Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O único que ficou pelo caminho: Matheus Ferreira
- Os números da geração que invadiu o profissional
- Por que a base virou prioridade absoluta?
- Comparação com outras safras
- E os que ainda não jogaram?
- O que esperar dos garotos no restante de 2026?
- Perguntas Frequentes
- Quem foi o único titular da final da Copinha que não foi aproveitado no profissional do São Paulo?
- Quais jogadores da Copinha mais atuaram no profissional em 2026?
- Por que o São Paulo está usando tanto a base nesta temporada?
Pontos Principais
- Dos 10 titulares de linha da Copinha 2026, 9 já foram relacionados para jogos do time profissional do São Paulo.
- O volante Matheus Ferreira é o único que ainda não estreou entre os profissionais.
- Osorio e Pedro Ferreira lideram em minutos e participações em gols entre os jovens.
- Clube aposta na base para suprir falta de poder financeiro e lesões.
São Paulo aproveitou 9 dos 10 titulares da final da Copinha deste ano no time profissional – um feito raro que mostra a força da base tricolor. Em meio a um cenário de vacas magras no mercado, com lesões que não dão trégua e um orçamento apertado, o clube do Morumbi olhou para dentro de casa e encontrou a solução. E não é exagero: dos dez jogadores de linha que começaram a decisão do torneio de base em janeiro, nove já calçaram as chuteiras ao lado de ídolos e estrangeiros. Apenas um escapou. E nós vamos contar quem é, quanto jogou cada um e como essa geração pode ser a tábua de salvação do ano.
Em resumo, o São Paulo só não aproveitou um dos titulares da final da Copinha de 2026: o volante Matheus Ferreira. Os outros nove já atuaram ou foram ao menos relacionados para partidas oficiais, em uma estratégia que mescla necessidade e aposta nos jovens de Cotia.
Nós, que acompanhamos de perto o dia a dia do clube, podemos afirmar: a torcida tem motivos de sobra para acreditar. Enquanto dirigentes penam para fechar contratações, o celeiro da base entrega peças que já respondem em campo. A lista de relacionados e os minutos em campo mostram que não é só discurso – é prática.
O único que ficou pelo caminho: Matheus Ferreira
Matheus Ferreira, volante de 18 anos, foi titular na final da Copinha contra o Corinthians. Desde então, participou de treinos esporádicos com o profissional, mas nunca foi chamado para um jogo oficial. O que explica? Concorrência alta. Negrucci (emprestado do Athletic-MG), Hugo, Djhordney, além dos experientes Pablo Maia e Luan, fecharam as portas. Em Cotia, dizem que o garoto perdeu ritmo e espaço. Uma pena, mas o futebol é implacável. Entretanto, o clube ainda monitora seu desenvolvimento – e uma segunda chance pode surgir.
Para entender como outros clubes lidam com a base, confira também a sociedade milionária que Fluminense e Bahia formaram para revelar talentos.
Os números da geração que invadiu o profissional
Abaixo, os dados completos dos 11 titulares da decisão da Copinha. Prepare-se para se impressionar com a minutagem de alguns.
| Jogador | Posição | Titular (prof.) | Reserva (prof.) | Relacionado | Minutos | Gols/A |
|---|---|---|---|---|---|---|
| João Pedro | Goleiro | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Igor Felisberto | Lateral | 1 | 5 | 6 | 90 | 0 |
| Isac | Zagueiro | 0 | 2 | 2 | 0 | 0 |
| Osorio | Zagueiro | 4 | 13 | 17 | 517 | 0G+1A |
| Nicolas | Lateral | 3 | 13 | 16 | 260 | 0 |
| Matheus Ferreira | Volante | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Djhordney | Volante | 3 | 12 | 15 | 182 | 0 |
| Pedro Ferreira | Meia | 0 | 26 | 26 | 111 | 0G+1A |
| Tetê | Atacante | 0 | 14 | 14 | 124 | 0 |
| Gustavo Santana | Atacante | 0 | 4 | 4 | 0 | 0 |
| Paulinho | Atacante | 0 | 3 | 3 | 13 | 0 |
Os dados falam por si. Osorio, o xerife da vez, acumula mais de 500 minutos e já mostrou personalidade. Curiosidade: ele deu uma assistência de cabeça para Calleri no último domingo, contra o Flamengo – lance que garantiu o empate heroico no Maracanã. Já Pedro Ferreira, meia de movimentação, é o que mais vezes esteve no banco (26 partidas relacionado) e também deu uma assistência, para o mesmo Calleri, ainda no Paulistão.
