Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Uma máquina de vitórias em dois continentes
- O plano ousado de Zé Roberto: renovação sem perder a competitividade
- Desempenho arrasador na estreia: 3 a 0 sem sustos
- Copa Sul-Americana: a porta de entrada para Los Angeles 2028
- Agenda do Brasil B na Copa Sul-Americana
- Contexto: a divisão de elenco e seus desafios
- O que esperar da sequência?
- Perguntas Frequentes
- Como o Brasil conseguiu jogar na China e no Peru no mesmo dia?
- Quais jogadoras estão no time B do Brasil na Copa Sul-Americana?
- Qual a importância da Copa Sul-Americana para a seleção feminina?
Pontos Principais
- Seleção brasileira feminina de vôlei venceu Bolívia por 3 a 0 na Copa Sul-Americana, apenas seis horas depois de derrotar o Japão na VNL, na China.
- Time B do Brasil, comandado por Wagão, dominou a partida em Lima com parciais de 25/18, 25/19 e 25/11.
- Estratégia de Zé Roberto Guimarães de dividir o elenco em dois grupos visa renovação e preparação para o Pré-Olímpico de 2028.
- Próximo desafio do Brasil B é contra o Peru, anfitrião da competição, nesta quinta-feira.
O Brasil supera Bolívia de forma avassaladora no mesmo dia em que a equipe principal derrotava o Japão do outro lado do mundo. Sim, você leu certo: enquanto a seleção A suava a camisa em Macau, na China, pelas quartas de final da VNL, o time B da seleção brasileira feminina supera Bolívia, no Peru, apenas seis horas depois — um feito que mistura logística de louco e talento de sobra.
Em Lima, a equipe verde e amarela não deu chances para as bolivianas: 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/19 e 25/11. A oposta Sabrina Machado foi o destaque, anotando dez pontos e liderando a vitória que abre a participação brasileira na Copa Sul-Americana. A competição, que está sendo transmitida pelo sportv 2, vale quatro vagas no Pré-Olímpico Sul-Americano, marcado para setembro no Maracanãzinho. Confira também como o Brasil conseguiu entrar em quadra na China e no Peru ao mesmo tempo.
Uma máquina de vitórias em dois continentes
Se você pensa que a rotina de uma seleção de vôlei é cansativa, imagine jogar uma partida decisiva na China e, horas depois, ter outra equipe entrando em quadra no Peru. Pois foi exatamente isso que aconteceu nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026. Enquanto o time principal, sob o comando de José Roberto Guimarães, eliminava o Japão na VNL, o time B — treinado por Wagão — pisava firme em Lima.
A diferença de fuso horário entre Macau e Lima é de 13 horas, mas a logística foi organizada para que as duas partidas ocorressem no mesmo dia calendário. O resultado? Duas vitórias, dois continentes, um só país dominando o vôlei mundial. Veja mais detalhes sobre o jogo desesperador contra o Japão, que teve 209 defesas e ralis de 35 segundos.
O plano ousado de Zé Roberto: renovação sem perder a competitividade
Não é todo dia que uma seleção consegue manter dois times de alto nível simultaneamente. O técnico Zé Roberto já tinha avisado antes da temporada: “A gente vai trabalhar com dois grupos: seleção A e B. A seleção B é uma grande oportunidade para essas jogadoras que estão muito próximas da seleção A poderem entrar, terem a oportunidade de participar de treinamentos e jogos”.
A Brasil supera Bolívia com uma escalação que mescla juventude e experiência. O plantel conta com nomes como Jaque Schmitz (oposta), Bruninha (levantadora), Aline Segato (ponteira) e as centrais Lanna, Lívia e Juju Gandra. As líberos Kika e Paulina completam a defesa. O grupo B da Copa Sul-Americana ainda tem Argentina, Venezuela, Colômbia e Equador. As duas melhores de cada chave avançam às semifinais, que ocorrem no domingo, 26 de julho.
Desempenho arrasador na estreia: 3 a 0 sem sustos
O jogo contra a Bolívia foi um passeio no Parque de la Exposición, em Lima. O primeiro set começou equilibrado, mas logo o Brasil abriu vantagem com bloqueios eficientes e ataques potentes de Sabrina. No segundo set, a Bolívia até tentou reagir, mas a consistência brasileira falou mais alto. O terceiro foi um massacre: 25 a 11, com direito a aces e defesa sólida.
Sabrina Machado, com 10 pontos, foi a maior pontuadora. A levantadora Vivian distribuiu bem as jogadas, e as ponteiras Karina Souza e Mari Brambilla contribuíram com ataques precisos. O placar reflete a superioridade técnica: 75 pontos brasileiros contra 48 bolivianos. Saiba mais sobre a estratégia de Zé Roberto ao deixar Gabi e Júlia Kudiess de fora da VNL.
