Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Os números da ação: salários atrasados, FGTS e multas
- Debandada no elenco: além de Diego Tavares, quem mais quer sair?
- Do título à derrocada: a rápida queda da Ponte Preta
- O que diz a Justiça e os próximos passos de Diego Tavares
- Perguntas Frequentes
- Por que Diego Tavares decidiu deixar a Ponte Preta?
- Qual o valor exato cobrado na ação judicial?
- O que acontece se a Ponte Preta não pagar a dívida?
Pontos Principais
- Diego Tavares, atacante remanescente do título da Série C, decide deixar a Ponte Preta e cobra R$ 798 mil na Justiça por atrasos salariais.
- Ação inclui quatro meses de salários e direitos de imagem, além de FGTS, férias e 13º salário; processo tramita na CNRD.
- Crise financeira se soma a seis derrotas consecutivas na Série B; clube está na vice-lanterna e pode sofrer novo rebaixamento.
- Outros jogadores como Diogo Silva, Pottker e Thalys também acionaram o clube; elenco encolhe e mais saídas são esperadas.
O atacante Diego Tavares cobra R$ 798 mil na Justiça contra a Ponte Preta e decidiu deixar o clube após acumular atrasos salariais e de direitos de imagem. A ação de rescisão indireta, protocolada na Comissão Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), escancara a grave crise financeira que assola o time campineiro e acende o alerta para uma debandada generalizada no elenco. Em resumo: o jogador não aguentou mais esperar e pediu a conta — com juros e correção.
Diego Tavares, de 28 anos, foi titular na derrota por 2 a 1 para o Criciúma na última quarta-feira, mas já não escondia o descontentamento nos bastidores. A decisão judicial, ainda pendente, pode liberá-lo para assinar com outro clube imediatamente. O Botafogo-PB, comandado por Marcelo Fernandes — técnico que conhece bem o atacante da época da Ponte — já sinalizou interesse. Enquanto isso, a torcida alvinegra se pergunta: até onde vai esse buraco?
Os números da ação: salários atrasados, FGTS e multas
Na petição enviada à CNRD, Diego Tavares detalha cada centavo da dívida. O valor total de R$ 798.188,70 corresponde a:
| Tipo de débito | Valor estimado (R$) |
|---|---|
| Salários atrasados (4 meses) | ~320.000 |
| Direitos de imagem (4 meses) | ~180.000 |
| FGTS não depositado | ~60.000 |
| Férias vencidas e proporcionais | ~50.000 |
| 13º salário (proporcional) | ~30.000 |
| Multas contratuais e cláusula compensatória | ~158.188 |
| Total | R$ 798.188,70 |
O contrato de Diego Tavares com a Ponte Preta ia até 30 de novembro de 2026. Ao pedir a rescisão indireta, o jogador abre mão do restante do vínculo, mas exige o pagamento integral das verbas rescisórias. A situação é mais um capítulo do calvário financeiro que transformou o Majestoso em um cenário de desespero. Confira também como outros clubes enfrentam crises semelhantes: o drama do Corinthians em amistoso de intertemporada mostra que a instabilidade não é exclusiva da Ponte.
Debandada no elenco: além de Diego Tavares, quem mais quer sair?
Diego Tavares não é o único a cobra R$ 798 mil na Justiça — outros jogadores também já apertaram o botão do pânico. O goleiro Diogo Silva e o atacante Pottker acionaram o clube recentemente. O lateral-direito Thalys notificou a diretoria e condicionou o retorno aos gramados à regularização dos pagamentos. Enquanto isso, o volante Tárik e o atacante Luis Phelipe já bateram em retirada. A sensação é de um navio afundando — e os tripulantes saltam um a um.
Na prática, a Ponte Preta escala para os jogos com um time desfalcado e desmotivado. O reflexo aparece na tabela da Série B: são 11 jogos sem vencer, com seis derrotas consecutivas. O time ocupa a vice-lanterna com apenas oito pontos em 17 rodadas. O rebaixamento, que já ocorreu no Paulistão, agora ameaça a permanência na segunda divisão nacional. Leia também sobre o duelo explosivo entre São Bernardo e Cuiabá, que mostra como a briga na Série B está acirrada e a Ponte corre sério risco.
Do título à derrocada: a rápida queda da Ponte Preta
Há pouco mais de um ano, a Ponte Preta levantava a taça da Série C em 2026. Diego Tavares era um dos remanescentes daquele time heroico. Em 41 jogos pelo clube, o atacante marcou dois gols e deu quatro assistências — números modestos, mas de um jogador dedicado. Na atual temporada, foram 22 partidas e apenas um gol. O desempenho em campo, porém, ficou em segundo plano diante da crise salarial.
A diretoria alega dificuldades de caixa, mas a torcida não aceita mais desculpas. Protestos têm pipocado nas redes sociais e nas arquibancadas. A impressão é que o clube perdeu o controle financeiro e, agora, paga o preço com a fuga de talentos. Saiba mais sobre o amistoso explosivo entre Cruzeiro e Grêmio, que contrasta com a realidade de times que mal conseguem manter o elenco.
O que diz a Justiça e os próximos passos de Diego Tavares
A ação de Diego Tavares tramita na CNRD, órgão ligado à CBF especializado em resolver disputas trabalhistas do futebol. A tendência é que a rescisão indireta seja concedida, já que a Ponte Preta não tem demonstrado capacidade de regularizar os débitos. Uma vez livre, Diego Tavares poderá assinar com qualquer clube, mesmo com a janela de transferências aberta. O Botafogo-PB aparece como destino mais provável, mas outras equipes da Série C e até da Série B devem sondar o atleta.
Para a Ponte, a saída de mais um jogador significa economia imediata na folha, mas também fragilidade técnica e moral. E a crise não para por aí: outros processos podem surgir nos próximos dias. O lateral Thalys, por exemplo, já deu o ultimato. Descubra como a partida explosiva entre ASA e Ivinhema na Série D também reflete o desgaste financeiro de clubes do interior.
Perguntas Frequentes
Por que Diego Tavares decidiu deixar a Ponte Preta?
Diego Tavares decidiu deixar a Ponte Preta após quatro meses de salários e direitos de imagem atrasados, além de FGTS não depositado e outras verbas trabalhistas. Ele acionou a Justiça pedindo rescisão indireta do contrato, alegando falta de pagamento reiterada. A medida é uma alternativa legal para jogadores que não suportam mais a inadimplência do clube.
Qual o valor exato cobrado na ação judicial?
O valor total cobrado é de R$ 798.188,70, conforme petição protocolada na Comissão Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Esse montante inclui salários atrasados, direitos de imagem, FGTS, férias, 13º salário, multas contratuais e cláusula compensatória até o fim do vínculo, previsto para 30 de novembro de 2026.
O que acontece se a Ponte Preta não pagar a dívida?
Se a CNRD conceder a rescisão indireta, a Ponte Preta será obrigada a pagar todos os valores devidos sob pena de multa e até mesmo de transferência forçada do atleta. Caso o clube não quite a dívida, pode sofrer punições como perda de pontos, impedimento de registrar novos jogadores ou até mesmo intervenção judicial. A situação financeira atual da Ponte torna a quitação improvável no curto prazo.
Enquanto a bola rola, a torcida alvinegra segura a respiração. A sexta derrota consecutiva doeu, mas a crise fora de campo pode ser ainda mais mortal. Veja também o duelo explosivo entre Manauara e Goiatuba na Série D, que mostra como o futebol brasileiro não para de surpreender — para o bem ou para o mal.
Fontes: ge.globo

