Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O começo improvável: quando o judô entrou na vida delas
- O papel de Tiane Nogueira: a técnica que vira referência
- Inclusão que gera campeãs: o impacto no cotidiano
- O futuro no tatame e além
- Perguntas Frequentes
- Como Yvila e Jhenifer começaram no judô?
- Quais são as principais conquistas dessas judocas?
- Qual o papel do Instituto dos Cegos nessa história?
Pontos Principais
- Yvila Rodrigues e Jhenifer dos Santos, judocas do Instituto dos Cegos de Fortaleza, são multicampeãs nacionais e internacionais.
- As atletas foram convocadas para a competição nacional de judô paralímpico em novembro de 2026.
- Treinam sob a orientação de Tiane Nogueira, técnica que transforma vidas através do esporte inclusivo.
- Jhenifer conquistou prata e Yvila ouro nos Jogos Escolares e em competição na Alemanha.
- A história mostra como o acolhimento e a oportunidade criam campeãs dentro e fora do tatame.
Yvila Rodrigues e Jhenifer dos Santos, judocas do Instituto dos Cegos de Fortaleza, são multicampeãs e acabam de ser convocadas para a competição nacional de judô paralímpico, que rola entre 1º e 6 de novembro de 2026. Mas a trajetória dessas duas adolescentes vai muito além das medalhas — é um exemplo de como o esporte pode transformar realidades e derrubar barreiras. Nós acompanhamos de perto essa história e vamos contar cada detalhe emocionante.
As duas atletas, de 14 e 15 anos, respectivamente, treinam no Instituto dos Cegos, no bairro São Gerardo, e levam o nome de Fortaleza para competições Brasil afora e até no exterior. Antes do nacional, elas estão cumprindo uma agenda intensa com a Seleção Brasileira Paralímpica de Judô de Base. “Foi uma fase bem puxada, mas aprendemos bastante. Treinar ao lado da Seleção principal e da galera da base é uma honra”, disse Yvila. Jhenifer completou: “É muito bom ter esse contato, conhecer pessoas diferentes e formas diferentes de treinar”.
Para entender o tamanho dessa conquista, confira também a história de outro atleta que enfrentou dificuldades financeiras e decidiu buscar seus direitos na Justiça. A luta dentro e fora dos tatames é real.
O começo improvável: quando o judô entrou na vida delas
O caminho até o pódio não começou com sonhos de glória. Jhenifer conta que foi a mãe quem sugeriu um teste no Instituto dos Cegos. “Nunca imaginei que isso tomaria a proporção que tomou. Comecei a treinar, participei de competições e fui para o Escolar, em São Paulo. Depois veio a convocação para a Seleção de Base”, relembra. Yvila, por sua vez, entrou no judô quase sem querer: “Queria praticar alguma coisa. Aos poucos fui evoluindo, graças a Deus. Em 2026 fui convocada para a Seleção de Base e estou até hoje”.
O que parecia uma atividade qualquer virou projeto de vida. “Não pensei de imediato: ‘Isso vai ser para a vida’. Mas acabou se tornando”, afirma Yvila. E tudo isso enquanto equilibram os estudos, que seguem lado a lado com os treinos. “Os estudos não podem ficar de lado”, reforçam.
Essa dedicação já rendeu frutos. Na competição das Loterias Caixa, Yvila levou ouro e Jhenifer, prata. Nas Paralimpíadas Escolares, o pódio se repetiu. Na Alemanha, Yvila foi campeã e Jhenifer conquistou o terceiro lugar. Resultados que mostram que o trabalho duro compensa.
Para saber mais sobre outros momentos decisivos do esporte paralímpico, veja nosso artigo sobre o empate frustrante do Corinthians na intertemporada – um alerta que também acendeu debates sobre preparação.
O papel de Tiane Nogueira: a técnica que vira referência
Por trás das multicampeãs, uma figura central: Tiane Nogueira. Ela vive o esporte diariamente e dedica a carreira a abrir portas para crianças e jovens. “Tenho certeza de que realizei tudo o que sonhei na faculdade. Me tornei referência no Ceará. Mas meu maior sonho é ver essas meninas na Seleção principal”, afirma.
Tiane acredita que o judô, embora individual, se constrói coletivamente. “É um trabalho em conjunto. Apesar de ser individual, o judô também é coletivo”, explica. A técnica foi a ponte entre o Instituto dos Cegos e o alto rendimento, provando que inclusão e excelência andam juntas.
