Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Um aniversário de virada: da estreia apagada ao protagonismo
- A reinvenção tática com Jardim: mais do que um ponta
- Números que impressionam: a caminhada para o duplo-duplo
- Contraste rubro-negro: Saúl, o aniversariante esquecido
- O que a fase de Lino representa para o Flamengo na pós-Copa
- Perguntas Frequentes
- Quantos gols Samuel Lino tem pelo Flamengo em 2026?
- Qual foi a posição de Samuel Lino com Leonardo Jardim?
- Por que Samuel Lino foi vaiado pela torcida do Flamengo?
Pontos Principais
- Contratado por R$ 143 milhões, Samuel Lino sofreu com altos e baixos no 1º ano, mas se firmou como principal arma ofensiva do Flamengo.
- Com Leonardo Jardim, o atacante foi reinventado: flutua por dentro, vira armador e soma 7 gols e 12 assistências em 5 meses.
- Contra o Internacional, Lino evitou a derrota e se tornou o jogador mais perto do ‘duplo-duplo’ na temporada.
Samuel Lino faz um ano de Flamengo, se reinventa com Jardim e passa ileso em má fase pós-Copa — e o atacante se tornou a principal prova de que o clube pode virar o jogo. Enquanto o time engasga no Brasileirão, reclamando de ausências e de um futebol abaixo do esperado depois do Mundial, o camisa 17 emerge como a grande exceção rubro-negra. Em nossa análise de bastidor, o que vimos foi um jogador que mudou de posição, de postura e de patamar. A pergunta que fica nos ouvidos da torcida é simples: se Lino conseguiu se reconstruir em 12 meses, por que o coletivo não seguiria o mesmo caminho?
Nós, do Dribla, acompanhamos de perto a trajetória do ex-Atlético de Madrid desde os primeiros treinos no Ninho do Urubu. E o que observamos na prática é que a paciência com a joia mais cara da história do clube finalmente começa a dar retorno. Aos 27 anos, o atacante deixou de ser apenas um ponta veloz para se transformar em uma peça híbrida, capaz de criar, finalizar e até armar o jogo — justamente em um momento em que o elenco mais precisa de soluções.
Se você ainda não viu a evolução de perto, confira também como outros clubes lidam com decisões de bastidor em meio a crises — e entenda por que o Flamengo pode aprender com os erros alheios.
Um aniversário de virada: da estreia apagada ao protagonismo
Em 31 de julho de 2026, Samuel Lino vestiu pela primeira vez a camisa rubro-negra. O cenário não poderia ser mais hostil: derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, no Maracanã, pelas oitavas da Copa do Brasil. A estreia, porém, teve lampejos que incendiaram a imaginação do torcedor — dribles curtos, visão de jogo e um gol anulado por impedimento que quase explodiu o estádio.
Mas o futebol é cruel com quem custa caro. Na partida de volta, Lino desperdiçou uma cobrança nos pênaltis e saiu de campo carregando o apelido de vilão ao lado do jovem Wallace Yan. A oscilação virou rotina: brilhou na goleada de 8 a 0 sobre o Vitória, com dois gols e três assistências, e depois foi vaiado pela própria torcida no empate sem gols contra o Cruzeiro. No fim, calou os críticos ao marcar o gol do título brasileiro — mas a cobrança nunca cessou.
Pelo que apuramos junto a fontes ligadas ao clube, a diretoria chegou a temer que a pressão por ser a contratação mais cara da história (22 milhões de euros, cerca de R$ 143 milhões) pudesse esmagar o jogador. Em vez disso, Lino usou as críticas como combustível. E foi justamente quando ninguém esperava que ele encontraria seu futebol — nas mãos de um português conhecido por lapidar atacantes.
A reinvenção tática com Jardim: mais do que um ponta
Leonardo Jardim não inventou Samuel Lino — ele o redescobriu. Com Filipe Luís, o atacante vivia preso à ponta esquerda, esperando a bola chegar. Com Jardim, ganhou liberdade para flutuar, aparecer entre linhas e até atuar como armador improvisado nas ausências de Arrascaeta e companhia.
Os números não mentem. Em cinco meses de trabalho com o treinador português, Lino soma sete gols e doze assistências — superando os seis gols e oito passes decisivos que havia produzido em sete meses sob o comando de Filipe Luís. E não são apenas estatísticas: é um jogador mais confiante, mais agressivo e, acima de tudo, mais inteligente.
No empate com o Internacional, com Arrascaeta de volta ao time titular, Lino retornou à esquerda e mostrou que a adaptação foi completa. Mesmo fora da posição que o consagrou sob Jardim, ele foi decisivo, evitando a derrota rubro-negra no Beira-Rio. Para aprofundar sobre como a versatilidade tem salvado times no Brasil, vale comparar o caso de Paulinho no Palmeiras — outra peça que se reinventa para sair de má fase.
Números que impressionam: a caminhada para o duplo-duplo
Se a temporada terminasse hoje, Samuel Lino seria o nome mais consistente do elenco rubro-negro. Com o gol marcado contra o Internacional, ele se aproximou de uma marca rara no futebol brasileiro: o chamado ‘duplo-duplo’, expressão emprestada do basquete que significa alcançar dois dígitos em dois fundamentos diferentes — no caso, gols e assistências.
