Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Prata na VNL? Passado. O que importa agora é a vaga olímpica via Sul-Americano
- Rosamaria e a renovação que já dá frutos
- O adversário do Brasil no Sul-Americano
- Desfalques que viraram oportunidades
- O peso histórico da competição
- Perguntas Frequentes
- Quando e onde será o Sul-Americano de vôlei feminino?
- Quem conquistar a vaga olímpica via Sul-Americano está garantido nos Jogos de Los Angeles 2028?
- Zé Roberto terá todo o elenco disponível para o Sul-Americano?
Pontos Principais
- Após o vice na Liga das Nações (VNL), a seleção brasileira feminina de vôlei já virou a chave e tem um único foco: garantir a vaga olímpica via Sul-Americano, que será disputado no Maracanãzinho em setembro.
- Rosamaria, dona de duas medalhas olímpicas, destaca a rápida chegada do ciclo de Los Angeles 2028 e a evolução das jovens atletas na equipe.
- Zé Roberto espera contar com Gabi, que se recuperou de problema lombar, e exalta novas lideranças surgidas após desfalques na VNL.
- O Sul-Americano é decisivo: o campeão garante vaga direta para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Prata na VNL? Passado. O que importa agora é a vaga olímpica via Sul-Americano
Você pode até achar que a prata na VNL deixou a seleção brasileira feminina de vôlei arrasada. Engano seu. Passados dois dias da derrota para a Turquia na final, em Macau, o clima é de resignação – mas com os olhos vidrados no futuro. A vaga olímpica via Sul-Americano é o alvo que já virou obsessão. O torneio continental, marcado para o Ginásio do Maracanãzinho, no Rio, entre 8 e 13 de setembro, vale muito mais que um título: garante ao campeão um lugar nos Jogos de Los Angeles 2028. E a seleção não quer saber de outra coisa.
“É muito rápido. Parece que as Olimpíadas de Paris foram ontem. E já tem outra batendo na porta. O Sul-Americano é, de fato, o nosso maior objetivo do ano. É o que vai poder garantir a vaga olímpica via Sul-Americano, se a gente vencer. Assim, a gente poderá trabalhar com mais tranquilidade nos próximos dois anos”, afirmou a oposta Rosamaria no desembarque da delegação em Guarulhos.
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Rosamaria e a renovação que já dá frutos
Aos 32 anos, Rosamaria carrega duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024) e sabe que o ciclo de Los Angeles é curto. Mas o que a anima é a evolução das jogadoras mais jovens. “A gente já se renovou em relação a Paris e chega muito bem nesta metade do ciclo. É muito importante ver como nosso time está sendo montado. A vaga olímpica via Sul-Americano vai coroar esse trabalho”, disse a oposta.
De fato, a seleção que foi à China não contou com Gabi, Júlia Kudiess, Tainara e Nyeme – seja por lesão ou opção familiar. Mesmo assim, o Brasil chegou à final e só perdeu para a Turquia numa virada dolorida. Na semifinal, as brasileiras atropelaram a fortíssima Itália, atual campeã olímpica e mundial. Sinal de que a base está sólida.
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O adversário do Brasil no Sul-Americano
Se a vaga olímpica via Sul-Americano parece um caminho mais tranquilo do que o Pré-Olímpico global, o torneio continental tem seus perigos. Argentina, Colômbia e Peru costumam dar trabalho, mas o Brasil é o maior favorito. No entanto, o jejum de títulos no vôlei feminino – a última conquista expressiva foi o bronze olímpico de Paris – gera ansiedade. Comentaristas apontam que a pressão por resultados imediatos pode atrapalhar, mas Zé Roberto não se deixa abalar.
“A gente viu novas lideranças surgindo, responsabilidades acontecendo. Esse jogo contra a Itália me chamou muito a atenção pela atitude que o time teve. Estou bem esperançoso. A gente está se mantendo no pódio e jogando de igual para igual com todas as seleções do mundo”, afirmou o treinador.
O retorno de Gabi, principal jogadora e capitã, é aguardado para o Sul-Americano. Ela tratou um desconforto lombar durante a VNL e ficou de fora por precaução. Com ela em quadra, o poder de fogo brasileiro cresce ainda mais.
Desfalques que viraram oportunidades
Zé Roberto lamentou não ter contado com Gabi, Júlia Kudiess, Tainara e Nyeme nas finais da VNL. Mas, segundo ele, a ausência desse quarteto fez surgir novas líderes. Jovens como a central Luzia, a ponteira Ana Cristina e a oposta Kisy mostraram serviço.
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“A gente viu novas lideranças surgindo, responsabilidades acontecendo. Esse jogo contra a Itália me chamou muito a atenção pela atitude que o time teve. Estou bem esperançoso de tudo. A gente está se mantendo no pódio e jogando de igual para igual com todas as seleções do mundo”, comentou Zé Roberto.
Com uma semana de folga após a VNL, as 12 atletas que estiveram na China se reapresentam no Centro de Treinamento da CBV, em Saquarema, na próxima terça-feira (4 de agosto). A partir daí, a preparação para o Sul-Americano começa a todo vapor.
O peso histórico da competição
O Sul-Americano feminino de vôlei é o torneio mais antigo da modalidade no continente – a primeira edição foi em 1951. O Brasil é o maior campeão, com 21 títulos, mas a Colômbia e a Argentina têm crescido. Em 2026, o Brasil venceu a Colômbia na final por 3 sets a 0, mas os jogos foram equilibrados. A vantagem de jogar em casa, no Maracanãzinho, pode ser decisiva.
A busca pela vaga olímpica via Sul-Americano não é apenas estratégica: é uma necessidade. Se o Brasil perder o título continental, terá que disputar um torneio pré-olímpico global, que reúne as melhores seleções do mundo – e aí o risco de ficar de fora de Los Angeles aumenta. Por isso, a prata na VNL foi engolida rapidamente. O foco é total.
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Perguntas Frequentes
Quando e onde será o Sul-Americano de vôlei feminino?
O Campeonato Sul-Americano será disputado entre os dias 8 e 13 de setembro de 2026, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. O Brasil é o atual campeão e anfitrião.
Quem conquistar a vaga olímpica via Sul-Americano está garantido nos Jogos de Los Angeles 2028?
Sim, o torneio continental oferece uma vaga direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O campeão garante sua participação sem depender de outros torneios classificatórios.
Zé Roberto terá todo o elenco disponível para o Sul-Americano?
O técnico espera contar com a volta da capitã Gabi, que se recuperou de uma lesão lombar. Outras jogadoras que desfalcaram a VNL, como Nyeme, Júlia Kudiess e Tainara, também devem estar à disposição, dependendo da evolução física de cada uma nos treinos em Saquarema.
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O relógio não para. Enquanto a prata da VNL ainda ecoa, a seleção brasileira feminina de vôlei já está com a cabeça no Maracanãzinho. A vaga olímpica via Sul-Americano é mais que um objetivo – é a tábua de salvação para um ciclo que começou com renovação, mas que precisa de um título para ganhar confiança. Em setembro, o Brasil inteiro vai parar para ver se o vôlei feminino volta a sorrir de orelha a orelha.

