Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Da Bombonera para as quadras: a virada improvável de Palacio
- Ex-Boca e seleção argentina disputa liga de basquete aos 44 anos: o que isso diz sobre a longevidade?
- A partida que reacendeu a paixão pelo basquete
- O caminho até a liga e a nova vida competitiva
- Do futebol ao basquete: análise de uma transição rara
- A influência no esporte amador e a reação dos torcedores
- O futuro de Palacio nas semifinais da Liga Intermedia
- Perguntas Frequentes
- Rodrigo Palacio realmente está jogando basquete profissionalmente?
- Quais títulos Rodrigo Palacio conquistou pelo Boca Juniors?
- Qual a relação de Palacio com o basquete antes de voltar às quadras?
Pontos Principais
- Ex-Boca e seleção argentina disputa liga de basquete aos 44 anos e foi titular na vitória do Tresa Básquet
- O ex-atacante marcou 12 pontos, deu seis assistências e roubou cinco bolas na partida decisiva
- Rodrigo Palacio já tinha flertado com o basquete na Itália, onde defendeu o Polisportiva Garegnano
- Revelação curiosa: aos 16 anos, o jogador precisou escolher entre o futebol e as quadras
Em 2026, a cena é inusitada: Ex-Boca e seleção argentina disputa liga de basquete aos 44 anos. Sim, você leu certo. Rodrigo Palacio, o mesmo que encantou a Bombonera e marcou época no futebol italiano, pendurou as chuteiras e agora trocou o gramado pelas quadras. Nós, aqui do Dribla, ficamos de queixo caído com a notícia — e vamos te contar todos os detalhes dessa nova fase.
O ex-atacante, que também brilhou pela seleção argentina, foi titular do Tresa Básquet na vitória por 73 a 54 sobre o La Torcacita, em partida válida pelas quartas de final da Liga Intermedia de Tres Arroyos. Foram 12 pontos, seis assistências e cinco roubadas de bola, atuando como armador — ou seja, inverteu completamente o papel que desempenhava dentro da área. Leia também: Jornal revela plano de Mourinho para blindar Vini Jr. no Real Madrid.
Com 1,76m de altura, Palacio vestiu a camisa 27 com orgulho. O nome “Rodrigo” estampado nas costas era o suficiente para arrancar aplausos e pedidos de foto. Depois do apito final, ele atendeu torcedores no ginásio e provou que o carisma não ficou para trás quando pendurou as chuteiras.
Da Bombonera para as quadras: a virada improvável de Palacio
Nascido em Bahía Blanca, cidade argentina com tradição fortíssima no basquete, Palacio teve contato com a bola laranja muito antes de ser conhecido mundialmente no futebol. Ele chegou a defender o La Falda nas categorias de base locais. Mas, aos 16 anos, o destino bateu na porta: o futebol ou o basquete? Para nossa sorte, ele escolheu os gramados naquela época.
Levar mais de duas décadas para voltar às origens tem um sabor especial. Quando ele decidiu atuar de forma competitiva no basquete, já depois de encerrar a carreira no futebol em 2022, o movimento chamou atenção. Em seus primeiros passos na Itália, vestiu a camisa do Polisportiva Garegnano, da quarta divisão, e marcou 18 pontos em dois amistosos antes da estreia oficial. Confira também: Bebê invade o campo e rouba a cena em goleada na MLS.
Aos 44 anos, Palacio não está apenas participando. Ele está competindo. E não é daqueles que ficam no banco esperando a boa vontade do técnico. Ele foi titular em uma partida eliminatória, mostrou visão de jogo e liderança. Para alguém que passou a vida sendo o finalizador, adaptar-se à armação exige um QI de jogo que poucos têm.
Ex-Boca e seleção argentina disputa liga de basquete aos 44 anos: o que isso diz sobre a longevidade?
Se você acha que a história termina em uma partida isolada, está enganado. Ex-Boca e seleção argentina disputa liga de basquete aos 44 anos não é apenas uma notícia curiosa — é um exemplo real de que o atleta de alto rendimento não precisa sumir do esporte após a aposentadoria. Em vez de virar técnico ou comentarista, Palacio escolheu voltar às raízes e se reinventar dentro do esporte.