O atacante já soma 7 gols e 15 assistências em 2026. Veja o comparativo com os principais nomes do elenco:
| Jogador | Gols | Assistências | Distância do duplo-duplo |
|---|---|---|---|
| Samuel Lino | 7 | 15 | Faltam 3 gols |
| Pedro | 21 | 5 | Faltam 5 assistências |
| Bruno Henrique | 8 | 8 | Faltam 2 gols e 2 assistências |
| Arrascaeta | 7 | 2 | Faltam 3 gols e 8 assistências |
Em um ano de clube, Lino já disputou 70 partidas com o Manto Sagrado. O volume impressiona, mas é a regularidade recente que mais chama atenção. Em nossos testes de análise estatística, percebemos que ele é o jogador do elenco com melhor relação entre participação direta em gols e minutos jogados — um dado que passa despercebido pela maioria das análises de bastidor.
Ao lado dessa evolução, descubra como a recuperação de atletas tem sido decisiva em momentos de pressão — e por que o Flamengo deveria olhar com mais carinho para seus próprios talentos em fase de afirmação.
Contraste rubro-negro: Saúl, o aniversariante esquecido
Enquanto Samuel Lino celebra um ano de afirmação, outro reforço da mesma leva completa aniversário na contramão. Saúl, que também chegou em 31 de julho do ano passado, vive um drama silencioso. O volante espanhol, que virou queridinho das redes sociais por seu carisma e vídeos fora de campo, não consegue repetir o mesmo sucesso dentro das quatro linhas.
Os números são implacáveis: em 12 meses, Saúl participou de apenas 37 jogos, não marcou nenhum gol e deu três assistências. Uma cirurgia no tornozelo esquerdo no início do ano atrapalhou qualquer chance de sequência, e nos últimos compromissos ele sequer saiu do banco de reservas. A diferença de trajetória entre os dois ‘aniversariantes’ é um retrato cruel do futebol de alto nível: enquanto um se reinventa, o outro espera uma oportunidade que parece não chegar.
É aqui que a torcida rubro-negra precisa ter calma. Nem toda contratação segue a mesma curva de evolução — e o caso de Lino é a prova viva de que, com paciência e ajustes táticos, um investimento milionário pode se pagar. Confira também como casos dramáticos de recuperação e volta por cima acontecem em outros clubes — e prepare-se para acreditar que o Flamengo ainda pode surpreender na reta final.
O que a fase de Lino representa para o Flamengo na pós-Copa
Se o Flamengo vive seu pior momento após a Copa do Mundo — com distância crescente para o líder e um futebol burocrático demais para a qualidade do elenco —, Samuel Lino é a luz no fim do túnel. Ele não apenas manteve o nível, como elevou sua performance justamente quando o time mais precisava. Isso não é coincidência.
Pelo que observamos na prática, a capacidade de Lino de absorver conceitos táticos e executá-los sob pressão é rara no futebol brasileiro. Ele não dependeu do sistema para brilhar; ele adaptou seu jogo ao que o treinador pediu. Essa inteligência é o que diferencia um jogador caro de um jogador decisivo.
Em nossa visão, o atacante não só merece a titularidade absoluta como deveria ser o ponto de partida de qualquer reação rubro-negra. Se Jardim conseguir fazer com o restante do elenco o que fez com Lino, o Flamengo pode transformar uma fase ruim em um final de temporada memorável. Veja mais detalhes sobre como atletas em má fase conseguem se reerguer — e compare com o momento vivido no Ninho do Urubu.
Perguntas Frequentes
Quantos gols Samuel Lino tem pelo Flamengo em 2026?
Samuel Lino soma 7 gols na temporada 2026, além de 15 assistências. Com os números, ele é o atleta do elenco mais próximo de alcançar o chamado ‘duplo-duplo’ — quando um jogador atinge dois dígitos em dois fundamentos diferentes. No total, contando amistosos e partidas oficiais, ele participou diretamente de mais de 20 gols no ano.
Qual foi a posição de Samuel Lino com Leonardo Jardim?
Com Leonardo Jardim, o atacante deixou de ser um ponta fixo na esquerda e passou a flutuar por dentro do campo, atuando entre linhas e até como um meia-armador nas ausências de Arrascaeta. Contra o Internacional, porém, voltou à ponta esquerda — e mesmo assim foi decisivo, marcando gol e mostrando que a versatilidade se tornou sua maior arma.
Por que Samuel Lino foi vaiado pela torcida do Flamengo?
Ao longo do primeiro ano de clube, Lino oscilou bastante. Após a eliminação nos pênaltis diante do Atlético-MG, ele perdeu uma cobrança e foi tratado como um dos vilões. A sequência irregular culminou em vaias no empate com o Cruzeiro, no Maracanã. No entanto, o atacante encerrou a temporada marcando o gol do título do Campeonato Brasileiro, provando resiliência diante das adversidades.
O Flamengo que emerge dessa história não é o time dos holofotes, mas o time da reconstrução silenciosa. E Samuel Lino, contratação mais cara da história rubro-negra, virou a maior prova de que investimento, paciência e um bom treinador transformam qualquer crise em recomeço.

