Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O erro que selou o adeus aos pênaltis
- O legado de Akanji como batedor
- Estatísticas de Akanji em disputas de pênaltis pela Suíça
- Contexto mais amplo: a pressão nos pênaltis
- Reações e próximos passos
- Consequências para o futuro da seleção
- Perguntas Frequentes
- Por que Manuel Akanji decidiu parar de cobrar pênaltis?
- Quantos pênaltis Akanji já perdeu pela seleção suíça?
- Qual foi a reação do técnico e dos companheiros após o erro?
Pontos Principais
- Manuel Akanji revelou que não cobrará mais pênaltis pela seleção suíça após falha na Copa do Mundo de 2026.
- O zagueiro errou sua terceira cobrança em disputas decisivas pela Suíça, nas Eurocopas de 2020 e 2024 e no Mundial.
- Apesar do erro, a Suíça venceu a Colômbia nos pênaltis e avançou às quartas de final.
- Akanji admitiu ter mudado de ideia no último momento, o que contribuiu para o chute desastroso.
O zagueiro da Suíça pênaltis agora é página virada na carreira de Manuel Akanji. O defensor do Manchester City afirmou, após a classificação suíça para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026, que não irá mais assumir a responsabilidade de cobrar penalidades pela seleção nacional. “Foi desastroso”, resumiu o jogador, referindo-se à cobrança que isolou a bola sobre o gol colombiano na disputa eliminatória.
Em entrevista à imprensa suíça, Akanji confirmou que comunicou a decisão ao técnico Murat Yakin ainda no gramado. “Eu disse ao Muri que aquele seria o último pênalti que eu bateria. É uma sensação horrível, mas o time conseguiu vencer e isso é o que importa.” A declaração encerra um ciclo marcado por três falhas consecutivas em disputas de pênaltis pela seleção, algo raro para um jogador de sua experiência e qualidade técnica.
O erro aconteceu na partida contra a Colômbia, válida pelas oitavas de final do Mundial. Após um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Akanji, que já havia perdido cobranças nas Eurocopas de 2020 (contra a Espanha) e 2024 (contra a Inglaterra), foi novamente escalado como batedor. Desta vez, porém, seu chute saiu completamente torto, passando quatro metros acima do travessão.
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O erro que selou o adeus aos pênaltis
Na análise da jogada, Akanji revelou que mudou a estratégia de cobrança no último instante, o que comprometeu a execução. “Mudei de ideia no último momento. A regra mais antiga do futebol diz que não se deve mudar de ideia na hora do pênalti. Fui para a cobrança, escorreguei um pouco e a bola passou quatro metros acima do gol”, lamentou o zagueiro, visivelmente frustrado.
O episódio reacendeu o debate sobre a pressão psicológica nas cobranças de pênalti e a dificuldade de manter a confiança após erros repetidos. Especialistas em psicologia esportiva apontam que a tomada de decisão sob estresse extremo pode levar a vacilos como o de Akanji. O próprio jogador reconheceu que o histórico negativo pesou: “Já são três pênaltis perdidos em disputas importantes. Não quero mais passar por isso.”
Curiosamente, a falha não impediu a classificação suíça. Os companheiros converteram suas cobranças e o goleiro Yann Sommer fez defesas cruciais, garantindo a vitória por 4 a 3 nos pênaltis. A reação imediata do elenco foi de alívio e apoio a Akanji, que, apesar do erro, recebeu abraços e palavras de incentivo.
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O legado de Akanji como batedor
Manuel Akanji se tornou o rosto de uma das maiores curiosidades do futebol suíço: um defensor escalado regularmente para cobranças de pênalti e que acumula um retrospecto negativo em competições de alto nível. Antes da Copa de 2026, o zagueiro já havia errado nas quartas de final da Euro 2020 contra a Espanha (derrota por 3 a 1 nos pênaltis) e nas quartas da Euro 2024 contra a Inglaterra (cobrança defendida por Pickford).
A decisão de encerrar essa função levanta questões sobre quem assumirá a responsabilidade nas próximas disputas. A Suíça conta com outros batedores experientes, como Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, mas a confiança de Akanji era um trunfo que agora se perde. “Ele sempre foi voluntário para bater, mesmo depois dos erros. Respeito sua decisão”, declarou o técnico Yakin.
Para entender melhor o impacto da declaração no cenário do futebol suíço, veja mais detalhes sobre as polêmicas arbitrais na competição que também marcaram esta fase do Mundial.