Na carreira de futebolista, foram mais de duas décadas de estrada. No Boca Juniors, conquistou oito títulos, incluindo a Copa Libertadores de 2007, com gol na final contra o Grêmio. Também levantou a taça do Campeonato Argentino, da Copa Sul-Americana e da Recopa. Na Itália, construiu trajetória sólida por Genoa, Inter de Milão e Bologna. O último clube da carreira foi o Brescia.
Pela seleção argentina, disputou as Copas do Mundo de 2006 e 2014. Na campanha do vice-campeonato no Brasil, em 2014, participou de cinco partidas. Para muitos, a carreira dele no futebol já era uma prova de capacidade física e mental acima da média. Mas o basquete competitivo aos 44 anos eleva essa história a outro patamar.
Ao redor do mundo, vemos cada vez mais atletas de futebol migrando para outras modalidades após a aposentadoria. O basquete, inclusive, tem recebido ex-jogadores em ligas amadoras ou semiprofissionais. E Palacio é a prova viva de que dá para manter o espírito competitivo sem precisar parar de se movimentar. Para aprofundar: O que está por trás da barbárie que paralisou o futebol colombiano.
A partida que reacendeu a paixão pelo basquete
Na partida contra o La Torcacita, o Tresa Básquet mostrou superioridade e dominou o placar do início ao fim. O 73 a 54 reflete não só o resultado, mas a presença de um atleta que lê o jogo de forma diferentes dos demais. Palacio atuou como armador, uma posição que exige leitura constante, tomada de decisão rápida e capacidade de passe preciso.
| Números de Palacio na partida | Desempenho |
|---|---|
| Pontos | 12 |
| Assistências | 6 |
| Roubos de bola | 5 |
| Camisa | 27 |
| Posição | Armador |
E não foi só o desempenho em números. Nos momentos decisivos, Palacio demonstrou uma calma que só quem viveu finais de Libertadores e Copas do Mundo conhece. Ele não se escondeu do jogo, buscou a bola, chamou a responsabilidade e ajudou o Tresa Básquet a avançar para as semifinais da Liga Intermedia.
O mais bonito de tudo foi ver a cena no ginásio depois do jogo. Torcedores de todas as idades cercaram o ex-jogador para fotos e bate-papos. A camisa 27 virou item de desejo. Para uma liga regional, ter um nome com a história de Palacio é um impulso enorme de visibilidade.
O caminho até a liga e a nova vida competitiva
Quem imaginou que Palacio iria simplesmente se aposentar e sumir, errou feio. Após parar no Brescia em 2022, ele começou a treinar basquete de forma mais séria. Na Itália, chegou a defender o Polisportiva Garegnano, da quarta divisão local, e mostrou que a mão não enferrujou. Foram 18 pontos em amistosos preparatórios — números que deixaram a comissão técnica empolgada.
Na Argentina, agora em 2026, ele encontrou na Liga Intermedia de Tres Arroyos um ambiente competitivo, mas acolhedor. O nível de jogo, ainda que semiprofissional, exige ritmo constante. E ele está dando conta. Aos 44 anos, Palacio não é coadjuvante — é peça central.
Veja bem: não estamos falando de um ex-atleta que entra em quadra para matar as saudades e ser homenageado. Ele está jogando de verdade, com direito a estatística, marcação pressão e lances decisivos. Isso nos faz pensar: quantos outros ídolos poderiam seguir esse caminho? A resposta pode estar na base esportista de muitos países.
Se você está acompanhando as últimas do mundo da bola, não pode deixar de ver Saiba mais sobre: Haaland choca fãs com mudança radical de visual antes da estreia do City. E também vale conferir a demonstração de força da Inter na estreia do Italiano, que mostra que a Itália segue um dos campeonatos mais agressivos da Europa.
Do futebol ao basquete: análise de uma transição rara
O que Palacio está fazendo é raro, mas não inédito. No basquete, nomes como Michael Jordan tentaram o beisebol. No futebol, atletas como o próprio Palacio mostram que a transição para o basquete pode ser mais natural do que parece. Isso porque a visão periférica treinada por anos de futebol e a noção de posicionamento ajudam muito na quadra.
