Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O luto por vice: Zé Roberto não esconde a dor
- Postura do Brasil: ‘Houve luta, houve atitude’
- Desafios e próximos passos: a mira no Sul-Americano
- Melissa Vargas: a cubana que virou carrasca do Brasil
- Números e curiosidades da campanha brasileira
- Lições para o ciclo olímpico
- Perguntas Frequentes
- Por que Zé Roberto falou em ‘luto’ pelo vice?
- Qual foi a postura do Brasil na final da VNL?
- Quais jovens atletas se destacaram na VNL 2026?
Pontos Principais
- Zé Roberto lamenta o vice-campeonato mas exalta a garra das jogadoras.
- Brasil chega à quinta final de VNL e perde para a Turquia com atuação de Melissa Vargas.
- Jovens como Luzia, Marcelle e Natinha ganham destaque na renovação do time.
- Técnico foca no Sul-Americano para garantir vaga em Los Angeles 2028.
- Comissão técnica e jogadoras voltam ao Brasil e ganham folga antes da reapresentação.
Com o peito aberto e a voz embargada, o técnico Zé Roberto cita luto por vice, mas elogia postura do Brasil na VNL depois de uma campanha de altos e baixos. Em entrevista exclusiva ao repórter José Renato Ambrósio, o comandante tricampeão olímpico deixou claro: o saldo da Liga das Nações 2026 é positivo, mesmo com a quinta prata consecutiva no torneio. “Houve luta, houve atitude. O comprometimento foi enorme”, disparou ele, numa mistura de lamento e orgulho que resumiu o sentimento de uma nação.
A final contra a Turquia, disputada na madrugada deste domingo (26) em Macau, na China, terminou em 3 a 1 para as europeias (parciais de 25/22, 18/25, 25/16 e 25/18). Mas o placar não conta toda a história. Sem a capitã Gabi Guimarães, lesionada na região lombar, e com desfalques de peso como Julia Kudiess e Tainara (lesionadas) e a líbero Nyeme (de licença-maternidade), o Brasil entrou em quadra com um time reformulado e jovem.
O luto por vice: Zé Roberto não esconde a dor
O técnico não disfarçou a frustração. “Sempre aquele sentimento de que dava mais um pouco”, confessou. Mas, com a lucidez de quem já viveu todos os lados do pódio, ele fez questão de colocar o vice-campeonato em perspectiva. “Diante de tantas adversidades, a gente teve luta e atitude. O saldo é positivo”, repetiu. Para Zé Roberto, o luto por vice não anula o orgulho de ver jogadoras como Luzia, Marcelle e Natinha brilharem em um jogo decisivo de nível mundial.
O Brasil encarou a seleção turca, terceira colocada no ranking da FIVB, que contou com a cubana naturalizada Melissa Vargas – eleita MVP pela segunda vez consecutiva na VNL. Ela marcou 27 pontos, com três aces e três bloqueios. Mas, mesmo diante de uma máquina de pontos, a equipe brasileira não se encolheu. “A gente vê uma Luzia jogando bem nesse nível. Isso é o que importa para o futuro”, analisou o treinador.
Postura do Brasil: ‘Houve luta, houve atitude’
Zé Roberto cita luto por vice, mas elogia postura do Brasil na VNL com uma convicção que impressiona. Ele lembrou que, na fase de grupos, o Brasil perdeu quatro peças importantes. Julia Kudiess, que lesionou o joelho na última partida da primeira fase e só volta em 2027, terminou o torneio como a melhor bloqueadora ao lado da canadense Emily Maglio – isso jogando apenas parte da competição. Tainara também se machucou, e Nyeme precisou voltar à rotina de mãe antes do previsto. Ainda assim, o time chegou à final e venceu a Itália duas vezes seguidas – incluindo um tie-break dramático nas quartas, quebrando uma sequência de 39 jogos de invencibilidade das campeãs olímpicas.
“Precisamos ver o lado positivo: mesmo sem algumas das principais jogadoras, a gente conseguiu disputar uma final de VNL. É claro que a gente queria o ouro, mas a gente tem que continuar aprendendo e treinar muito mais forte”, concluiu Zé Roberto. Para o torcedor brasileiro, fica a sensação de que o futuro está bem encaminhado. Basta ver a atuação de Helena, que surgiu como uma revelação, e a segurança de Marcelle e Natinha em momentos de pressão.
Desafios e próximos passos: a mira no Sul-Americano
Agora, o foco é outro. O Sul-Americano de Vôlei, que acontece em setembro no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, vale vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Zé Roberto já avisou que a preparação começa dentro do avião de volta para o Brasil. “Quando a gente entrar no avião hoje, já tem que começar a pensar no Sul-Americano. É o campeonato mais importante que temos neste ano, classificatório para a Olimpíada”, enfatizou.
