A dinâmica do futebol é implacável, e no Atlético-MG, a máxima de que de titulares a reservas: os jogadores que perderam espaço no Atlético-MG se tornou uma realidade palpável para alguns atletas. Sob o comando do técnico Eduardo Domínguez, o Galo tem visto uma movimentação constante no elenco, onde a titularidade de outrora se transformou em uma disputa acirrada por minutos em campo. A análise interna e externa aponta para jogadores que, comparados a temporadas anteriores, tiveram uma redução significativa em sua participação como peças-chave.
O Cenário Atual: Uma Nova Ordem no Galo
A gestão de Eduardo Domínguez tem se caracterizado por um rodízio estratégico, buscando otimizar o desempenho da equipe em diferentes competições. No entanto, essa filosofia de trabalho acabou por evidenciar uma clara distinção entre os jogadores que mantiveram seu status de titulares e aqueles que viram seus espaços diminuírem drasticamente. Essa transição, de protagonista a coadjuvante, é um fenômeno que merece atenção.
Gustavo Scarpa: De Peça Central a Opção Estratégica
Um dos nomes que ilustra essa mudança é o meio-campista Gustavo Scarpa. Em 2026, o jogador acumulou 65 partidas, um número expressivo que o colocava como um dos mais utilizados. No ano anterior, ele sequer esteve fora do time principal, sendo o segundo atleta com mais jogos e participando de 53 como titular.
Contudo, o cenário de 2026 apresenta um panorama distinto. Apesar de ter entrado em campo em 20 oportunidades, Scarpa iniciou nove dessas partidas no banco de reservas. Desde a chegada de Eduardo Domínguez, ele teve a chance de começar apenas três jogos. Essa redução na minutagem como titular reflete uma nova dinâmica tática e de escolhas por parte da comissão técnica.
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Igor Gomes: A Luta por Minutos em Campo
Outro atleta que experimentou uma alteração em sua importância no elenco é o também meio-campista Igor Gomes. No ano passado, ele esteve presente em 60 jogos, com metade dessas aparições sendo como titular. Sua contribuição era inegável para o time.
Já em 2026, sua participação caiu para 13 partidas. O dado mais revelador, contudo, é sua utilização sob o comando de Domínguez. Dos 13 compromissos em que o técnico esteve à frente do Galo, Igor Gomes foi acionado em apenas quatro. Duas dessas participações foram como titular, e outras duas começando no banco. Em diversas outras ocasiões, o jogador esteve disponível, mas não foi utilizado, o que sublinha a perda de espaço.
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De titulares a reservas: os jogadores que perderam espaço no Atlético-MG: O Caso de Junior Alonso
Na defesa, o zagueiro Junior Alonso, que outrora era uma peça inquestionável no time titular, também viu seu status mudar. Apesar de ter atuado como titular em cinco das 13 partidas disputadas, ele não foi sequer relacionado para os últimos quatro jogos.
Atualmente, a zaga do Atlético-MG parece ter em Ruan Tressoldi um nome mais consolidado. Vitor Hugo e Lyanco disputam a outra vaga, enquanto Junior Alonso e o paraguaio Ivan Román figuram como opções secundárias. Essa concorrência acirrada demonstra como a hierarquia na defesa foi reconfigurada.
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Perspectivas para o Futuro: Negociações e Ciclos
A redução de minutos em campo levanta questões sobre o futuro de alguns desses atletas no clube. Em março, o executivo de futebol Paulo Bracks abordou a situação de Junior Alonso, não descartando uma possível saída. O zagueiro tem contrato com o Galo até o final do ano corrente.
Bracks reconheceu a importância histórica de Alonso para o clube, destacando-o como o estrangeiro com mais jogos. Contudo, admitiu a possibilidade de seu ciclo no Atlético estar se aproximando do fim. “A gente precisa respeitar o Alonso. E eu acredito que, pode ser que junto com ele, a gente possa até entender que o ciclo dele possa estar caminhando para o final sim, mas enquanto ele estiver aqui vai continuar honrando a camisa, vai continuar entregando”, declarou o dirigente.
Igor Gomes também possui vínculo contratual com o Alvinegro apenas até o fim de 2026. Já Gustavo Scarpa tem um contrato mais extenso, válido até o final de 2027, o que lhe garante um pouco mais de tranquilidade em relação ao seu futuro imediato.
As mudanças no elenco e as novas dinâmicas táticas são parte natural da evolução de um clube de futebol. O Atlético-MG, sob a gestão de Eduardo Domínguez, vive um momento de redefinição de papéis, onde alguns jogadores terão que lutar para reconquistar seu espaço, enquanto outros podem buscar novos horizontes em suas carreiras.
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