Copa Sul-Americana: a porta de entrada para Los Angeles 2028
A competição em Lima não é apenas mais um título. Ela distribuirá quatro vagas para o Pré-Olímpico Sul-Americano, que será disputado em setembro no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O campeão do Pré-Olímpico garante vaga nas Olimpíadas de Los Angeles 2028. Brasil e Argentina já estão automaticamente classificados para o Pré-Olímpico, mas a Copa Sul-Americana serve como laboratório para testar novas jogadoras.
Para o Brasil, o objetivo é claro: renovar o elenco sem perder a hegemonia no continente. A Brasil supera Bolívia com folga, mas os próximos jogos contra Peru e Chile exigirão mais atenção. O Peru, anfitrião, joga com o apoio da torcida e pode complicar a vida do time B brasileiro.
Agenda do Brasil B na Copa Sul-Americana
| Data | Adversário | Horário (Brasília) |
|---|---|---|
| 24/07 (quinta) | Peru | 20h15 |
| 25/07 (sexta) | Chile | 15h15 |
| 26/07 (domingo) | Semifinal / Final | A definir |
A seleção B feminina mostra que o vôlei brasileiro tem profundidade de elenco. Enquanto a equipe A briga pelo título da VNL na China, a equipe B pavimenta o caminho para o futuro. É uma estratégia arriscada? Talvez. Mas os resultados até agora mostram que o Brasil sabe jogar em dois tabuleiros ao mesmo tempo.
Contexto: a divisão de elenco e seus desafios
Dividir a seleção em dois grupos não é novidade no vôlei brasileiro, mas em 2026 a estratégia ganhou contornos de ousadia. A VNL é um torneio de alto nível, com as melhores seleções do mundo. Já a Copa Sul-Americana, embora importante, permite testar atletas que estão batendo na porta da seleção principal. Zé Roberto e sua comissão técnica querem dar rodagem para jogadoras como a levantadora Kenya, a central Lívia e a ponteira Glace Kelly.
No entanto, o desgaste físico e a logística de jogar em dois continentes no mesmo dia exigem planejamento milimétrico. As jogadoras do time B viajaram para Lima dias antes, enquanto o time A seguiu para Macau. O resultado é que o torcedor brasileiro pode acompanhar duas partidas da seleção no mesmo dia — um luxo que poucas modalidades oferecem.
Essa estratégia também reflete a preocupação com o futuro. Com a aposentadoria de algumas veteranas se aproximando, é fundamental que novas jogadoras ganhem experiência internacional. A Copa Sul-Americana é o palco ideal para isso. Para aprofundar, veja a análise de Nalbert sobre os erros na base do vôlei masculino que também servem de alerta para o feminino.
O que esperar da sequência?
O próximo compromisso do Brasil B é contra o Peru, nesta quinta-feira, às 20h15 (de Brasília). O time peruano joga em casa e tem tradição no vôlei sul-americano. Será um teste de fogo para o grupo de Wagão. Depois, enfrenta o Chile na sexta. Se vencer os dois, o Brasil avançará em primeiro lugar no grupo e pegará um adversário mais frágil na semifinal.
Enquanto isso, a seleção A se prepara para as semifinais da VNL, contra a Itália. A Itália é a atual campeã mundial e favorita ao título, mas o Brasil já mostrou que pode surpreender. Confira o chaveamento completo e a análise da revanche contra a Itália.
A torcida brasileira tem motivos de sobra para comemorar. Duas seleções, duas vitórias, um só país dominando o esporte. O vôlei feminino brasileiro vive um momento único, e o planejamento de Zé Roberto parece estar no caminho certo.
Perguntas Frequentes
Como o Brasil conseguiu jogar na China e no Peru no mesmo dia?
Isso foi possível porque a seleção foi dividida em dois grupos: a equipe A, que disputa a VNL, e a equipe B, que disputa a Copa Sul-Americana. Enquanto a equipe A jogou em Macau (China), a equipe B estava em Lima (Peru). A diferença de fuso horário permitiu que as partidas ocorressem no mesmo dia calendário, com intervalo de cerca de seis horas.
Quais jogadoras estão no time B do Brasil na Copa Sul-Americana?
O time B é formado pelas opostas Jaque Schmitz e Sabrina Machado; levantadoras Bruninha, Kenya e Vivian; ponteiras Aline Segato, Glace Kelly, Karina Souza e Mari Brambilla; centrais Lanna, Lívia e Juju Gandra; e líberos Kika e Paulina. O técnico é Wagão.
Qual a importância da Copa Sul-Americana para a seleção feminina?
Além de valer o título continental, a Copa Sul-Americana distribui quatro vagas para o Pré-Olímpico Sul-Americano, que classificará o campeão para as Olimpíadas de Los Angeles 2028. Para o Brasil, a competição serve como laboratório para renovação do elenco e teste de novas jogadoras.