Por que a base virou prioridade absoluta?
O São Paulo vive um ano de 2026 atípico. Sem força financeira para brigar no mercado – o clube contratou apenas reposições pontuais – e com uma série de lesões que tiraram jogadores experientes (como Luciano e Alisson), o técnico se viu obrigado a recorrer a Cotia. E deu certo. O jovem lateral Nicolas, por exemplo, já acumula três partidas como titular e 260 minutos – números que many clubes demoram anos para dar a um garoto. Saiba mais sobre como o Cruzeiro deu chapéu no Flamengo ao contratar outra joia da base e veja que o cenário competitivo está acirrado.
Além disso, o clube investiu na troca do gramado do Morumbis – obra que promete melhorar a drenagem e evitar lesões – e negocia a renovação de Calleri. Tudo isso enquanto observa, de olhos arregalados, o desempenho dos meninos.
Nós, que estamos dentro do vestiário (metaforicamente), notamos que a confiança do elenco nos jovens cresce a cada jogo. Calleri, o camisa 9, já declarou publicamente que “a base salva o clube”. E ele sabe do que fala: duas assistências dos garotos resultaram em seus gols.
Comparação com outras safras
Historicamente, o São Paulo revelou gerações de ouro – Casemiro, Lucas Moura, David Neres e Antony, para citar alguns. Mas o aproveitamento quase total de uma final de Copinha é inédito. Em 2026, por exemplo, dos titulares da final, apenas dois ou três chegaram ao profissional com minutos. Agora, são nove em campo ou no banco. Isso sinaliza um novo patamar na gestão de base.
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E os que ainda não jogaram?
Dos 11, dois ainda não pisaram em campo: o goleiro João Pedro e o zagueiro Isac. Ambos foram relacionados, mas seguem aguardando a chance. João Pedro é o terceiro goleiro – atrás de Rafael e Jandrei – e deve ganhar minutagem na Copinha do ano que vem. Isac, por sua vez, sofreu com lesão e perdeu espaço para Osorio e Diego Costa. Mas o técnico já avisou: “Ele está no radar”.
O caso mais emblemático, claro, é o de Matheus Ferreira. O volante que decepcionou? Não exatamente. A concorrência no meio-campo é feroz, e ele não conseguiu repetir o nível da base no profissional. Mas a diretoria não descarta um empréstimo para ganhar experiência.
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O que esperar dos garotos no restante de 2026?
Com o calendário apertado – Brasileirão, Copa do Brasil, Sul-Americana –, a tendência é que esses jovens ganhem ainda mais oportunidades. O departamento médico tricolor continua lotado, e a diretoria já sinalizou que não trará reforços de peso. Portanto, prepare-se para ver mais Osorios, Pedros e Nicollas vestindo a camisa do São Paulo. Veja também a disputa que pode explodir o ataque do Atlético-MG e entender como a base é fundamental em todo Brasil.
Pelo que observamos na prática, a aposta não é só desespero – é estratégia. O clube quer valorizar esses ativos para, quem sabe, vender no futuro com lucro. Afinal, o mercado europeu está de olho. E Cotia, mais uma vez, responde.
Perguntas Frequentes
Quem foi o único titular da final da Copinha que não foi aproveitado no profissional do São Paulo?
O volante Matheus Ferreira, de 18 anos, é o único dos dez titulares de linha que não foi relacionado para nenhum jogo do time principal. Ele chegou a treinar esporadicamente, mas perdeu espaço para concorrentes mais experientes.
Quais jogadores da Copinha mais atuaram no profissional em 2026?
O zagueiro Osorio lidera com 517 minutos e quatro partidas como titular. O lateral Nicolas vem em seguida com 260 minutos e três titularidades. O meia Pedro Ferreira é o mais relacionado (26 vezes), mas sempre saindo do banco, acumulando 111 minutos.
Por que o São Paulo está usando tanto a base nesta temporada?
O clube enfrenta dificuldades financeiras para contratar e sofre com lesões de jogadores experientes. Além disso, a diretoria vê na base uma forma de valorizar ativos e gerar receitas futuras com vendas.

