Sem Martinelli e Acosta, Zubeldía terá que remontar meio-campo do Fluminense; veja possibilidades. O técnico Fernando Diniz enfrenta um desafio considerável na montagem do meio-campo do Fluminense para os próximos compromissos. Com as ausências confirmadas de Martinelli, que sofreu uma lesão muscular na última quinta-feira, e Lucho Acosta, que também está fora por problemas físicos, o comandante Tricolor precisará encontrar novas soluções para um setor vital da equipe, justamente em um momento crucial da temporada, com a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro e a proximidade da Conmebol Libertadores.
Desafios e Adaptações no Setor Criativo
A perda de dois jogadores fundamentais no controle de bola e na criação de jogadas exige criatividade e estratégia por parte da comissão técnica. Martinelli, conhecido por sua consistência defensiva e capacidade de transição, e Acosta, com sua visão de jogo e habilidade para ditar o ritmo, deixam lacunas significativas que precisam ser preenchidas com jogadores que possuam características semelhantes ou que possam agregar novas dinâmicas ao jogo.
As Principais Opções Táticas de Zubeldía
O técnico argentino tem algumas alternativas para reconfigurar o setor:
Opção 1: A Continuidade da Dupla de Volantes e o Avanço de Alisson
Uma das abordagens mais naturais, considerando as últimas formações e as preferências de Zubeldía, seria manter a dupla de volantes titular, composta por Facundo Bernal e Hércules. Nesse cenário, Alisson seria escalado mais adiantado, assumindo uma função de armador central, similar ao que foi visto em partidas anteriores contra equipes como Santos e Operário-PR. Essa configuração visa manter a solidez defensiva com a dupla de volantes, ao mesmo tempo em que busca a criatividade e a articulação de jogadas com Alisson no papel de maestro.
Bernal e Hércules têm se consolidado como os pilares defensivos do meio-campo, oferecendo proteção à zaga e auxiliando na saída de bola. A adaptação de Alisson para uma posição mais avançada permitiria que ele explorasse sua qualidade técnica e visão de jogo para municiar o ataque.
Opção 2: A Entrada de um Camisa 10 Clássico
Caso Zubeldía opte por não adiantar Alisson e prefira um jogador com características mais tradicionais de meio-campista criativo, duas opções se destacam: Savarino e Ganso. Essa alternativa manteria a estrutura com os dois volantes titulares, com Bernal e Hércules compondo a base, e Savarino ou Ganso atuando mais à frente, como armadores. Ambos os jogadores já demonstraram capacidade de desempenhar essa função em momentos distintos da temporada, oferecendo diferentes nuances ao jogo ofensivo.
Ganso, com sua apurada técnica e inteligência de jogo, pode trazer a cadência e a precisão nos passes. Savarino, por sua vez, pode oferecer mais dinamismo e imprevisibilidade ao ataque, com sua capacidade de drible e infiltração. A escolha entre eles dependerá da estratégia específica para cada partida e do perfil de adversário.
Opção 3: Alisson Recuado e a Busca por um Novo Equilíbrio
Uma terceira via seria recuar Alisson para atuar mais próximo dos volantes, função na qual ele teve um bom desempenho sob o comando de Zubeldía. Essa movimentação seria especialmente considerada se Hércules apresentar sinais de desgaste físico, visto que o jogador vem de uma sequência intensa de partidas e tem sido substituído com frequência. Nesse caso, a formação do meio-campo poderia incluir Bernal, Alisson e um terceiro jogador mais avançado, que poderia ser Ganso ou Savarino, dependendo da preferência tática.
Essa opção busca otimizar a performance de Alisson em uma posição onde ele se sente mais confortável e rende bem, além de dar um respiro a Hércules. A entrada de Ganso ou Savarino complementaria o setor, adicionando a criatividade necessária.
O Retorno de Nonato como Reforço Potencial
Uma notícia animadora para Zubeldía e para a torcida Tricolor é a iminente volta de Nonato. O volante está em fase de transição para os treinos com o grupo e tem previsão de retorno às relações nas próximas semanas. Sua recuperação de uma torção no tornozelo, após superar uma lesão na coxa, trará mais uma peça valiosa ao elenco.
Nonato pode atuar tanto como segundo volante quanto como um dos integrantes da linha de três no meio-campo, oferecendo versatilidade e experiência. Sua reintegração será um alívio para o treinador, ampliando as opções e permitindo maior flexibilidade tática.
A necessidade de remontar o meio-campo sem Martinelli e Acosta força Zubeldía a exercitar sua capacidade de adaptação tática. As diferentes possibilidades apresentadas demonstram a profundidade do elenco e a busca por manter a competitividade do Fluminense em todas as frentes. A forma como o treinador conduzirá essas mudanças será crucial para o sucesso da equipe nos próximos desafios. Para saber mais sobre as estratégias e escalações em outros clubes, confira também o caso do Cruzeiro e a regra dos 12 jogos. Já para ficar por dentro de onde assistir aos jogos do Brasileirão, acesse nosso guia completo da rodada.
Preocupações e Expectativas para os Próximos Jogos
A dupla ausência de Martinelli e Acosta levanta questionamentos sobre a capacidade do Fluminense de manter o mesmo nível de performance e controle de jogo. No entanto, o elenco possui jogadores com potencial para suprir essas carências. A adaptabilidade de Alisson, a experiência de Ganso, a energia de Savarino, a consistência de Bernal e Hércules, e a futura volta de Nonato, são fatores que indicam que o time tem recursos para superar esses desfalques.
A gestão da carga de jogos e a busca por um entrosamento rápido entre as novas formações serão determinantes. O Fluminense demonstrou resiliência em outras ocasiões e a expectativa é que Zubeldía consiga encontrar a combinação ideal para manter o time brigando pelas primeiras posições e avançando na Libertadores. A capacidade de adaptação tática é um dos pilares para o sucesso em competições de alto nível.
Enquanto o Fluminense se prepara para esses desafios, outros clubes também enfrentam suas próprias questões táticas. Por exemplo, o Fortaleza define sua tática com o retorno de Miritello ao ataque, e o Vasco tem dúvidas cruciais na escalação contra o Corinthians. O Botafogo também tem fatores cruciais em seu embarque para Brasília. Entender essas movimentações é fundamental para acompanhar o cenário do futebol brasileiro.