O treinador também alertou para a evolução de outras seleções do continente, como Colômbia e Argentina. “Estão melhorando. Temos que ter cuidado”, disse. A comissão técnica e as jogadoras desembarcam em Guarulhos na terça-feira (28) e ganham uma semana de folga antes da reapresentação no Centro de Treinamento de Saquarema, no dia 3 de agosto.
Melissa Vargas: a cubana que virou carrasca do Brasil
A final da VNL feminina 2026 escancarou um nome que tira o sono dos brasileiros: Melissa Vargas. A ponteira, que nasceu em Cuba e se naturalizou turca, foi a grande responsável por desmontar a defesa brasileira nas horas decisivas. Leia também: Melissa Vargas, a cubana que virou algoz da Turquia e afundou o Brasil na final da VNL. Com 27 pontos e um saque mortal, ela repetiu o MVP da edição anterior e mostrou por que é considerada uma das melhores do mundo.
Do lado brasileiro, o desabafo de Ana Cristina ecoou forte. A ponteira, que carregou o time em vários momentos, não escondeu a emoção. Confira também: Ana Cristina desaba após vice na VNL e atinge coração do Brasil. “Aprender a valorizar o que é uma medalha de prata”, disse ela, numa frase que se tornou lema da campanha.
Números e curiosidades da campanha brasileira
Para entender o tamanho da conquista da prata, vale dar uma olhada em alguns números que mostram a força da renovação. Enquanto a seleção principal desfalcada lutava na China, o time B disputava o Sul-Americano e vencia a Argentina, garantindo vaga na final contra a Colômbia. Veja mais detalhes: Brasil B atropela Argentina e coloca fogo na final da Sul-Americana. O trabalho em paralelo mostra a profundidade do elenco brasileiro.
| Desfalque | Motivo | Impacto |
|---|---|---|
| Gabi Guimarães | Lesão lombar | Ausência da capitã e referência técnica |
| Julia Kudiess | Lesão no joelho | Melhor bloqueadora mesmo sem jogar toda a fase |
| Tainara | Lesão | Desfalque na central |
| Nyeme | Licença-maternidade | Sem a líbero titular em boa parte do torneio |
A premiação milionária também chama atenção. O Brasil ficou a um jogo de faturar R$ 5,5 milhões, mas a prata já rendeu uma boa bolada. Descubra: Prêmio milionário da VNL feminina: Brasil a um jogo de faturar R$ 5,5 milhões. O dinheiro pode ser reinvestido na estrutura da CBV, enquanto a confiança nas jovens atletas cresce.
Um dos momentos mais emblemáticos da campanha foi a defesa milagrosa de Rosamaria no tie-break contra a Itália, que garantiu a classificação para a final. Saiba mais sobre: Milagre em quadra: defesa de Rosamaria no tie-break contra a Itália. Um lance que resume a alma desta seleção: mesmo em apuros, nunca desiste.
Lições para o ciclo olímpico
Zé Roberto cita luto por vice, mas elogia postura do Brasil na VNL com um olho no futuro. O treinador sabe que a preparação para Los Angeles 2028 passa por uma renovação gradual. O fato de jovens como Luzia (19 anos) e Marcelle (21) terem jogado uma final mundial é um trunfo e tanto. “Esses hábitos precisam ser adquiridos: jogar partidas importantes, jogos difíceis para o futuro”, afirmou.
A torcida pode esperar um time ainda mais forte no Sul-Americano. Com o retorno das titulares e a confiança renovada, o Brasil busca o título continental e a vaga olímpica. O caminho é longo, mas o que se viu na VNL 2026 foi um time que honrou a camisa amarela.
Perguntas Frequentes
Por que Zé Roberto falou em ‘luto’ pelo vice?
O termo ‘luto’ foi usado pelo técnico para expressar a tristeza pela derrota na final, mas também como um processo de aceitação e superação. Ele deixou claro que, apesar da dor, o sentimento de orgulho pela luta das jogadoras é maior. O luto é passageiro; a lição fica.
Qual foi a postura do Brasil na final da VNL?
Com desfalques importantes, o Brasil entrou em quadra com garra e determinação, mas não conseguiu conter a potência ofensiva de Melissa Vargas. Zé Roberto elogiou a atitude da equipe, que mesmo pressionada, segurou o jogo e buscou a virada, ainda que sem sucesso. A postura foi de luta, sem nunca se entregar.
Quais jovens atletas se destacaram na VNL 2026?
Luzia, com apenas 19 anos, foi uma das revelações, atuando com segurança como ponteira. Marcelle e Natinha também tiveram atuações sólidas, especialmente na recepção e no passe. Helena, outra jovem, surgiu como opção no meio de rede. Essas jogadoras mostraram que o futuro do vôlei feminino brasileiro está em boas mãos.

