Franclim Carvalho comemora primeiro jogo do Botafogo sem sofrer gols em dois meses: “Muito importante”
Quando falamos sobre Franclim Carvalho comemora primeiro jogo do Botafogo sem sofrer gols em dois meses: "Muito importante", é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. O Botafogo conquistou uma vitória crucial por 1 a 0 contra a Chapecoense, em partida válida pela quinta fase da Copa do Brasil 2026. O gol solitário de Alex Telles no Estádio Nilton Santos não apenas garantiu a vantagem no confronto de ida, mas também marcou um feito defensivo notável: o primeiro jogo sem vazamentos na meta alvinegra desde fevereiro. O treinador português Franclim Carvalho ressaltou a magnitude deste resultado, classificando-o como “muito importante” para a equipe.
A solidez defensiva era, de fato, uma das prioridades quando Carvalho assumiu o comando do Glorioso há pouco mais de duas semanas. Em sua análise pós-jogo, o técnico fez questão de frisar que o mérito não é individual, mas sim de todo o conjunto. “O fato de não sofrermos gol é muito importante”, declarou Carvalho. Ele complementou, “Hoje, só fizemos um gol, como contra o Caracas. Então foi o jogo que fizemos menos gols. Pensamos no time como um todo. Quando não sofremos estão todos de parabéns. E quando fazemos estão todos de parabéns. Estou satisfeito por não termos sofrido gol e ganhado em casa.”
Carvalho também comentou sobre a performance no primeiro tempo, que, na sua visão, poderia ter resultado em uma vantagem mais expressiva. “O resultado no intervalo me parece injusto, mas não acho que há injustiça no futebol. Já deveríamos ter ido para o final do primeiro tempo em vantagem”, ponderou o treinador, demonstrando uma busca constante por otimização.
Franclim Carvalho comemora primeiro jogo do Botafogo sem sofrer gols em dois meses: “Muito importante” e o Cenário do Clube
A coletiva de imprensa após a partida também abordou a delicada situação financeira do Botafogo. Questionado sobre a possibilidade de uma debandada de jogadores no meio do ano, dada a dívida do clube e a incerteza econômica, Franclim Carvalho demonstrou serenidade. “Eu já disse que o Botafogo é uma equipe que tem muito jogador desejado que até 31 de maio não vai sair ninguém. Depois, vamos ver e resolver. Saem uns, entram outros, isso é normal. Do elenco mais vitorioso da história do Botafogo (2024) estão 11 atletas. Temos que trabalhar com isso”, afirmou, mostrando confiança na gestão e no planejamento.
A Disputa na Zaga e a Importância Defensiva
O comandante português detalhou sua visão sobre o sistema defensivo, destacando a qualidade dos atletas que já compunham o elenco. “Gosto muito do Bastos. Os jogadores que estavam em 2026 tinham uma vantagem sobre os outros, porque eu já os conhecia. Não me surpreende o rendimento do Bastos e nem do Ferraresi. O mesmo vale para o Barboza. Esses zagueiros estão à frente dos outros, essa é a verdade. Mas temos joias do bairro para lançar. Qualquer um dos três pode jogar ou ficar fora, hoje ficou o Barboza, pela sequência de jogos”, explicou Carvalho, evidenciando a competitividade interna e o aproveitamento dos talentos disponíveis.
A prioridade, segundo ele, é sempre o próximo desafio. “Eu não quero parecer muito monótono nas minhas respostas, mas a prioridade é o jogo contra o Internacional. Nada é mais importante do que isso agora. Falei para eles: descansem com a família, porque depois teremos um jogo muito difícil”, ressaltou, mostrando foco absoluto na rotina de competições.
A Ideia de Jogo e a Adaptação Tática
Franclim Carvalho compartilhou sua perspectiva sobre a dinâmica do jogo contra a Chapecoense, enfatizando a importância da adaptação tática. “Eu vou ser sincero. Se tivéssemos feito um gol no primeiro tempo, o resultado seria outro. É a minha opinião. Nós falamos com os atletas da possível alteração de estrutura do adversário. Eu creio que foi a primeira vez do Fábio que jogou com três zagueiros, mas nós da comissão sabíamos que haveria essa possibilidade. Antes do aquecimento ajustamos com os atletas, quando saiu a escalação. Quando atrasaram o lançamento da escalação, vimos que estávamos certos. Estávamos preparados”, detalhou.
O treinador também abordou a necessidade de buscar profundidade e evitar a desmontagem da estrutura defensiva em situações de ataque. “Nós temos um movimento do Montoro no primeiro tempo, um movimento de facão, isso que temos que fazer contra essas equipes, procurar a profundidade, apesar do adversário estar próximo da área, nós não podemos desmontar o adversário atrás de passes, nós”, explicou, demonstrando um trabalho tático minucioso.
A colaboração entre comissão técnica e jogadores é um ponto forte para Carvalho. “Lá dentro tentam desviar e encontram caminhos que não estamos a ver, os jogadores ajudam muito, principalmente os mais velhos, trocamos algumas ideias, isso pra mim é muito importante. Eu sugiro, tenho a minha ideia, as vezes eles não se sentem confortáveis e tentamos chegar em um acordo. Eu acho que da minha mão não tem muito, tem muito das mãos e dos pés dos jogadores e da cabeça, porque eles que entram lá dentro que interpretam e concretizar o que nós pedimos”, valorizou a inteligência de jogo dos atletas.
Bola Parada e a Gestão do Tempo de Treino
A bola parada foi outro tópico discutido, com Carvalho admitindo as limitações de tempo para treinamento. “A bola parada é um momento do jogo muito importante. No jogo anterior fizemos um gol de bola parada, o primeiro. Hoje tentamos uma combinação que não deu. Saiu mal, acontece. Depois tivemos mais 5, 6 escanteios, que temos que decidir melhor. Não podemos ter seis homens na área e não tocar na bola. A bola parada no aquecimento, vou ser muito claro e sincero, fazemos a bola parada defensiva no aquecimento porque não temos tempo para treinar.”
Ele prosseguiu, explicando a dificuldade de conciliar o volume de treinos com a intensidade das competições. “Eu não posso treinar tudo em dois treinos, os jogadores que jogaram o jogo anterior só fizeram um treino ontem, não tem tempo pra treinar tudo. Não posso ter os jogadores com 28 graus no Lonier, às 11h da manhã, temos que tentar gerir isso. O adversário sabem como nós nos defendemos, porque o adversário também nos estuda. No aquecimento não escondemos nada, só relembrar os jogadores do posicionamento. É mais pela falta de treino. As ofensivas não fazemos no aquecimento.”
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