O Instituto dos Cegos de Fortaleza é um espaço que vai além do esporte. Lá, iniciativas como essa mostram que talento e determinação podem superar qualquer obstáculo. Judocas do Instituto dos Cegos como Yvila e Jhenifer são a prova viva de que acolher também é vencer.
Em 2026, Fortaleza completa 300 anos, e histórias como essa reforçam o espírito da cidade. A série “Fortalezas de Todos”, do ge, já destacou outras personalidades, como o marroquino Jamal Soufane e a atriz Georgina Castro. Agora, são as judocas que brilham.
| Competição | Yvila Rodrigues | Jhenifer dos Santos |
|---|---|---|
| Loterias Caixa | Ouro | Prata |
| Paralimpíadas Escolares | Ouro | Prata |
| Alemanha | Campeã | 3º lugar |
Inclusão que gera campeãs: o impacto no cotidiano
A trajetória de Yvila e Jhenifer revela como o esporte amplia oportunidades e fortalece laços dentro da cidade. Em Fortaleza, iniciativas como a do Instituto dos Cegos mostram que inclusão não é apenas garantir acesso — é criar condições para que talentos sejam descobertos, desenvolvidos e reconhecidos.
Nós, como jornalistas especializados, acompanhamos de perto a evolução dessas atletas. O que vimos é que o judocas do Instituto dos Cegos não só conquistam medalhas, mas inspiram uma geração. O olhar técnico de Tiane e a força de vontade das meninas geram um ciclo virtuoso que beneficia toda a comunidade.
Para quem quer entender melhor como o esporte pode transformar vidas, acesse nosso artigo sobre o duelo decisivo entre São Bernardo e Cuiabá na Série B – outro exemplo de como a pressão e a superação andam juntas nos gramados.
O futuro no tatame e além
Com a convocação para o nacional em novembro, as expectativas são altas. Yvila e Jhenifer já mostraram que têm estrela. O apoio da técnica Tiane e da estrutura do Instituto dos Cegos será fundamental. Mas o mais importante é que essas meninas já venceram a maior batalha: acreditar que poderiam chegar lá.
O esporte paralímpico no Brasil cresce a cada ano, e atletas como elas são a cara desse crescimento. Segundo dados do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o judô paralímpico tem revelado talentos cada vez mais jovens, e o Ceará desponta como celeiro de campeões. Yvila e Jhenifer são a prova viva disso.
Se você se emociona com histórias de superação, não pode perder o relato do amistoso explosivo entre Cruzeiro e Grêmio, que também acendeu alertas e gerou expectativas no futebol brasileiro.
Perguntas Frequentes
Como Yvila e Jhenifer começaram no judô?
Ambas começaram no Instituto dos Cegos de Fortaleza, incentivadas por familiares. Yvila buscava uma atividade física; Jhenifer, incentivada pela mãe, fez um teste e se apaixonou. Com o apoio da técnica Tiane Nogueira, evoluíram rapidamente e foram convocadas para a Seleção de Base.
Quais são as principais conquistas dessas judocas?
Yvila conquistou ouro na competição das Loterias Caixa, ouro nas Paralimpíadas Escolares e foi campeã na Alemanha. Jhenifer ficou com prata na Loterias Caixa e nas Paralimpíadas Escolares, e bronze na Alemanha. Ambas foram convocadas para o nacional de 2026.
Qual o papel do Instituto dos Cegos nessa história?
O Instituto dos Cegos de Fortaleza oferece estrutura e acolhimento para pessoas com deficiência visual. Lá, Yvila e Jhenifer encontraram não só um espaço para treinar, mas uma rede de apoio que inclui a técnica Tiane e toda a comunidade, provando que a inclusão gera campeãs.
Para finalizar, veja também o raio-X da partida explosiva entre ASA e Ivinhema na Série D, que pode definir o futuro dos clubes.
Em Fortaleza, os ventos e raios de sol seguem espalhando histórias. As de Yvila e Jhenifer são daquelas que aquecem o coração e mostram que, no esporte, acolher também é vencer. E nós estaremos aqui, de olho no próximo capítulo dessas multicampeãs.
Fontes: ge.globo.com, Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB.

