora ainda não foque nisso diretamente.
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Foto: Reprodução/Redes Sociais.