No caso específico dele, a base em Bahía Blanca foi decisiva. A cidade argentina é considerada um celeiro de talentos do basquete. É de lá que saíram jogadores importantes da história do esporte no país. Ter essa formação inicial e só trocar de esporte aos 16 anos — e retornar décadas depois — é uma vantagem enorme.
Claro que o ritmo de jogo é completamente diferente. No futebol, Palacio estava acostumado a espaços amplos e ações intermitentes. No basquete, a exigência é contínua, com transições rápidas e contato físico intenso. Mesmo assim, ele está respondendo bem.
Outro ponto interessante é o psicológico. Jogar aos 44 anos, em uma liga competitiva, exige uma maturidade para aceitar o próprio corpo e as limitações naturais da idade. Palacio não tenta ser o mais rápido, mas compensa com leitura e inteligência. É um verdadeiro espetáculo para quem entende de bastidores do esporte.
A influência no esporte amador e a reação dos torcedores
Não é exagero dizer que a presença de Palacio eleva o nível de interesse pela Liga Intermedia de Tres Arroyos. Nas redes sociais, imagens da partida circularam rapidamente, com torcedores de outros clubes comentando a novidade. O ginásio, que normalmente recebe um público local, viu um movimento maior de curiosos e admiradores.
A postura do ex-jogador também é digna de elogios. Ele não se comporta como estrela em decadência. Ao contrário, entrou na liga como um atleta comum, respeitando os adversários e a comissão técnica. Essa humildade conquista ainda mais o público. Além disso, o comportamento em quadra é de quem está lá para ajudar o time.
A cena das fotos após o jogo reforça a conexão de Palacio com o público. Ele sabe que, para muitos daqueles torcedores, vê-lo em ação é um presente. E ele retribui com simpatia. Isso promove o basquete regional de uma forma que nenhuma campanha de marketing conseguiria fazer.
Vale lembrar que a história de Palacio não é apenas sobre esporte — é sobre recomeço, coragem e paixão. É um convite para todos nós pensarmos: o que faremos depois da nossa “aposentadoria” em alguma área da vida? A escolha dele foi voltar para onde tudo começou, mas de uma forma totalmente nova.
O futuro de Palacio nas semifinais da Liga Intermedia
Agora, com a vaga garantida nas semifinais da Liga Intermedia, Palacio e o Tresa Básquet se preparam para novos desafios. A equipe ganhou confiança com a atuação sólida nas quartas, e o ex-camisa 9 mostrou que pode ser um líder dentro e fora de quadra.
Nos próximos jogos, o técnico deve manter Palacio como armador titular. A consistência nos passes e a visão de jogo dele são raras em qualquer liga. Se depender dele, a história vai longe. E nós, aqui do Dribla, vamos acompanhar de perto essa jornada.
Perguntas Frequentes
Rodrigo Palacio realmente está jogando basquete profissionalmente?
Sim, Rodrigo Palacio começou uma nova carreira no basquete após se aposentar do futebol em 2022. Em 2026, ele disputa a Liga Intermedia de Tres Arroyos, na Argentina, como jogador do Tresa Básquet. Na partida das quartas de final, foi titular, atuou como armador e registrou 12 pontos, seis assistências e cinco roubos de bola. Na Itália, ele já havia defendido o Polisportiva Garegnano, da quarta divisão, marcando 18 pontos em amistosos antes da estreia oficial.
Quais títulos Rodrigo Palacio conquistou pelo Boca Juniors?
Pelo Boca Juniors, Palacio conquistou oito títulos: a Copa Libertadores de 2007, com gol decisivo na final contra o Grêmio, além de Campeonato Argentino, Copa Sul-Americana e Recopa Sul-Americana. A passagem dele pelo clube argentino consolidou sua idolatria, antes de seguir para o futebol italiano, onde defendeu Genoa, Inter de Milão e Bologna.
Qual a relação de Palacio com o basquete antes de voltar às quadras?
A relação começou na infância, em Bahía Blanca, cidade argentina com forte tradição no basquete. Palacio defendeu o La Falda nas categorias de base, mas aos 16 anos optou pelo futebol. Após encerrar a carreira no futebol, ele voltou ao basquete de forma competitiva, jogando na Itália pelo Polisportiva Garegnano antes de disputar a Liga Intermedia de Tres Arroyos na Argentina.