Estatísticas de Akanji em disputas de pênaltis pela Suíça
| Competição | Adversário | Resultado da Cobrança | Resultado Final |
|---|---|---|---|
| Euro 2020 (quartas) | Espanha | Errou (defesa) | Derrota (1-3 nos pênaltis) |
| Euro 2024 (quartas) | Inglaterra | Errou (defendido por Pickford) | Derrota (5-3 nos pênaltis) |
| Copa 2026 (oitavas) | Colômbia | Errou (isolou a bola) | Vitória (4-3 nos pênaltis) |
Contexto mais amplo: a pressão nos pênaltis
O caso de Akanji não é isolado. Diversos atletas de alto nível já anunciaram o fim de sua participação como batedores após falhas traumáticas. No futebol mundial, nomes como Lionel Messi, que já errou em copas, e Cristiano Ronaldo, que viveu momentos de instabilidade, mostram que a pressão afeta até os mais talentosos. A diferença, no entanto, é a posição: zagueiros raramente são os primeiros batedores, mas Akanji se destacava pela frieza nos treinos.
De acordo com dados da FIFA, a taxa de conversão de pênaltis em Copas do Mundo é de aproximadamente 75%, mas em disputas eliminatórias o índice cai para 68% devido ao estresse adicional. Akanji faz parte do grupo dos 32% que erraram nessas situações de alta pressão.
Reações e próximos passos
Após a partida, a torcida suíça nas redes sociais dividiu opiniões. Parte apoiou a decisão de Akanji, reconhecendo sua coragem em admitir o limite. Outros criticaram a insistência do técnico em mantê-lo como batedor, mesmo com o histórico negativo. “O técnico precisa rever a lista de batedores. Akanji já mostrou que não é confiável”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter).
A Federação Suíça de Futebol (SFV) não se pronunciou oficialmente, mas fontes internas indicam que a comissão técnica já trabalha em uma nova hierarquia de cobradores para as quartas de final. O próximo adversário ainda não foi definido, mas a equipe pode enfrentar a Argentina, o que aumentaria ainda mais a pressão sobre qualquer batedor.
Descubra como as emissoras estão organizando a cobertura das quartas de final e prepare-se para acompanhar os próximos capítulos dessa história.
Consequências para o futuro da seleção
A saída de Akanji do rol de batedores pode ter efeitos colaterais. Por um lado, tira um peso de seus ombros e permite que ele foque em sua principal função, a defesa. Por outro, cria um vácuo de confiança em um momento crucial do torneio. A Suíça sonha em alcançar as semifinais pela primeira vez desde 1954, quando sediou a Copa e ficou em terceiro lugar.
O próprio Akanji, em tom de desabafo, disse que pretende seguir ajudando a equipe de outras formas. “Vou continuar dando meu máximo na defesa, nos treinos, no vestiário. Mas pênalti, não. Já deu.” A declaração, carregada de sinceridade, ecoa a de outros atletas que preferiram abrir mão de uma responsabilidade que se tornou um fardo.
Para os torcedores, fica a reflexão sobre o limite da coragem e o peso dos erros passados. No futebol de alto rendimento, a linha entre o herói e o vilão é tênue, e Akanji, por ora, optou por se afastar da corda bamba.
Acesse nosso artigo sobre a análise do técnico colombiano após a eliminação para entender o outro lado da disputa.
Perguntas Frequentes
Por que Manuel Akanji decidiu parar de cobrar pênaltis?
Após errar sua terceira cobrança em disputas decisivas pela Suíça, o zagueiro afirmou que não suporta mais a pressão e que comunicou ao técnico Murat Yakin que aquela seria sua última cobrança. Ele classificou o erro como “desastroso” e admitiu que mudar de ideia no último momento comprometeu a batida.
Quantos pênaltis Akanji já perdeu pela seleção suíça?
Foram três pênaltis perdidos em competições oficiais: nas quartas de final da Euro 2020 contra a Espanha, nas quartas da Euro 2024 contra a Inglaterra e nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 contra a Colômbia. Todos em disputas eliminatórias.
Qual foi a reação do técnico e dos companheiros após o erro?
O técnico Murat Yakin respeitou a decisão de Akanji, e os companheiros de equipe o apoiaram imediatamente após o erro, com abraços e palavras de incentivo. A Suíça venceu a disputa por 4 a 3, graças às defesas de Yann Sommer e à precisão dos outros batedores.

